exercicio aula completos
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Ser "poliglota na própria língua", como sugere o gramático Evanildo Bechara, é saber ADEQUAR os usos da língua às situações comunicativas.
 
Em uma viagem de ônibus, você encontra um amigo de longa data com quem tem intimidade. Ele se aproxima e você o cumprimenta assim: "Ilustríssimo, prazer em encontrá-lo. Por gentileza sente-se naquela poltrona que se encontra vazia. Qualquer coisa que precisar, pode se dirigir à minha pessoa. Será um prazer a mais atendê-lo. Tenha uma boa viagem, Ilustríssimo."
 
De acordo com a questão da adequação linguística e considerando a situação descrita, assinale a opção correta:
		
	 
	Corresponde a um registro formal usado em um contexto inadequado.
	
	Trata-se de uso de registro informal por estar direcionado a um amigo.
	
	Trata de um registro informal por encontrar-se marcado por inúmeros marcadores de oralidade.
	 
	Trata-se de registro formal utilizado adequadamente ao contexto em que os falantes se encontram
	
	Corresponde a um registro coloquial mesclado de termos técnicos que dificultam a compreensão.
	
	
	 2a Questão (Ref.: 201407067651)
	Pontos: 0,5  / 0,5
	Texto 1: "Era ele que erguia casas / Onde antes só havia chão. / Como um pássaro sem asas / Ele subia com as asas / Que lhe brotavam da mão. / Mas tudo desconhecia / De sua grande missão / De fato como podia / Um operário em construção / Compreender porque um tijolo / Valia mais do que um pão? / Tijolos ele empilhava / Com pá, cimento e esquadria / Quanto ao pão, ele comia / Mas fosse comer tijolo!" (MORAES, Vinícius de. "Operário em construção".) Texto 2: "Amou daquela vez como se fosse a última / Beijou sua mulher como se fosse a última / E cada filho seu como se fosse o único / E atravessou a rua com seu passo tímido / Subiu a construção como se fosse máquina / Ergueu no patamar quatro paredes sólidas / Tijolo com tijolo num desenho mágico / Seus olhos embotados de cimento e lágrima / Sentou pra descansar como se fosse sábado /Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe / Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago / Dançou e gargalhou como se ouvisse música / E tropeçou no céu como se fosse um bêbado /E flutuou no ar como se fosse um pássaro /E se acabou no chão feito um pacote flácido /Agonizou no meio do passeio público /Morreu na contramão atrapalhando o tráfego." (HOLLANDA, Francisco Buarque de. "Construção".) Os registros textuais dialogam em suas respectivas temáticas, porque abordam a...
		
	
	incompreensão pública com aqueles dedicados trabalhadores que erguem as casas "onde antes só havia chão", de modo que só lhes restam o descompromisso de não perceberem que "um tijolo valia mais do que um pão".
	
	absuluta exploração profissional agravada pela ignorância do operário brasileiro, que "tudo desconhecia" e se preocupa apenas em "comer feijão com arroz com se fosse um príncipe".
	
	absurda condição do trabalhador da construção civil que, para não "comer tijolo", acaba morrendo na "contramão na contramão atrapalhando o público".
	
	a expansão da construção civil nas grandes metrópoles, beneficiando o seu ofício como se fosse "uma missão", que o faz "dançar e gargalhar como se ouvisse música" e "flutuar no ar como se fosse um pássaro".
	 
	as questões sociais brasileiras calcadas no âmbito da exploração humana em sua mais irrestrita condição de sobrevivência "Quanto ao pão, ele comia / Mas fosse comer tijolo!" e morte "Agonizou no meio do passeio público /Morreu na contramão atrapalhando o tráfego."
	
	
	 3a Questão (Ref.: 201407292253)
	Pontos: 0,5  / 0,5
	Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações.
Observe o texto:
Antigamente
Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completam primaveras, em geral dezoito. Carlos Drummond de Andrade.
As expressões mademoiselles, mimosas, prendadas constituem um recurso usado pelo autor para explorar a mudança da língua no seu aspecto
		
	
	individual
	
	fonético
	
	profissional
	 
	histórico
	
	regional
	
	
	 4a Questão (Ref.: 201407291789)
	Pontos: 0,0  / 0,5
	O QUE SE DIZ
Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura! Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que nada...
Assim, em plena floresta de exclamações, vai-se tocando pra frente.
Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1983. P. 1379.
Assinale a alternativa CORRETA em relação ao trecho acima.
		
	 
	O segundo parágrafo produz a unidade de sentido, transformando o trecho em texto.
	
	A falta de verbos no primeiro parágrafo torna o trecho transcrito ininteligível.
	
	É possível identificar a classe social do falante após a leitura do segundo parágrafo.
	 
	O trecho não chega a se constituir texto, pois lhe falta coerência.
	
	Faltam elementos de ligação entre todas as partes do trecho.
	
	
	 5a Questão (Ref.: 201407624362)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	As palavras, as expressões com as quais ligamos as ideias, estabelecem significados, conduzem o sentido das mensagens. Sendo assim, não se pode utilizar um elemento qualquer para conectar as informações. Analise, no período a seguir, o sentido estabelecido pela estrutura UMA VEZ QUE.
O professor está atrasado UMA VEZ QUE está preso no engarrafamento.
		
	 
	Explicação.
	
	Adição.
	
	Proporção.
	
	Tempo.
	
	Adversidade.
	
	
	 6a Questão (Ref.: 201407624357)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	As palavras, as expressões com as quais ligamos as ideias, estabelecem significados, conduzem o sentido das mensagens. Sendo assim, não se pode utilizar um elemento qualquer para conectar as informações. Analise, no período a seguir, o sentido estabelecido pelo elemento PORTANTO.
Pessoas com maior escolaridade têm mais oportunidades de emprego; PORTANTO, devemos estudar mais.
		
	 
	Conclusão.
	
	Finalidade.
	
	Adversidade.
	
	Proporção.
	
	Condição.
	
	
	 7a Questão (Ref.: 201407290278)
	Pontos: 1,0  / 1,0
	A coerência é resultante da não contradição entre os diversos segmentos textuais que devem estar encadeados logicamente. Cada segmento textual é pressuposto do segmento seguinte, formando, assim, uma cadeia em que todos eles estejam concatenados harmonicamente. Quando há quebra nessa concatenação, ou quando um segmento textual está em contradição com um anterior, perde-se a coerência textual.
Leia o exemplo: "O menino Pedro morava na cidade. Todos os dias, ele acordava cedinho, com o som do despertador. Da janela de seu quarto, voltado para o oeste, podia apreciar o nascer do sol".
Percebemos que há uma INCOERÊNCIA provocada pela inconsistência na relação entre os significados dos elementos das frases em sequência, pois há uma contradição de sentidos: como o menino podia assistir ao nascer do sol da janela de seu quarto voltado para o oeste, se o sol nasce no leste?
Qual o tipo de INCOERÊNCIA marcada pela contradição do trecho apresentado?
		
	
	Pragmática
	
	Sintática
	
	Estilística
	 
	Semântica
	
	Gramatical
	
	
	 8a Questão (Ref.: 201407290338)
	Pontos: 0,0  / 1,0
	Sabe-se que a finalidade da coerência é estabelecer a relação lógica entre as ideias de um texto. Quando isso não ocorre o texto torna-se incoerente.
 Assinale a opção em que a  coerência pragmática está presente.
		
	
	O muro que circula toda a casa precisa de reforma.
	
	Foi no decorrer da reunião onde se abordou o reajuste salarial.
	 
	Magnífico Reitor, Solicito o benefício de uma bolsa de estudos para cursar Cinema, caso Vossa Magnificiência não me
q.ueenxheda
q.ueenxheda fez um comentário
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Madson
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resumo prática informática contabilidade 1
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Maryana
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Tendo em vista que o narrador representa um ser fictício do qual o autor se utiliza para nos repassar sua habilidade inventiva, torna-se imprescindível compreender os pontos que demarcam o chamado foco narrativo. O foco narrativo se define pela perspectiva por meio da qual esse narrador opta para relatar os acontecimentos inerentes ao enredo. Ele participará da história, será ele um mero espectador, enfim, como tudo isso decorrerá? Partindo desse princípio, o artigo em questão tem por finalidade discorrer acerca das modalidades que se atribuem ao narrador. De acordo com seu posicionamento, o foco assume distintas funções, entre as quais podemos citar: * Foco narrativo de terceira pessoa – nele o narrador não participa ativamente dos fatos relatados. Nessa condição podemos afirmar que a narrativa assume um caráter mais objetivo, tendo em vista que ele permanece “do lado de fora”, limitando-se somente a nos repassar o que vê. Assim sendo, manifesta-se sob dois aspectos: - Narrador onisciente – é o tipo de narrador que conhece toda a história, até mesmo o pensamento dos personagens. - Narrador observador – ele não conhece toda a história, apenas se limita a narrar os fatos à medida que eles acontecem. Assim sendo, o narrador se abstém de quaisquer intervenções, ou seja, não é concedida a ele nenhuma atitude que porventura possa nos adiantar o que ocorrerá. * Foco narrativo de primeira pessoa – nesta modalidade, como o próprio nome nos indica, o narrador se torna também um personagem, assumindo a condição de narrador protagonista ou narrador coadjuvante. Por essa razão, afirma-se que traços subjetivos tendem a se manifestar, tendo em vista o envolvimento emocional mediante o desenrolar dos fatos.... Veja mais
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MARISTELA
MARISTELA fez um comentário
Alguém pode me ajudar a falar sobre narrador e foco narrativo
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Jaquelina
Jaquelina fez um comentário
Gente,preciso de ajuda!!alguém ja fez Planejamento de carreira e Análise Textual desse ano,no caso AV2 2014?
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