DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 09
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DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO – PONTO 09


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o imposto com base no lucro real ou presumido.
Entretanto, após a Lei 8.981/1995, pode a pessoa jurídica comunicar ao Fisco a impossibilidade de apuração do imposto de renda pelo lucro real ou presumido, de forma espontânea, optando por sujeitar-se à tributação do lucro arbitrado no período.
O lucro arbitrado será uma percentagem da receita bruta, se conhecida, ou de outros elementos conhecidos, se não. A jurisprudência ressalva, porém, a possibilidade de o contribuinte oferecer a demonstração contábil do lucro real, quando ainda não efetuado o lançamento definitivamente.
Compensação de prejuízos passados depende de autorização legal expressa, conforme já decidiu o STF. O STF entendeu válida a limitação da compensação a 30% estabelecida pela lei 8981/95.
Critério temporal: É imposto cujo fato gerador é complexivo, o que exige a definição legal do momento em que se deva considerar ocorrido o fato gerador, ou seja, a definição legal do aspecto temporal da hipótese de incidência tributária.
No IRPF, considera-se ocorrido o fato gerador no dia 31/12 do ano-calendário. Até 30 de abril do subseqüente, verifica-se o imposto sobre a renda e proventos efetivamente devido, compensando-se o montante que já foi objeto de adiantamentos mensais (carnê \u2013 leão ou retenção), apurando-se, então, o saldo a restituir ou a pagar, efetuando-se o recolhimento, à vista ou parceladamente. O prazo para pagamento é o mesmo daquele para o cumprimento da obrigação acessória consistente na apresentação da declaração de ajuste e de bens.
No IRPJ, tem-se período de apuração trimestral, podendo, a pessoa que pagar com base no lucro real, optar pelo período anual, com antecipações mensais. No imposto trimestral, considera-se ocorrido o fato gerador ao final de cada trimestre civil; no anual, em 31/12 do ano-calendário. As pessoas jurídicas estão obrigadas à apresentação da Declaração de IRPJ até o último dia do mês de março do ano subseqüente.
Critério espacial: Caracteriza-se o IR pela extraterritorialidade, ou seja, por alcançar fatos geradores ocorridos não apenas no território nacional. É o que se chama de tributação em bases universais ou tributação em base global. 
Rendimento. A partir de 1989, o imposto passou a ser devido mensalmente, calculado sobre o rendimento bruto, do qual apenas algumas parcelas podem ser abatidas, entre as quais as pensões alimentícias, os encargos de família e as contribuições para a Previdência Social. Crítica: com isso, praticamente ficou eliminado o caráter pessoal do imposto de renda.
Atualização da tabela e limites de dedução do IR. Não tem sido acolhida pela jurisprudência, pois: não há fundamento constitucional para a indexação generalizada da economia, bem como para as tabelas do IR; a irredutibilidade de vencimentos não vai além da manutenção do valor nominal; sem lei que determine, não há como alterar a base de cálculo do IR (em resumo: \u201cnem tudo o que incomoda é inconstitucional\u201d).
Contribuinte e responsável tributário. Fonte pagadora. Retenção do IR. a lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caiba (CTN, 45, parágrafo único). A fonte é responsável tributário. Há dois sujeitos passivos obrigados ao pagamento: o substituto e o contribuinte. Ainda se discute acerca de quem deverá suportar a cobrança do IR que deveria ter sido retido e não o foi. PALSEN alerta que há precedentes em todos os sentidos, mas afirma que o Fisco pode exigir o pagamento do tributo de qualquer um deles, eis que a legislação não afasta expressamente a possibilidade de cobrança do contribuinte por ocasião do ajuste anual.
Eduardo Sabbag afirma que no caso de omissão de retenção do IRRF, a fonte pagadora irá arcar com a multa pelo não-cumprimento da obrigação, enquanto deve ser cobrado o imposto não recolhido da pessoa física, contribuinte do tributo.
- Entendimento do STJ: \u201cCabe à fonte pagadora o recolhimento, na fonte, do imposto de renda sobre a ajuda de custo e a verba de gabinete, pagas a deputado estadual, porém o não-recolhimento não exclui a responsabilidade do contribuinte do pagamento do imposto, que fica obrigado a declarar o valor recebido na sua declaração de ajuste anual. Precedentes: RESP nº 373.284/SC, de minha relatoria, DJ de 01/07/05; RESP nº 439.142/SC, Rel. Min. Franciulli netto, DJ de 25/04/05 e RESP nº 573.052/SC, Rel. Min. Eliana calmon, DJ de 18/04/05.\u201d (STJ \u2013 AARESP 200401527132 \u2013 (698260 AL) \u2013 1ª T. \u2013 Rel. Min. Francisco Falcão \u2013 DJU 28.11.2005 \u2013 p. 00210)
Desconsideração da pessoa jurídica para fins tributários. Hugo de Brito Machado entende inadmissível, pois \u201cno direito positivo brasileiro vigente, mesmo em matéria de imposto de renda, ainda tem relevância a personalidade jurídica das empresas, sendo induvidoso que estas ainda são distintas das pessoas de seus sócios\u201d. Contudo, não se deve perder de vista o disposto no parágrafo único do art. 116 do CTN, que poderá levar à desconsideração de pretensa pessoa jurídica criada para dissimular a ocorrência do fato gerador (por exemplo, uma empresa de \u201cfachada\u201d, optante pelo SIMPLES). Isto é chamado de anti-elisão.
Lançamento. É feito por homologação; antigamente, era feito por declaração. Porém, pode ser feito de ofício, como em todos os demais tributos, se a declaração de rendimentos não for entregue ou for feita de forma incorreta.
O IR é informado pelos seguintes critérios:
Generalidade. O tributo deve abranger todos os contribuintes que pratiquem o ato ou estejam em igual relação com o fato descrito na hipótese de incidência. (princípio da isonomia) \u2013 diz respeito ao sujeito passivo.
Universalidade. Deve incidir sobre todos os fatos descritos na hipótese de incidência (deve incidir indistintamente sobre as diversas espécies de rendimentos). Diz respeito à base de cálculo.
Progressividade (obrigatória). Como imposto de natureza pessoal, o IR deve, necessariamente, ser graduado segundo a capacidade econômica do contribuinte também por força do art. 145, § 1º da CF. (princípio da capacidade contributiva).
Repartição de receitas: Pertencem aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer tipo, por eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. 
STF, 585 - Não incide o Imposto de Renda sobre a remessa de divisas para pagamento de serviços prestados no exterior, por empresa que não opera no Brasil.
STF, 586 - Incide Imposto de Renda sobre os juros remetidos para o exterior, com base em contrato de mútuo.
STF, 587 - Incide Imposto de Renda sobre o pagamento de serviços técnicos contratados no exterior prestados no Brasil.
Classificação:
- Legal:
de acordo com a categoria econômica - CTN: Imposto sobre o patrimônio e a renda
de acordo com a competência - Constituição Federal : competência da União
- Doutrinária
Pessoal
Direto
Progressivo
Cumulativo
Natureza fiscal