DIREITO  FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 07 .1
11 pág.

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 07 .1


DisciplinaDireito Tributário I23.168 materiais271.763 seguidores
Pré-visualização5 páginas
do imposto nas vendas de mercadorias, desde que o lucro fosse destinado às finalidades do templo. Incluem-se também, na regra de imunidade, os cemitérios que funcionem como extensão de entidades religiosas, sem fins lucrativos, e dedicado exclusivamente à realização de serviços religiosos e funerários.
c)	Imunidade \u201cda alínea \u2018c\u2019\u201d
\uf0b7	Imunidade subjetiva.
\uf0b7	Só impostos.
\uf0b7	São imunes a impostos o patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei (lei complementar - STF ADI-MC 1.802/DF)
\uf0b7	As entidades sindicais patronais não são imunes (ex.: FIESP).
\uf0b7	Requisitos da lei (art. 14 do CTN):
I \u2013 não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título;
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais;
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.
\uf0b7	O STF já concedeu imunidade de ICMS (mercadorias destinadas ao ativo fixo), II (importação de bolsas de sangue) e IPI (idem).
\uf0b7	Venda de bens por entidades imunes: STF reconhece a imunidade.
\uf0b7	Receita de serviços não relativos às atividades essenciais, mas revertidas ao financiamento destas: STF reconhece a imunidade.
\uf0b7	Entidades fechadas de previdência social privada: só são imunes se não houver contribuição dos beneficiários (STF, Súmula 730)
\uf0b7	Receita de aluguel de imóveis da entidade, revertida para suas finalidades essenciais: há imunidade (STF, Súmula 724)
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o STF entendeu aplicável a imunidade a livraria de entidade beneficente (RE 345.830) e nos casos de venda de ingressos de cinema ao público em geral, realizada por serviço social autônomo (AI 155.822-AgR). 
d)	Imunidade cultural: é vedado instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. Das imunidades previstas no inciso VI do art. 150, é única puramente objetiva. Conforme STF, não alcança o serviço de composição gráfica, nem a renda da entidade. Alcança, todavia, os serviços prestados pela empresa jornalística na veiculação de anúncios e propagandas, desde que estejam impressos no corpo do jornal ou do periódico (folheto separado, não). A extensão da imunidade a publicações em meios eletrônicos, a softwares, CD´s, DVD´s ou qualquer outro meio que não seja o papel não é aceita pelo STF. 
Súmula 657, STF: A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos.
	ALCANÇA
	NÃO ALCANÇA
	As operações de importação, produção e circulação de bens enunciados como imunes (IPI, II e ICMS)
	Os rendimentos decorrentes das atividades das empresas que produzem ou comercializam os bens imunes
	Papel fotográfico, inclusive para a fotocomposição por laser, e papel para telefoto (STF, RE 273.308/SP)
	Publicações em meio diferente de papel (softwares, CD, DVD)
	Filmes fotográficos, sensibilizados, não impressionados, para imagens monocromáticas
	Tinta, solução de base alcalina concentrada e quaisquer máquinas, utilizados na impressão ou fabricação dos bens imunes
	Películas de polímero de propileno utilizadas em capas de livros, integrando-se ao produto final
	Tiras de plástico para amarrar jornais
	Listas telefônicas, ainda que veiculem anúncios e publicidade (STF, RE 199.183/SP)
	Encartes ou folhetos de propaganda comercial separados do corpo do jornal e distribuídos com ele (STF, RE 213.094/ES)
	Serviço de veiculação de anúncios e propaganda em jornais e revistas, impressos em seu corpo
	Calendários, manuais ou papéis impressos de propaganda mercantil, industrial ou profissional
	Apostilas didáticas (STF, RE 183.403/SP) e álbuns de figurinha
	Agenda de anotações
e)	Contribuições previdenciárias
\uf0b7	São isentas (imunes) de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei (art. 55, Lei 8.212/91):
Art. 55. Fica isenta (imune) das contribuições de que tratam os arts. 22 e 23 desta Lei a entidade beneficente de assistência social que atenda aos seguintes requisitos cumulativamente: 
I - seja reconhecida como de utilidade pública federal e estadual ou do Distrito Federal ou municipal;
II - seja portadora do Certificado e do Registro de Entidade de Fins Filantrópicos, fornecido pelo Conselho Nacional de Assistência Social, renovado a cada três anos;
III - promova, gratuitamente e em caráter exclusivo, a assistência social beneficente a pessoas carentes, em especial a crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência;
 IV - não percebam seus diretores, conselheiros, sócios, instituidores ou benfeitores, remuneração e não usufruam vantagens ou benefícios a qualquer título;
V - aplique integralmente o eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais apresentando, anualmente ao órgão do INSS competente, relatório circunstanciado de suas atividades.
 f)	Outras imunidades:
Imunidade de custas judiciais, na ação popular, salvo comprovada má-fé (art. 5º, LXXIII)
Imunidade de emolumentos referentes ao registro civil de nascimento e certidão de óbito, para os reconhecidamente pobres (art. 5º LXXVI, CF)
Imunidade das receitas decorrentes de exportação a contribuições sociais e de CIDE (Art. 149, § 2º, I, CF). Tal imunidade não se estende à CSLL e à CPMF. Neste sentido, recente decisão proferida pelo pleno do STF nos RE 474.132/SC e RE 564.413/SC (Info STF 565).
Imunidade ao ITR das pequenas glebas rurais definidas em lei, quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel (art. 153, § 4º, II, CF).
Imunidade ao IPI das exportações de produtos industrializados (art. 153, § 3º, III, CF)
Imunidade do ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial, que se sujeita apenas ao IOF e à extinta CPMF (art. 153, § 5º, CF).
Imunidade ao ICMS de operações que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços prestados a destinatários no exterior (art. 155, § 2º, X).
Imunidade ao ICMS nas prestações de serviços de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita (art. 155, § 2º, X).
Imunidade a todos os impostos nas operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária (art. 184, § 5º).
Relativas a taxas (inciso XXXIV do art. 5º da CF) : 	\u201csão a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal\u201d.
7.8 Uniformidade tributária
Trata-se de vedação específica à União, inserta no art. 151, I da CR que visa à proteção do pacto federativo. É regra protegida por cláusula pétrea. O mesmo dispositivo traz uma exceção que se refere à possibilidade de concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio socioeconômico entre as diferentes regiões do País. Essa possibilidade está em harmonia com o art. 3º da Constituição que inclui entre os objetivos da República a redução das desigualdades sociais e regionais. 
Art. 151. É vedado à União:
I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Município, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País;
7.9 Tributação das concessionárias
É absolutamente pacífico que concessionárias ou permissionárias