Aula 4 - Princípios da Nutrição Animal

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conforme processamento mecânico ou térmico.
PBvd (forragem) = proteína verdadeiramente digestível = PB\u2013 1,2 PIDA/PB
PBvd (concentrado) = PB x [1 \u2013 (0.4 x PIDA/PB)
AGvd = ácidos graxos verdadeiramente digestíveis (se EE = 1, Ag = 0)
FDN vd = 0,75 X (FDN \u2013 PIDN \u2013 LDA) x {1 \u2013 [LDA/(FDN-PIDN)] 0,667}
PIDN = Proteina indigestível em detergente neutro
PIDA = Proteina indigestível em detergente ácido
LDA = lignina em detergente neutro
Partição de energia na nutrição
 Energia Emetabolizavel Energia liquida
 digestível (50 a 60%) perda por calor (A)
 (65 a 70%) 
EB Energia perdida urina
 Energia perdida (3 a 4%)
 nas fezes
 (30 a 35%) Energia perdida como gases
 (6 a 10%)
A = refere-se à energia perdida devido ao trabalho de digestão
Energia líquida
Energia para mantença (75%)
 a. Metabolismo basal
 b. Atividade voluntária
 c. Manter a temperatura corporal dentro da normalidade
(2) Energia para produção (25%)
 a. Formação do feto e anexos
 b. Sêmen nos machos
 c. Crescimento
 d. Produção de leite
 e. Produção de carne
Os percentuais citados são exemplos do que pode ocorrer, não é aplicável a todas as condições. Muitos fatores estão relacionados e podem afetar.
Proteínas
Proteína Bruta (PB) e a PDR (Proteínas digestíveis no rúmen) e PNDR (proteínas não digestíveis no rúmen).
A exigência de proteína dos ruminantes, durante muito tempo, foi expressa em termos de proteína bruta (PB) e proteína bruta digestível (PD).
Porém observou-se que havia um grande impacto da fração dos compostos nitrogenados não proteicos (CNNP), presente nas rações. E que a resposta obtida com vários níveis de PD variava com a fonte de proteína, além de outros fatores, especialmente o suprimento de energia.
Proteínas
O ARC (1980) enfatizou a necessidade de se considerar a exigência de N da população microbiana para uma adequada fermentação e a exigência de N na forma de aminoácidos do animal hospedeiro, sendo esta calculada como exigência líquida pelo método fatorial.
O NRC (1984) expressava os requerimentos de proteínas em termos de proteína bruta (PB). Em 1985, o subcomitê preferiu adotar como proteína absorvida (PA), e desde 1989 ficou como sinônimo de Proteína metabolizavel (PM), que é definida como proteína verdadeira absorvida pelo intestino, composta por proteina microbiana e proteina ingerida não degradada no rúmen (PNDR)
Proteínas
Em termos de ruminantes, a proteína bruta microbiana (PBM) pode suprir 50% do essencial de PM requerida pelo bovino de corte, dependendo da PNDR contida na dieta.
Modelo UFV e outros
http://cqbal.agropecuaria.ws/webcqbal/index.php
AFRC (1993) - Inglaterra
CSIRO (1990) \u2013 Austrália
INRA (1989) - França
Trabalhos nacionais \u2013 UFV e outros
Frações: Composição doa alimentos
Energia
Conceito de partição de carboidratos
Proteína
Coeficiente de digestão e NDT
Coeficiente de digestão (%) = ((quantidade consumida \u2013 quantidade excretada nas fezes) / quantidade ingerida) x 100
Nutrientes digestíveis totais (NDT) = PBD + CFD + CNFD + EED (2,25)
Capacidade ingestão das diferentes espécies 
10 kg de Matéria Seca
ou
40 kg de pastagem
6 kg de Matéria Seca
ou
25 kg de pastagem
2 kg de Matéria Seca
ou
8 kg de pastagem
Matéria Seca ou Massa Seca
BIOMOLÉCULAS
ÁGUA \u2013 H O H
PROTEÍNAS \u2013 AMINOÁCIDOS \u2013 C O H N
LIPÍDIOS \u2013 ÁCIDOS GRAXOS \u2013 C O H 
CARBOIDRATOS \u2013 GLICOSE \u2013 C O H 
VITAMINAS \u2013 C O H N
MINERAIS - INORGÂNICOS 
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ÁGUA
O funcionamento do organismo animal se faz às custas de perdas ininterruptas de água que devem ser repostas constantemente através da água de bebida.
No animal a água intracelular representa mais de 50% do peso vivo, e o conteúdo extracelular 20%. 
ÁGUA
Transporte de nutrientes para os diferentes tecidos
Controle da temperatura dos tecidos \u2013 órgãos - organismo
Participa de processos metabólicos celulares
80%
70%
12 %
Manutenção do equilíbrio ácido-base
42 %
ÁGUA
Água de bebida
Consumo de matéria seca (energia/proteína).
Temperatura/umidade ambiente.
Condição fisiológica.
Água metabólica
C51 H97 O6 + 72,5 O2 = 51 CO2 + 49 H2O + Energia
(tripalmitilglicerol) (água metabólica)
C6H12O6 + 6 O2 + 36 ADP = 36 ATP + 6 CO2 + 6 H2O
(glicose) (água metabólica)
Água dos Alimentos
Água \u2013 efeito da temperatura ambiente
Temp(ºC)
4,4
10
15,6
21,1
26,7
32,2
37,8
Cons. (l.)
15,5
16,3
17,8
20,1
25,4
33,7
40,9
Efeito da temp. ambiente (ºC) sobre o consumo de água (litros/100 poedeiras)
50
ÁGUA - temperatura da água
Temperatura da água (ºC)
Ganho de Peso (g)
Consumo de água (ml/dia)
Temperatura corporal (ºC)
22,7
55,4
364
42,8
31,1
50,3
359
43,1
42,2
47,0
304
43,3
- Efeito da temperatura da água sobre o ganho de peso, consumo de água e temperatura corporal de frangos de corte mantidos em estresse calórico 
51
Água \u2013 Consumo médio
Espécie Consumo per capita (L/animal dia)
Bovino				50,0
Equino				50,0
Suíno				12,5
Ovino				10,0
Aves					0,36
Telles e Domingues (2006)
PROTEÍNAS
AMINOÁCIDOS
ANIMAL
VEGETAL
polipeptídeos
ELEMENTO
PORCENTAGEM
Nitrogênio
15,5 a 18,0 (média 16,0)
Carbono
51,0 a 55,0
Hidrogênio
6,5 a 7,3
Oxigênio
21,5 a 23,5
Enxofre
0,5 a 2,0
Fósforo
0,0 a 1,5
COMPOSIÇÃO ELEMENTAR MÉDIA DAS PROTEÍNAS
PROTEÍNAS
AMINOÁCIDOS
Aromáticos: fenilalanina, tirosina, triptofano
Básicos: lisina, histidina, arginina.
Ácidos: Ac. Glutâmico, Ac. Aspártico
Ramificados: isoleucina, leucina, valina
Sulfurados: metionina, cisteína, cistina
Outros : treonina, serina, asparagina, glutamina, glicina, alanina, prolina.
Ligação peptídica = formação de peptídeos
Proteínas = Polipeptídeos
Terminal Amino
Terminal carboxilico
Ligação peptídica
PROTEÍNAS
 Estrutural (colágeno, elastina, queratina, fibroina, etc.);
Contração e movimentação (actina e miosina, tubulina, etc.);
FUNÇÕES
Fonte de nutrientes e de reserva (ovoalbumina, caseína, etc\u2026) 
Transporte (hemoglobina, lipoproteínas, etc.)
Enzimática (amilase, pepsina, lipase, etc.)
hormonais (insulina, ocitocina, hormônio paratireóideo, etc.)
Defesa (imunoglobulinas ou anticorpos, fibrogênio, trombina, etc.)
AMINOÁCIDOS
ESSENCIAIS \u2013 devem estar presentes na dieta.
NÃO-ESSENCIAIS \u2013 podem ser produzidos pelo próprio metabolismo do animal a partir de outros aminoácidos absorvidos.
ESSENCIAIS
NÃO ESSENCIAIS
LEITÕES/AVES
SUINOS/AVES
PINTOS
Lisina
Lisina
Lisina
Glicina *
Metionina
Metionina
Metionina
Cistina**
Triptofano
Triptofano
Triptofano
Alanina
Valina
Valina
Valina
Ácido Aspartico
Histidina
Histidina
Histidina
Ácido Glutâmico
Fenilalanina
Fenilalanina
Fenilalanina
Tirosina***
Leucina
Leucina
Leucina
Serina
Isoleucina
Isoleucina
Isoleucina
Prolina
Treonina
Treonina
Treonina
OH-prolina
Arginina
-
Glicina ou
Asparagina
Serina
Glutamina
Prolina
AMINOÁCIDOS
AMINOÁCIDOS LIMITANTES	
Os aminoácidos limitantes referem-se àqueles que estão presentes na dieta em uma concentração menor do que a exigida para o máximo crescimento.
Os aminoácidos mais limitantes para suínos/aves em rações a base de milho e farelo de soja são: 
Aminoácidos
Aves
Suínos
1o. Limitante
Metionina
Lisina
2o.Limitante
Lisina
Metionina
3o. Limitante
Treonina
Triptofano
Treonina Triptofano
 BIOMOLÉCULAS
ÁGUA
PROTEÍNAS
CARBOIDRATOS
LIPÍDIOS
MINERAIS
VITAMINAS
Composição de alimentos 
(volumosos e concentrados) 
Alimentos Volumosos
% Proteína Bruta
% NDT (Energia)
Brachiaria Brizantha
7%
51
Mombaça
9%
54
Silagem de Milho
8%
63
Alimentos concentrados
% Proteína Bruta
% NDT (Energia)
Farelode soja comum
45%
76%
Farelo