Aves do Brasil
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Aves do Brasil


DisciplinaPreservação e Manejo de Animais Silvestres em Cativeiros7 materiais91 seguidores
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SUINDARA Tyto alba 35,5-40,5 cm
Localmente comum, de ocorrência ampla em áreas abertas. Pertence à fa-
mília dos Titonídeos. Disco facial em forma de coração, branco orlado com 
mais escuro, olho escuro. Forma clara (ilustrada), cinza e pardo-dourada 
por cima, branca por baixo, em geral pintalgada. Forma escura, menos nu-
merosa, mais cinza por cima, parda por baixo, em geral pintalgada. Branca 
sob as asas; aspecto fantasmagórico ao voar de noite. M mais claro que a 
F. Pousada, é bem clara, esguia, de cabeça grande. Compare, em voo, com 
o mocho-do-banhado e a coruja-orelhuda (página 131). Noturna, às vezes 
ativa no lusco-fusco; caça voando baixo, intercalando um voo batido lento e 
planeios. Come roedores, aves e insetos. Mais numerosa no entorno huma-
no, passa o dia em forros, galpões, torres e ocos de árvores. Grito agudo e 
áspero, \u201cch-h-h-h-h-t!\u201d, como um tecido rasgando (daí outro nome popular, 
rasga-mortalha). Se perturbada, agacha-se e infla as asas.
CORUJINHA-DO-MATO
TROPICAL SCREECH OWL
CABURÉ
FERRUGINOUS PYGMY OWL
CABURÉ-CANELA
BUFF-FRONTED OWL
CORUJA-BURAQUEIRA
BURROWING OWL
SUINDARA
BARN OWL
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CHIFRE-DE-OURO Heliactin bilopha 9,5-11 cm
Escasso, em cerrado e campo rupestre. Minúsculo. Bico curto, reto. M bo-
nito, tem coroa azul-escura com tufinhos laterais de brilho vermelho, azul e 
dourado; por cima, verde-bronzeado. Face, garganta e peito pretos; branco 
nos lados do pescoço e peito e na barriga. Cauda longa e fina, bran ca, 
exceto pelas penas centrais. F mais apagada, sem tufinhos nem azul na ca-
beça. Garganta cinza, lados do pescoço e demais partes inferiores brancos, 
flancos esverdeados. Cauda como a do M, mais curta. Fácil de reconhecer, 
pois há poucos beija-flores em seu ambiente restrito. Em geral solitário, 
visita flores de preferência próximas ao chão; é raro que visite arbustos ou 
árvores floridos; pode capturar insetos em voo.
BEIJA-FLOR-ESTRELINHA Calliphlox amethystina 6,5 cm
Escasso, de ocorrência localizada (talvez relacionada à estação do ano) 
em dossel e borda de mata e capoeira, às vezes em áreas abertas vizinhas. 
Bico reto. M verde-bronzeado por cima, ponto branco atrás do olho, man-
chinha branca no lado do dorso estendendo-se à parte baixa dos flancos. 
Garganta vermelha, cintilante, orlada por um colar branco que sobe pelos 
lados do pescoço; barriga verde-suja, leve acanelado nos flancos e crisso. 
Cauda longa, bifurcada, preto-violácea. F, por cima, como o M; garganta 
branco-suja, salpicada de violeta e verde, orlada por um colar branco meio 
indistinto; canela por baixo, mesclado com branco no meio da barriga; 
mancha no flanco como no M; cauda mais curta, verde-fosca com faixa 
subterminal preta. Compare com as FF dos topetinhos. Em geral solitário, 
visita flores e bebedouros; costuma pousar em ramos bem altos. Voo lento 
e flutuante, como o de uma mamangava, com cauda meio erguida. O M 
exibe-se diante da F, indo e vindo num voo pendular.
Os TOPETINHOS são beija-flores minúsculos, de cauda curta e faixa clara na rabadilha. MM coloridos e 
adornados. Voo lento, às vezes parecem flutuar. Em geral mantêm a cauda meio erguida.
TOPETINHO-MAGNÍFICO Lophornis magnificus 7 cm
Escasso, de ocorrência localizada (talvez relacionada à época do ano) em dos-
sel e borda de mata e capoeira, às vezes em jardins e áreas aber tas vizinhas; 
no Pantanal, raro ou ausente. M com bico vermelho de ponta preta. Coroa e 
crista cor de canela, testa e garganta verde-vivas; por cima, verde com faixa 
branca na rabadilha; nos lados do pescoço, leques de penas alongadas, bran-
cas com pontas verdes; penas da cauda ferrugem orladas de verde, exceto 
par central, verde-bronzeado. Verde-cinzento por baixo. F sem crista ou leque; 
testa canela salpicada de verde; faixa clara na rabadilha e cauda como no M. 
Garganta branca salpicada de verde; por baixo, branco lavado de verde nos 
lados. Compare com o topetinho-pontilhado, M de crista mais longa e pintas 
verdes redondas nas pontas dos tufos, F com testa e garganta ferrugíneas, 
sem manchas. Alimenta-se em flores a qualquer altura, também em árvores.
TOPETINHO-PONTILHADO Lophornis gouldii 7 cm
Raro, de ocorrência talvez localizada e ligada à estação do ano, em dossel 
e borda de mata e capoeira, no NO da região. Parece menos numeroso 
que o topetinho-magnífico (podem estar juntos, como na Chapada dos 
Guimarães). Parecido a ele, inclusive no comportamento. M com crista ca-
nela, mais longa e mais pontuda; penas dos lados do pescoço mais longas, 
brancas com pintas redondas verdes nas pontas. F com garganta canela e 
coroa mais acanelada, ambas sem manchas.
MOSQUITINHO Chrysolampis mosquitus 8-9 cm
Escasso, em cerradão, mata, capoeira, bordas e sedes. Parece ter ocor-
rência localizada, talvez ligada à estação do ano. M com coroa e nuca 
vermelhas, separadas da garganta e peito dourados por uma faixa escu-
ra; costas e demais partes inferiores pretas; cauda canela-viva com ponta 
preta. F verde por cima, pode ter manchinha atrás do olho; cauda canela 
com faixa subterminal preta e ponta branca, penas centrais verdes. Por 
baixo, cinza-clara. M imaturo como a F; pode ter brilho laranja na garganta. 
Com luz ruim, o M parece enegrecido, mas a forma da cabeça, com coroa 
achatada, arrepiada atrás, é típica; também ajuda a identificar a F, junto 
com o canela da cauda, mais visível em voo. Visita árvores floridas com 
outros beija-flores.
CHIFRE-DE-OURO
HORNED SUNGEM
BEIJA-FLOR-ESTRELINHA
AMETHYST WOODSTAR
TOPETINHO-MAGNÍFICO
FRILLED COQUETTE
TOPETINHO-PONTILHADO
DOT-EARED COQUETTE
MOSQUITINHO
RUBY TOPAZ
M
F
M
F
M
F
M
F
M F
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SURUCUÁS (Trogonídeos) São aves coloridas de plumagem macia, pernas curtas, bico grosso e curto 
terminado num ganchinho, cauda longa, graduada e de ponta quadrada. Vivem em ambientes florestais; 
pousam bem eretos e, a despeito do colorido vistoso, são discretos e detectados quase sempre por suas 
vocalizações, ouvidas com frequência. Em muitas espécies, vários indivíduos de ambos os sexos reúnem-
se para cantar. Pegam em voo seus alimentos (frutos e grandes invertebrados). Aninham em cavidades, 
muitas vezes escavadas em cupinzeiros arbóreos.
SURUCUÁ-DE-RABO-PRETO Trogon melanurus 30,5 cm
Escasso, em matas e bordas no extremo NO da região, como na Serra das 
Araras. Um surucuá grande, de barriga vermelha. M com bico amarelo-vivo e 
anel ocular vermelho; verde-azulado vivo por cima, mais azul na rabadilha e 
por cima da cauda, coberteiras da asa vermiculadas de preto e branco. Face 
e garganta pretas, papo verde-vivo com linha peitoral branca; peito e barriga 
vermelho-brilhantes. Cauda preta por baixo. F com mandíbula amarela; cin-
za por cima, na garganta e no peito, barriga vermelha; às vezes linha branca 
separando as duas cores. Cinza-escura sob a cauda, penas externas muitas 
vezes com pontas brancas e algum barrado. Compare com o surucuá-de-
barriga-vermelha (página 157), menor, cauda com barrado preto e branco 
evidente, e com o surucuá-variado, presente no SE da região. Geralmente em 
casal, costuma pousar em galho grossos a alguma altura, dentro da mata. 
Discreto, é mais ouvido que visto. Permanece imóvel por longos períodos; 
a cada tanto, lança-se para pegar um fruto ou grande inseto, e prolonga 
o voo até pousar em outro poleiro. Às vezes junta-se em grupinhos e as 
aves perseguem-se umas às outras, os MM cantando e as FF chamando 
baixinho. O canto é uma série de 20-30 notas ressonantes e graves, que se 
inicia suavemente: \u201cca-ca-ca-ca-cau-cau-cáu-cáu-cáu...\u201d; também costuma 
dar um cacarejo suave enquanto ergue e abaixa a cauda.
SURUCUÁ-GRANDE-DE-BARRIGA-AMARELA Trogon viridis 28 cm 
Comum, a meia-altura e logo abaixo do dossel, em mata e borda, no NO da 
região. Anel ocular azul-claro em ambos os sexos, único entre os surucuás 
da região. M verde-azulado vivo por cima, mais
rodrigo
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