Manual_brasileiro Suínos
143 pág.

Manual_brasileiro Suínos


DisciplinaProdução de Aves e Suínos42 materiais357 seguidores
Pré-visualização37 páginas
A parte mais crítica do silo é sempre a superior, e este deve ser varrido pelo menos 
duas vezes por semana até a altura do produto e uma vez/mês se for esvaziado, sen-
do limpo e desinfetado;
4. Moagem, capacidade, limpeza, granulometria;
5. Mistura, avaliar a qualidade;
6. Expedição, cuidado com a mistura e troca de produtos, rações mal identificadas;
7. Transporte, caminhões limpos e verificar a presença de furos.
Com os critérios estabelecidos, deve-se seguir uma rotina de monitoramento dos pro-
cessos de produção, utilizando-se parâmetros zootécnicos, sanitários e/ou patológicos. A 
partir de uma análise geral do processo de fabricação de ração, é importante estabelecer 
ações corretivas que permitam a obtenção de resultados estáveis diante de alvos previa-
mente conhecidos. Como etapa final a reavaliação periódica dos procedimentos de monito-
ria e corretivos, tendo como base parâmetros científicos. 
Faz-se necessário, ainda, um programa eficiente de limpeza da fábrica de ração, des-
tinando-se um tempo semanal para a limpeza e a manutenção. Os principais objetivos são 
melhorar o ambiente de trabalho, minimizar a perda de ingredientes e rações, bem como 
reduzir as atividades microbianas e infestação por insetos. Portanto, é fundamental definir 
áreas e sistemas de limpeza e promover treinamentos. Enfim, é preciso gerenciar a fábrica 
como setor efetivo da granja e entender que sua gestão eficiente impacta sobre toda granja.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
alimentação
Ca
pí
tu
lo
 1
1
121
Figuras 20 e 21: Moegas de recepção sujas.
Figura 22: Uso do sistema de pré-limpeza para retirada do excesso de impurezas do milho.
Figuras 23 e 24: Parte superior do silo suja.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
manual de boas práticas na produção de suínos
Ca
pí
tu
lo
 1
1
122
Figuras 25 e 26:Misturador sujo em sua entrada e interior.
Figuras 27 e 28: Hélices internas do misturador sujas.
Figura 27: Abertura no misturador para realização de limpeza.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
alimentação
Ca
pí
tu
lo
 1
1
123
Figuras 28: Milho mofado aderido à parede do silo. Figuras 29: Milho mofado aderido à parede do silo.
Figura 30: Área de estocagem suja. Figura 31: Área externa da fábrica suja.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
Gestão ambiental
Ca
pí
tu
lo
 1
2
125
Capítulo 12
Gestão ambiental
12.1. Passivo ambiental da suinocultura
Algumas atividades, como a granja suinícola, são classificadas segundo seu porte e 
potencial poluidor. Esses dois itens estão definidos na legislação ambiental. O potencial po-
luidor/degradador da atividade é considerado pequeno (P), médio (M) ou grande (G), em 
função dos efeitos causados sobre o solo, o ar e a água. O porte do empreendimento também 
é considerado pequeno (P), médio (M) ou grande (G). Cada uma dessas categorias ainda é 
dividida em I, II e III.
Com relação à legislação ambiental, é importante que se tenha em mente que existem as 
legislações federal, a estadual e até mesmo a municipal. Mesmo sabendo que a legislação fede-
ral se sobrepõe a qualquer outra, é sempre prudente consultar a legislação estadual e municipal 
do empreendimento em questão, uma vez que uma destas pode ser mais rígida que a federal. 
O licenciamento ambiental é uma obrigação legal prévia à instalação de qualquer empreen-
dimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e possui como 
uma de suas mais expressivas características a participação social na tomada de decisão por 
meio da realização de audiências públicas como parte do processo. 
Essa obrigação é compartilhada pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente e pelo Ibama, 
como partes integrantes do SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente). O Ibama atua, prin-
cipalmente, no licenciamento de grandes projetos de infra-estrutura que envolvam impactos em 
mais de um estado e nas atividades do setor de petróleo e gás na plataforma continental. 
As principais diretrizes para a execução do licenciamento ambiental estão expressas:
a) Na Lei 6.938/81;
b) Nas Resoluções CONAMA nº 001/86 e nº 237/97;
c) Além dessas, o Ministério do Meio Ambiente emitiu recentemente o Parecer nº 312, o 
qual versa sobre a competência estadual e federal para o licenciamento, tendo como 
fundamento a abrangência do impacto. 
Todas as atividades com potencial poluidor somente obterão autorização para operar após cum-
prir as etapas do licenciamento ambiental. O licenciamento ambiental é constituído de três fases: 
a) Licença Prévia (L.P.) \u2013 concedida na fase preliminar do planejamento do empreendi-
mento ou atividade, aprovando sua localização e concepção. Essa licença não autori-
za o início de qualquer obra ou serviço no local do empreendimento.
b) Licença de Instalação (L.I.) \u2013 autoriza a instalação do empreendimento ou atividade 
conforme as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, 
incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. Essa licença 
Proibida a reprodução integral ou parcial 
sem autorização expressa da ABCS.
manual de boas práticas na produção de suínos
Ca
pí
tu
lo
 1
2
126
autoriza o início da obra ou serviço no local do empreendimento, porém não autoriza 
seu funcionamento.
c) Licença de Operação (L.O.) \u2013 autoriza o funcionamento da atividade ou empreendi-
mento, após a verificação do cumprimento das exigências que constam nas licenças 
anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados 
para a operação.
12.2. Cuidados com o meio-ambiente
À medida que aumentam as preocupações com a manutenção e a melhoria da qualida-
de do meio ambiente, bem como com a proteção da saúde humana, organizações de todos os 
tamanhos vêm crescentemente voltando suas atenções para os potenciais impactos de suas 
atividades, produtos e serviços. O desempenho ambiental de uma empresa vem assumindo 
importância cada vez maior para as partes interessadas, internas e externas. Alcançar um 
desempenho ambiental consistente requer comprometimento organizacional e uma aborda-
gem sistemática ao aprimoramento contínuo. 
Para tanto, é imprescindível que as empresas tenham seu sistema de gestão ambiental 
(SGA) bem definido e em andamento (Oliveira, 2006). Esse SGA certamente terá uma dimen-
são e complexidade proporcional, sendo ajustado ao porte de cada uma das empresas e de 
acordo com seu potencial poluidor. Fato é que, na atualidade, não há mais como uma empre-
sa não dispor de uma política ambiental para apresentar e, naturalmente, seguir. A direção 
da empresa deve elaborar uma política ambiental que represente seus produtos e serviços, 
que seja divulgada entre os funcionários e a comunidade. É necessário ainda que se de-
monstre o quanto a direção está comprometida com o cumprimento dessa política. Deve-se 
obter o cumprimento legal e a busca do melhoramento contínuo do desempenho ambiental 
da empresa.
Assim sendo, o SGA merece ser tratado como uma estrutura da organização, a ser con-
tinuamente monitorado e renovado, objetivando fornecer orientação efetiva para as ativida-
des ambientais de uma organização em resposta a fatores internos e externos, que estão em 
alteração. Todos os membros de uma organização devem assumir a responsabilidade pela 
melhoria ambiental. Um SGA oferece ordem e consistência para os esforços organizacionais 
no atendimento às preocupações ambientais através de alocação de recursos, definição de 
responsabilidades, avaliações correntes das práticas, procedimentos e processos.
Os principais elementos e princípios