DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO  – PONTO 06.2
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DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 06.2


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de cada contribuinte (RE 416.601).
- Taxas de serviço: serviços públicos específicos ou singulares (quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade, ou de necessidades públicas \u2013 art. 79, II, CTN \u2013 ou seja, os titulares são identificáveis) e divisíveis (quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários \u2013 art. 79, III, CTN).
SÚMULA Nº 670 do STF: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.
- A Base de Cálculo das Taxas: art. 145, § 2º, CF: \u201cAs taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos\u201d.
SÚMULA Nº 595 do STF: É inconstitucional a taxa municipal de conservação de estradas de rodagem cuja base de cálculo seja idêntica à do Imposto Territorial Rural. 
SÚMULA Nº 667 do STF: Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa.
- Taxas e Preços Públicos: 
	Taxa
	Preço Público (Tarifa)
	Regime Jurídico de Direito Público
	Regime Jurídico de Direito Privado
	O vinculo obrigacional é de natureza tributária, não admitindo rescisão 
	O vinculo obrigacional é de natureza contratual, admitindo rescisão
	O sujeito ativo é uma pessoa jurídica de direito público
	O sujeito ativo pode ser uma pessoa jurídica de direito público ou de direito privado
	O vinculo nasce independentemente de manifestação de vontade
	Necessidade de manifestação de vontade
	Pode ser cobrada em virtude de utilização efetiva ou potencial do serviço público
	Somente pode ser cobrada em virtude de utilização efetiva do serviço público
	A receita arrecadada é derivada
	A receita arrecadada é originária
	Sujeita-se aos princípios tributários (legalidade, anterioridade, noventena)
	Não se sujeita
SÚMULA Nº 545 do STF: Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
RE 209.365-3/SP \u2013 o STF adotou a seguinte classificação:
serviços públicos propriamente estatais: cuja prestação o Estado atue no exercício da sua soberania. São serviços indelegáveis e remunerados mediante taxa. Ex: emissão de passaporte e serviço jurisdicional;
serviços públicos essenciais ao interesse público: prestados no interesse da comunidade. Remunerados mediante taxa, a qual incidirá sobre a utilização efetiva ou potencial do serviço. Ex: serviço de distribuição de água\ufffd, coleta de lixo, de esgoto, de sepultamento;
serviços públicos não essenciais: quando não utilizados, não resulta dano ou prejuízo para a comunidade ou para o interesse público. São em regra delegáveis, e podem ser remunerados mediante preço público. Ex: serviço postal, serviços telefônicos, de distribuição de energia, de gás.
Obs: INFO 272 STF (decisão antiga): \u201c(...) Considerou-se que o serviço de fornecimento de água é submetido ao regime de preço público, e não de taxa, sendo possível a majoração por meio de decreto. (...) Precedentes citados: RREE 85.268-PR (RTJ 81/930) e 77.162-SP (82/763) e ADC 9-DF (julgada em 13.12.2001, acórdão pendente de publicação, v. Informativo 234). RE (AgR) 201.630-DF, rel. Ministra Ellen Gracie, 11.6.2002. 
INFO STF 500 (decisão mais recente) \u201cA Turma, acolhendo proposta suscitada pelo Min. Eros Grau, deliberou remeter ao plenário julgamento de recurso extraordinário, do qual relator, em que se discute se o fornecimento de água e esgoto constitui prestação a ser remunerada mediante o pagamento de taxa ou de tarifa. (...) RE 518256/RS, rel. Min. Eros Grau, 1º.4.2008\u201d.
Contribuição de melhoria: tributo cobrado em decorrência da valorização de imóvel (fato gerador) particular em virtude de uma obra pública. Tem fundamento ético-jurídico no princípio da vedação ao enriquecimento sem causa. Não é legítima a sua cobrança antes da realização da obra pública. Segundo o STF, a base de cálculo será exatamente o valor acrescido (RE 114.069/SP). Limites total e individual (art. 81 do CTN): \u201cA contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado\u201d.
Empréstimos compulsórios: tributo restituível e vinculado a causas específicas (guerra ou sua iminência, calamidade, investimentos públicos urgentes e relevantes). São tributos de arrecadação vinculada.
Art. 148, CF. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
Como a definição de tributo, inserta no art. 3º do CTN, não contempla nenhum requisito relativo à definitividade do ingresso da receita tributária nos cofres públicos, o fato de o empréstimo compulsório ser restituível não retira a sua qualidade de tributo. Ademais, o STF considera o empréstimo compulsório como tributo (RE 146.733-9/SP)
O STF tem entendimento firmado de que a restituição do valor arrecadado deve ser efetuada na mesma espécie em que recolhido 9RE 175.385/CE)
Contribuições especiais: tributos cujo produto da arrecadação tem destinação específica.
Art. 149, CF. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.
§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)
- Contribuições sociais: segundo o Prof. Ricardo Alexandre, é terminologicamente incorreto utilizar a expressão \u201ccontribuições sociais\u201d como gênero. Consoante entendimento do STF (RE 138.284-8/CE), esta subespécie está sujeita a mais uma divisão: a) contribuições de seguridade social (art. 194, CF); b) outras contribuições sociais (as residuais, previstas no art. 195, § 4º, CF); c) contribuições sociais gerais - são elas: c.1) salário-educação \u2013 art. 212, § 5º -; c.2) contribuições para os serviços sociais autônomos \u2013 art. 240, CF \u2013 consoante entendimento do STF \u2013 RE 138.284/CE, estas últimas não são contribuições especiais de interesses de categorias profissionais.
A competência tributária residual: prevista no art. 195, § 4º. As novas contribuições sociais não poderão ser cumulativas e deverão ter base de cálculo e fato gerador próprios das contribuições já discriminadas na CF (aqui, é importante observar que o STF faz uma adaptação na redação do inciso I do art. 154 da CF, quando se tratar de contribuições residuais). A CF só exige instituição, via lei complementar, das contribuições advindas do exercício da referida competência tributária residual. As demais contribuições já previstas na CF podem ser instituídas por lei ordinária.
- Contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE): sua instituição não está sujeita a reserva de lei complementar. São tributos extrafiscais (cuja finalidade precípua não é arrecadar, mas sim intervir numa situação social