Direito Constitucional 1 (Dalton)
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Direito Constitucional 1 (Dalton)


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como principio base o principio da estrita legalidade, princípio da presunção de inocência.
Na parte do processo, o principio que constitui o processo, é o principio do processo legal. 
Princípios de hermenêutica constitucional
1° Princípio da supremacia da constituição ( é o principio que legitima, o chamado controle de constitucionalidade, onde não se pode restar vulnerável aos ataques das leis. 
2° Princípio da presunção de constitucionalidade das leis, e dos ator normativos do estado ( todas as leis, se presumem validas, a partir desse princípio. Art 103,CF. diz quem pode propor uma ação de inconstitucionalidade.
3° Principio da interpretação conforme ( Quando uma lei, tem duas formas de ser entendida. Onde uma dessas formas é constitucional e a outra é inconstitucional. Ex: Crime Ediondo. 
4° Principio da Unidade das Constituição, é o principio segundo qual devemos interpretar a constituição, de modo a conformar suas regras, sem transformar em ato de conflito.(Parecido com o método sistemático)
Métodos de interpretação ( BUSCAR CONTEÚDO
 MÉTODOS CLASSICOS DE INTERPRETAÇÃO
A interpretação da hermenêutica, pode-se dizer seguramente, que é você interpretar o direito. É extrair da norma aquilo que não podemos ver. 
1° Interpretação gramatical(literal) \u2013 que é da onde surgiu a ciência do direito, onde surgiu de um pensamento positivista. Com uma base cartesiana. Onde essa interpretação gramatical, é dividida em duas sub espécies. Sendo essas espécies de forma extensiva e restritiva. É aquela que retiramos diretamente do texto. 
RESTRITIVA Aquelas normas que limitam os direitos fundamentais, são normas restritivas.
2° Interpretação sistemática \u2013 portanto é aquela que interpretação que leva em conta o sistema,a como fonte subsidiária de interpretação. Ou seja, que segundo esse critério para analisar uma norma, se leva em conta todo o sistema que nos leva até essa norma. 
Ex: licitações do estado, devemos analisar o sistema que o envolve o sistema de licitação do estado, ou da união. 
3° Interpretação lógica/ racional ( É aquela que busca, interpretar a norma segundo os motivos que iniciaram a criação da norma. Ou seja, quando vai se analisar uma norma tem que analisar os motivos da criação dela para que ela seja valida. É aquela que se presta, a retirar a eficácia de uma norma quando não se vale mais dos motivos que iniciaram a criação da norma.
4° Interpretação teleológica ( É aquela interpretação que se faz, onde tentamos achar o (melhor) sentido da norma. Visualizando a finalidade que o legislador pretende alcançar. 
Ex: Pedágio, pode parecer ilegítimo (direito de ir e vir), mas tem uma finalidade maior que é a prestação de um serviço rodoviário de excelência. 
5° Interpretação Histórica ( É aquela interpretação que se faz, trazendo no processo hermenêutico a evolução histórica da norma e do contexto social. 
Métodos avançados de interpretação
1° Método tópico-problemático (Theodor Viehweg): 
. trata-se de um método indutivo e advém da tópica aristotélica. Parte do particular para o geral, indicando que a partir do objeto cria-se uma teoria para ele, ou seja, a teoria geral tem origem num particular. Busca resolver o problema a partir do próprio problema, dando preferência à discussão deste. Parte do problema concreto para a norma, conferindo à interpretação uma conotação eminentemente prática. Corre-se o risco de deixar de considerar elementos particulares de cada caso concreto, que se diferenciam de um inicial que servia como ponto de partida.
2° Conrrad Hess, Método hermenêutico concretizador (.A norma somente será interpretada quando houver aplicação no caso concreto. Busca concretizar a norma, porém sem observar, por vezes, uma pré-compreensão do caso concreto, o que pode fazer com que haja uma contingência da norma.
3° Método científico-espiritual ( Rudolf Smend): a sociedade e a Constituição são organismos vivos. Busca-se a captação do espírito da sociedade e o melhor sentido da norma para esta.
4° Método normativo-estruturante (Friedrich Müller): é um método dedutivo em que há que se interpretar a estrutura normativa do direito, que vai além de seu enunciado. Refere-se à capacidade do juiz de interpretar todo alcance da norma em sua aplicação.
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3 TEORIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Direitos Fundamentais são prerrogativas dos cidadãos e surgiram
conforme a evolução dos paradigmas.
3.1 Características dos Direitos Fundamentais
1) Irrenunciáveis: os titulares de direitos fundamentais não podem abrir mão destes, vez que são indisponíveis.
2) Inalienáveis: também não são passíveis de venda, troca, ou qualquer relação jurídica em que saem da esfera do titular.
3) Imprescritíveis: quando um direito fundamental é ferido, não há prazo máximo para que o titular busque judicialmente a reparação ou peça que cesse a violação.
4) Erga omnes: podem e devem ser defendidos em face de todos, ao contrário dos direitos, por exemplo, decorrentes de contrato, em que somente as partes estão vinculadas e devem respeitar os direitos uma das outras.
3.2 Gerações de Direitos Fundamentais
As dimensões de direitos fundamentais se agregam, mas nunca se superam. Isso se deve à cláusula de proibição do retrocesso, segundo a qual o rol de direitos fundamentais não pode diminuir. Desta forma, os tratados e convenções internacionais que o Brasil adere são ratificados com reservas caso restrinjam direitos.
1) Primeira Geração: são inerentes aos indivíduos e surgiram após a Revolução Francesa, no intuito de proteger o cidadão do Estado opressor. Exemplos: vida, igualdade, dignidade da pessoa humana
e integridade física (o direito de propriedade também
está inserido aqui, embora de cunho patromonial).
2) Segunda Geração: surgiram devido a insuficiência dos direitos fundamentais de primeira geração e com a emergência do Estado Social. Exemplos: saúde, educação e emprego.
3) Terceira Geração: metaindividuais, difusos. Exemplos: meio-ambiente, patrimônio histórico-cultural e
relações de consumo.
4) Quarta Geração: ligados à democracia e à participação no governo. Exemplos: informação, gestão popular e pluralismo. (Norberto Bobbio também insere aqui os direitos
decorrentes da engenharia genética).
Garantias x Direito
Direitos são conquistas, que obtivemos historicamente. São prerrogativas. Ex: a vida, ir e vir ext.
Garantia, são as garantias de eu exercer essas prerrogativas. São instrumentos que farão eu exercer essas prerrogativas. 
Direitos e garantias fundamentais não são expressões sinônimas.
Direito é uma norma de conteúdo declaratório, portanto, são normas que declaram a existência de um interesse, de uma vantagem. Ex: direito à vida, à propriedade etc. Por outro lado, a garantia é uma norma de conteúdo assecuratório, que serve para assegurar o direito declarado. Ex: Habeas Corpus que serve para tutelar o direito de liberdade.
Cumpre esclarecer que apesar de todo remédio constitucional ser uma garantia, nem toda garantia é um remédio constitucional. Pois, este é um instrumento processual que tem por objetivo assegurar o exercício de um direito.
Por fim, os direitos e garantias são fundamentais, porque são imprescindíveis.
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS (AÇÕES CONSTITUCIONAIS)
Ação civil pública: não é exclusiva, mas em tese é titularidade do Ministério Publico, seja o MP Federal ou o MP Estadual. Uma ação civil publica, não impede o particular de correr atrás do seu pedido. Ela é eminentemente coletiva, mas pode ser ajuizada em interesses individuais homogêneos. 
Ação Popular : Qualquer um pode propor, basta ser cidadão eleitor. Tem alcance de proteção de patrimônio publico. Art.5°,Inciso LXXII,CF. 
Mandado de injunção, art 5°, inciso 71. Visa preencher uma lacuna da constituição; É uma medida constitucional, que é proposta para queo judiciário crie uma solução, quando o sujeito não possa cumprir um direito constatado na constituição, mas quando falta uma norma regulamentadora.