4_Direitos_e_Obrigações_dos_Estrangeiros

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DisciplinaDireito Internacional Privado452 materiais4.124 seguidores
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I a III, deste artigo, no parágrafo único do artigo 9º, bem como os exames complementares de saúde constantes das normas técnicas especiais estabelecidas pelo Ministério da Saúde. 
Ressalvados os interesses da segurança nacional e as condições de saúde de que trata o item V do artigo 5º, não se aplicam aos portugueses as exigências de caráter especial previstas nas normas de seleção de imigrantes, nem o disposto no artigo seguinte. 
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4.2.6. Cortesia
Poderá ser concedido estritamente a personalidades e autoridades do país onde se encontra a Repartição consular brasileira, em viagem não oficial ao Brasil, para visitas por prazo não superior a 90 (noventa) dias.
Vistos diplomáticos, oficiais e de cortesia deverão ser solicitados por meio de Nota Verbal da Chancelaria local, da Missão diplomática estrangeira ou do organismo internacional, na qual fiquem explícitos, claramente, os objetivos, o local e a duração da missão.
Caso a personalidade ou autoridade estrangeira seja de país diferente de onde se localiza a Repartição consular, uma consulta prévia será feita ao Ministério das Relações Exteriores para sua concessão.
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O visto de cortesia não poderá ser concedido para evitar o pagamento de emolumentos consulares eventualmente devidos pela concessão do visto apropriado.
O visto de cortesia poderá também ser concedido, pelo prazo máximo de um ano, ao dependente maior de 21 anos, desde que comprovada dependência ou estudo; ao companheiro cuja condição tenha sido comprovada pela Chancelaria local por nota a ser submetida à decisão do Ministério das Relações Exteriores; e ao serviçal de funcionário diplomático, administrativo ou técnico estrangeiro, designado para missão de caráter permanente no Brasil.
É vedada ao titular de visto de cortesia, incluindo o companheiro, qualquer atividade remunerada no Brasil, salvo nos casos de acordo bilateral específico e do serviçal, que exercerá suas atividades a serviço particular do titular do visto diplomático ou de cortesia.
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4.2.7. Oficial
O visto oficial poderá ser concedido a autoridades e funcionários estrangeiros e de organismos internacionais que viajem ao Brasil em missão oficial de caráter transitório ou permanente, incluídas nessa definição as missões de cunho científico-cultural e a assistência técnica praticada no âmbito de acordos que contemplem expressamente a concessão de visto oficial a técnicos, peritos e cooperantes.
A concessão de visto diplomático e de visto oficial poderá ser estendida, por reunião familiar, ao cônjuge do interessado e aos descendentes do casal, menores de 21 anos
Os vistos diplomáticos e oficiais poderão ter validade de até dois anos.
 
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4.2.8. Diplomático
O visto diplomático poderá ser concedido a autoridades e funcionários estrangeiros e de organismos internacionais que tenham status diplomático, que viajem ao Brasil em missão oficial.
Permanência para desempenhar sua atividade;
 
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4.3. Requisitos genéricos para a concessão do visto de entrada (art. 7º):
O estrangeiro, ao entrar no território nacional, seja qual for o meio de transporte utilizado, será fiscalizado pela Divisão Nacional de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras, do Ministério da Saúde, pelo Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça e pela Secretaria de Receita Federal do Ministério da Fazenda, no local da entrada, nos termos da legislação respectiva, devendo apresentar os documentos previstos neste Regulamento. 
No caso de entrada por via terrestre, a fiscalização far-se-á no local reservado, para esse fim, aos órgãos referidos neste artigo. 
Em se tratando de entrada por via marítima, a fiscalização será feita a bordo, no porto de desembarque. 
Quando a entrada for por via aérea, a fiscalização será feita no aeroporto do local de destino do passageiro, ou ocorrendo a transformação do voo internacional em doméstico, no lugar onde a mesma se der, a critério do Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, ouvidas a Divisão Nacional de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Ministério da Saúde e a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda. 
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4.4. Requisitos específicos sobre visto de entrada 
Em alguns tipos de vistos, há necessidade de comprovação da situação fática alegada, como, por exemplo, a necessidade de demonstrar o interesse em continuar exercendo atividade econômica em seu país de origem.
Tais requisitos foram analisados em cada caso.
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4.5. Retorno do estrangeiro com visto provisório
Não pode continuar dentro do território o estrangeiro que:
I - não apresentar documento de viagem ou carteira de identidade, quando admitida; 
II - apresentar documente de viagem: 
a) que não seja válido para o Brasil; 
b) que esteja com o prazo de validade vencido; 
c) que esteja com rasura ou indício de falsificação; 
d) com visto consular concedido sem a observância das condições previstas na Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980
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4.6. Documentos de viagem do estrangeiro
Departamento de Polícia Federal poderá conceder passaporte para estrangeiro nas seguintes hipóteses:
I - ao apátrida e ao de nacionalidade indefinida; 
II - ao nacional de país que não tenha representação diplomática ou consular no Brasil, nem representante de outro país encarregado de protegê-lo; 
III - ao asilado ou ao refugiado, como tal admitido no Brasil; 
IV - ao cônjuge ou viúva de brasileiro que haja perdido a nacionalidade originária em virtude do casamento.
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4.7. Saída compulsória do estrangeiro
4.7.1. Deportação - Deportação é o processo de devolução de estrangeiro que aqui chega ou permanece irregularmente, para o país de sua nacionalidade ou de sua procedência. Pode voltar ao país, desde que preencha os requisitos.
4.7.2. Expulsão \u2013 neste caso, a remoção se dá por prática ocorrida após a chegada e a fixação do estrangeiro no território do país. (\u201cpersona non grata\u201d).
4.7.3. Extradição \u2013 Francisco Rezek: "entrega, por um Estado a outro, e a pedido deste, de pessoa que em seu território deva responder a processo penal ou cumprir pena. Cuida-se de uma relação executiva, com envolvimento judiciário de ambos os lados\u201d.
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4.10 Indenização por Expulsão 
No início do século registraram-se alguns casos de arbitragem versando reclamações de países pela expulsão sofrida por seus cidadãos em outros países.
No caso Tillet, as autoridades belgas haviam expulsado um inglês que desejara discursar numa reunião pública sobre a causa sindical. O árbitro decidiu que a Grã-Bretanha nada tinha a reclamar da Bélgica que exercera a plenitude de sua soberania ao decidir que o comportamento do alienígena merecia a expulsão. 
No caso Boffolo, um italiano foi expulso da Venezuela por ter publicado um artigo em que criticara uma decisão judicial e outro artigo em que recomendava a leitura de um jornal socialista. No caso, o árbitro decidiu que a Venezuela havia apresentado justificativa inadequada para justificar a expulsão e concedeu à Itália indenização de 2.000 bolívares\u201d\u2019
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Em todas estas arbitragens não se questionou o direito, a validade da expulsão, decidindo-se apenas que em certos casos, a forma pela qual se efetua a expulsão pode levar a uma obrigação de indenizar o Estado da nacionalidade do expulsando.
Não há notícia de qualquer procedimento desta natureza contra nosso país, cujo Judiciário, sempre que provocado, examinou e julgou com critério as medidas de expulsão de estrangeiros.
Em sua 65ª Conferência, realizada no Cairo, em 1992, a International Law Association, aprovou uma Declaração no sentido que os estados que, por suas políticas internas, forçam seus cidadãos a se tornarem refugiados, praticam um ato internacionalmente ilegal, que cria a obrigação de compensar o mal cometido, para que estes estados devem ser obrigados a indenizar seus nacionais forçados a deixar a pátria, da mesma forma