Manual_brasileiro Suínos
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DisciplinaProdução de Aves e Suínos42 materiais358 seguidores
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para garantir boa higiene 
no ambiente e deve ser realizada em todos os setores da granja, com o uso de água ou 
limpeza a seco e ainda o auxílio de instrumentos como vassouras, rodos e pás.
Após a saída dos animais, deve-se seguir os procedimentos abaixo descritos.
Para a realização de um processo de limpeza e desinfecção são necessários:
1. Colaborador capacitado;
2. Procedimentos padronizados;
3. Vassoura, espátula, escova, mangueiras, regadores;
4. Bomba de alta pressão;
5. Detergente e desinfetante com dosadores;
6. Balde e ou tambor plástico.
O passo a passo da limpeza e desinfecção:
1. Lavar com água sobre pressão removendo toda sujidade mais pesada;
2. Desmontar partes móveis (grades, comedouros, bebedouros etc); 
3. Preparar e aplicar detergente;
4. Aguardar uma hora;
5. Enxaguar com água sob pressão;
6. Montar (grades, comedouros, bebedouros etc);
7. Deixar secar;
8. Preparar e aplicar desinfetante respeitando a diluição e a quantidade de calda/m2 de su-
perfície);
9. Vazio sanitário;
10. Segunda desinfecção (aplicar o desinfetante 24h antes do alojamento).
Figura 23: Retirada da sujeira com água sobre pressão. Figura 24 : Partes móveis desmontadas.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
manual de boas práticas na produção de suínos
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5.10. Controle de moscas e roedores
As moscas e os ratos assumem importante papel como vetores de doenças no sistema de 
produção de suínos, devendo, por isso, ser controlados permanentemente. Entre as medidas 
gerais de controle destacam-se o destino adequado do lixo, animais mortos, restos de parição 
e dejetos, limpeza e organização da fábrica, depósito de rações e insumos, além dos galpões 
e arredores. 
O primeiro passo para se evitar roedores é criar um ambiente impróprio para sua prolife-
ração, ou seja, limpeza e organização, eliminando os resíduos e acondicionando bem a ração e 
os ingredientes. O combate direto pode ser realizado através de meios mecânicos como a utili-
zação de armadilhas e ratoeiras ou produtos químicos (raticidas), os quais devem ser emprega-
dos com cuidado (dispositivos apropriados) para evitar intoxicação dos animais e operadores. 
Para o controle de moscas, recomenda-se o \u201ccontrole integrado\u201d que envolve medidas 
mecânicas direcionadas ao destino e tratamento de dejetos, que deve ser realizado permanen-
temente, somado ao controle químico ou biológico que elimina o inseto em alguma fase do seu 
ciclo de vida. Sempre que houver aumento da população de insetos na granja, em especial de 
moscas, deve-se procurar e eliminar os focos de procriação.
No mercado, existem produtos e empresas especializadas no combate a moscas e roedo-
res. O ideal é a contratação de profissionais experientes para esse serviço. Caso seja realizado 
pelos próprios funcionários da granja, estes deverão utilizar equipamentos de proteção indivi-
dual e seguir as recomendações do fabricante do produto, buscando-se, assim, evitar a conta-
minação de humanos e dos animais. É muito importante utilizar somente produtos registrados 
no MAPA ou Ministério da Saúde.
Figura 25: Instalação limpa e desinfetada com 
partes móveis montadas.
Figura 26: Funcionário com equipamento para 
lavação de instalações.
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Biosseguridade e ferramentas de controle sanitário
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Figura 31: Moscas no estágio de larva e também pupa em tanque descarga.
Figura 27: Armadilha com raticida no chão. Figura 28: Armadilha com raticida nos telhados.
Figura 29: Quadro vermelho e amarelo com 
substância mosquicida.
Figura 30: Presença de moscas na ração de leitões.
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manejo aplicado à reprodução
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Capítulo 6
Manejo aplicado à reprodução
Nas granjas de suínos, o plantel de reprodução é composto tanto por marrãs pré-púberes 
(aquelas que ainda não manifestaram o primeiro cio) quanto por púberes em preparação para 
a cobertura ou gestantes, multíparas gestantes, lactantes e desmamadas. Nesse tópico, serão 
descritos os principais manejos reprodutivos aplicados à fêmea suína e a sua implicação prática 
sobre o desempenho reprodutivo das granjas.
6.1. Manejo de fêmeas
6.1.1. Preparação de marrãs
Os princípios que devem ser observados no manejo de preparação de marrãs são as insta-
lações, ambiência, nutrição, manejo reprodutivo e sanidade. É importante observar que existem 
diferenças entre os manejos adequados para cada linhagem genética disponível hoje no Brasil. 
Nesse sentido, então, faz-se interessante um bom contato com o fornecedor dos animais para a 
produtividade.
As marrãs de reposição devem ser alojadas em baias, com espaçamento de 2,0 a 2,2 m2/
fêmea, com 6-10 animais/baia, em piso de boa qualidade, com água à vontade e comedouros 
adequados (figura 1 e 2).
Imediatamente após a chegada, caso a granja não possua quarentena, deve ser iniciada 
a adaptação sanitária com a aplicação dos procedimentos já descritos no capítulo sobre Bios-
seguridade. O procedimento de vacinação e medicação deve ser discutido e indicado por um 
médico-veterinário.
Figura 1: Situação ideal de alojamento de marrãs: 
comedouro, higiene, lotação.
Figura 2: Condição inadequada de alojamento de 
marrãs: pouco espaço, superlotação.
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Juntamente com a adaptação sanitária, recomenda-se dar início ao manejo de indução da 
puberdade. Esse procedimento consiste em colocar a fêmea jovem em contato com um macho 
adulto (com mais de 10 meses de idade) e saudável, duas vezes ao dia, durante 15 minutos, 
permitindo um contato focinho a focinho entre ambos. Como as leitoas estão alojadas em baias 
nessa fase, o macho deve entrar nesse local e dispor de tempo suficiente para estabelecer con-
tato com todas as fêmeas (figuras 3 e 4). Deve-se observar o rodízio de machos para renovação 
e variação do estímulo.
Tradicionalmente, esse manejo é iniciado aos 150-160 dias de idade, o que é conhecido 
como indução precoce da puberdade. 
Após a manifestação do primerio cio, as fêmeas devem ser agrupadas em baias com data 
semelhante de entrada em cio, de forma que os lotes fiquem organizados, devendo ainda se 
acompanhar as próximas entradas em cio para definição do momento da cobertura. Espera-se 
que 95% das marrãs estejam em cio até 30 dias após o início do manejo com o macho. 
A definição de momento ideal para a cobertura das marrãs deve ser feita baseando-se no 
adequado peso compatível com a idade, número de cios apresentados, flushing de 14 dias pré-
-cobertura (ração de lactação à vontade) e programa de adaptação sanitário completo (vacinas 
recomendadas). Qualquer um desses fatores que venha a falhar pode resultar em falhas reprodu-
tivas, problemas sanitários e até necessidade de remoção precoce da fêmea do plantel. 
6.1.1. Peso/idade/ número de cios
A recomendação é de que as marrãs sejam cobertas com 140-150 kg de peso vivo, com 
idade aproximada de 220 a 240 dias e, a partir do 2º cio, preferencialmente no 3º cio. Dados de 
pesquisa consistentes indicam que, com essas caracterísicas, é possível associar a maturidade 
hormonal da fêmeas com as reservas corporais de tecido magro e gordura e com um alto número 
de ovulações e espaçamento uterino adequado para gestação de um grande número de fetos. O 
peso corporal tem sido considerado o fator mais importante relacionado à determinação do de-
sempenho da primípara e sua influência no desempenho por toda a vida. Assim, a marrã coberta 
com peso adequado chegará ao