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Artigo A Educação Especial

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A ESCOLA INCULISA QUE QUEREMOS
ARNT, Fernando José. RU 1799284
UNINTER
RESUMO
A deficiência intelectual ou cognitiva costuma apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas, sendo metáforas, noções de tempo e valores monetários, logo estabelecer relações sociais assim como veremos nesse artigo, e o que defende a LDB(Lei e diretrizes de base da educação)  sobre este assunto de inclusão nas escolas e a importância do preparo da escola para incluir esse aluno com os demais de sua mesma idade cronológica. 
Palavras-chave: Educação; Inclusão; Escola
INTRODUÇÃO
A educação inclusiva aponta para a transformação de uma sociedade inclusiva  e é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. As políticas e práticas pautadas nos paradigmas da segregação e da integração, historicamente, responsabilizavam as próprias crianças e adolescentes com deficiência intelectual pelo chamado “fracasso escolar”, legitimando sua exclusão com base no diagnóstico. 
Com a LBD (Lei e diretrizes de base da educação) Lei nº 9.394/96[1], as políticas educacionais atuais têm como princípio a inclusão de crianças no ensino regular. O processo de inclusão gera uma exigência da transformação da escola, pois acarreta na inserção no ensino regular de alunos que fazem parte do grupo de educandos atendidos pela educação especial na perspectiva de educação inclusiva, cabendo às escolas se adaptarem às necessidades deles, desta forma inclusão acaba por exigir uma ruptura com o modelo tradicional de ensino. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
Esse novo conceito fundamenta a abordagem inclusiva, que concebe a educação como um direito de todos, sem exceção. Direito que prevê não somente a garantia à vaga/presença, mas também à acessibilidade, ou seja, à eliminação dos obstáculos que impedem a plena participação nos processos educacionais. Assim, se partimos do pressuposto de que toda pessoa aprende e tem direito à educação e compreendermos a deficiência a partir do paradigma social, devemos reconhecer que, se um estudante – tenha ele deficiência ou não, não aprende, a origem do problema não está nas suas características intelectuais, mas, sim, em possíveis barreiras presentes na escola.
DEFICIENCIA INTELECTUAL OU COGNITIVA
A expressão “deficiência intelectual”, outra ora usado como “retardo mental” remete a atraso. Atraso em relação a que? Ao que é “normal”. A noção de idade mental segue a mesma lógica. Compara-se o que se observa em uma criança com deficiência a padrões considerados normais e atribui-se a ela uma “idade mental” diferente da cronológica, assim como observado no caso do aluno objeto de estudo para este trabalho acadêmico.
Quanto aos estudantes com deficiência, Vygotsky defendia que “todas as crianças podem aprender e se desenvolver… As mais sérias deficiências podem ser compensadas com ensino apropriado (…)”. É importante esclarecer que a expressão “ensino” nada tem a ver com a ideia de transmissão de conhecimento. Ao contrário, a abordagem proposta por ele evidencia a importância da experiência no processo de aprendizagem e desenvolvimento e pode ser facilmente associada ao que atualmente chamamos de flexibilização curricular.  Em seu livro “Teoria e método em Psicologia”, ele afirma que, principalmente com as pessoas com deficiência intelectual, é fundamental que o ensino seja organizado e trabalhado a partir das necessidades dos alunos, tendo significado e sendo de fato relevante em suas vidas. Ao se referir ao que consignava como ensino apropriado, o psicólogo afirmava que o foco deveria estar sempre nas possibilidades e não em supostos déficits ou limitações, alegando, inclusive, que estes poderiam representar potenciais propulsores de desenvolvimento. Esse é apenas um dos aspectos presentes em sua teoria que são reafirmados atualmente pela neurociência.
Na perspectiva inclusiva, um estudante com deficiência intelectual não tem idade mental diferente da cronológica nem é menos inteligente que os demais. Ele é diferente, como todos os outros. Com algumas características que se sobressaem, talvez. Mas é importante lembrar que na educação inclusiva a diferença é reconhecida como um valor e cada um tem o direito de ser como é.
Vygotsky sustentava, também, através do que chamava de lei da compensação ou superação, que um impedimento de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, precisamente por tornar a atividade do organismo difícil, poderia atuar como um incentivo para aumentar o desenvolvimento e a atividade de outras de suas funções. A neurociência comprova que, quando expostas aos mesmos estímulos ou desafios, pessoas com tais impedimentos podem desenvolver mais conexões sinápticas em relação às outras, provando terem um maior potencial de ampliação da função cerebral.
A ESCOLA QUE TEMOS
 Assim como no caso do aluno de objeto de observação para este trabalho acadêmico.
No sistema de ensino brasileiro, o que predomina é o modelo médico da deficiência, onde o aluno é visto num contexto estigmatizado. Quando entramos em uma escola, seja ela pública ou particular, lamentavelmente, nos deparamos com uma divisão inglória: “Normais” e “Anormais”. E falas comuns de educadores e gestores: “Esse aluno tem problema”, “Ele não aprende”, “Com este nem precisa insistir”, “Esse caso é complicado”. E dentro de falas tão corriqueiras, nos acovardamos, dando crédito ao que ouvimos e colaborando sem perceber para não inclusão.
Atribuir a certos alunos identidades que os mantém nos grupos de excluídos: dos alunos especiais, com necessidades educacionais especiais, portadores de deficiências, com problemas de aprendizagem e outros tais é tudo o que a inclusão não admite. E é incabível fixar em outros, uma identidade normal, que não só justifica a exclusão dos demais, como igualmente determina alguns privilegiados. (MANTOAN, 2013.) 
A inclusão escolar deveria ocorrer de forma natural, simples, agradável, Porém, os estigmas mais remotos ainda persistem em rodear-nos e ou pecamos por falta ou por excesso. Ou deixamos o aluno portador de necessidades educativas especiais de lado, ou o elevamos por demasiado esquecendo-nos de todos os demais envolvidos no processo ensino aprendizagem.
Mantoan (2013), afirma que o educar segundo perspectivas inclusivas, “destaca-se pelo rompimento das fronteiras entre as disciplinas curriculares e a formação de redes de conhecimento e de significações”.
A escola que temos, infelizmente é aquela que se viu na “obrigação” legal de acolher todos os alunos, de ser inclusiva, porém não sabe ainda lidar com a diversidade. Deixa-se levar, ou seja, tem a ideia de educação inclusiva documentada em papel, mas não tem noção de como lidar com ela na prática.
A ESCOLA QUE QUEREMOS
A educação inclusiva precisa ser vista por outro viés, precisa ser repensada, arquitetada. A escola que queremos é aquela que podemos chamar de nossa, que se assemelha com a nossa casa quando o assunto é acolhimento, que combate toda e qualquer realidade discriminatória. Não é uma escola que se preocupa apenas com conteúdos, em contrapartida, é a que tem como pilar fundamental o ensino, para muito além de seus muros e portões, um aprendizado que rompe fronteiras, barreiras e que joga por terra paradigmas que antes eram vistos como verdades irrevogáveis.
A escola tão sonhada, desejada e quista é a que dá oportunidades, que ampara, socializa, que rompe com padrões e modelos, que vê como belo o diferente, que ouve, que entende, que não padroniza, nem segrega, que conscientiza, que forma, que instrui.
A inclusão neste espaço educativo se dá por completo e nos leva a compreender a necessidade urgente de educar para a diversidade.
Conclusão 
Buscou-se ao decorrer deste trabalho confrontar a realidade vivida nas escolas de hoje, nas quais infelizmente temos muitos alunos