Apostila de projeto geométrico de estradas
146 pág.

Apostila de projeto geométrico de estradas


DisciplinaEstradas3.222 materiais8.557 seguidores
Pré-visualização41 páginas
de raios consecutivos (b) variação desproporcional de raios consecutivos 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 34). 
 
§ a relação entre os raios de curvas consecutivas deve ser estabelecida de acordo com 
os critérios expressos no gráfico da figura 3.8; 
 
 
FIGURA 3.8 \u2013 CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE RAIOS DE CURVAS SUCESSIVAS 
 
Fonte: Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p. 66). 
Rmín Rmín
 
I IV 
IV 
1800 
1800 
1500 
1500 
1000 
1000 
800 
800 
600 
600 
500 
500 
400 
400 
300 
300 
200 
200 
100 
100 
50 
50 
1800 1800 
1500 1500 
1000 1000 
800 800 
600 600 
500 500 
400 400 
300 300 
200 200 
100 100 
50 50 
II 
II III 
III 
 
 ZONA I \u2013 Sucessão desejável 
ZONA II \u2013 Sucessão boa 
ZONA III \u2013 Sucessão aceitável 
ZONA IV \u2013 Sucessão a evitar 
 quando possível R
AI
O
 D
A 
CU
RV
A 
1 
(m
)
RAIO DA CURVA 2 (m)
 
 
35
§ duas curvas horizontais de sentidos opostos devem ser concordadas, 
preferencialmente, com a tangente mínima necessária; 
§ duas curvas horizontais de mesmo sentido não devem ser concordadas com 
tangente intermediária curta; a concordância poderá ser feita com curva composta 
ou com tangente intermediária, observadas as seguintes recomendações: 
· concordância com curva composta: a relação entre o raio maior e o raio menor 
(R1/R2) deve observar às seguintes limitações: 
 R2 < 100 m : R1 / R2 < 1,3 
 100 m < R2 < 500 m : R1 / R2 < 1,5 
 500 m < R2 < 1.000 m : R1 / R2 < 1,7 
 1.000 m < R2 : R1 / R2 < 2,0 ; 
· concordância com tangente intermediária: o comprimento da tangente 
intermediária (L) deve ser superior à distância percorrida por um veículo, na 
velocidade diretriz (V), durante o tempo de 15 segundos, o que resulta, 
aproximadamente: 
L (m) > 4 . V (km/h) ; 
b) recomendações quanto ao traçado em perfil: 
§ o grade da rodovia deve resultar suave e uniforme, evitando-se as constantes 
quebras do alinhamento vertical e os pequenos comprimentos com rampas 
diferentes; 
§ nos trechos em corte ou em seção mista, deve-se projetar o grade com declividade 
igual ou superior a 1,000 %; rampas inferiores requerem cuidados especiais quanto à 
drenagem; o mínimo permitido é de 0,350 %, limitado a uma extensão de 30,00 m. 
§ nos trechos em corte, deve-se evitar concavidades com rampas de sinais contrários, 
para evitar problemas com a drenagem superficial; 
§ em regiões planas, o grade deve ser preferencialmente elevado; 
c) recomendações quanto ao traçado coordenado em planta e em perfil: 
§ tangentes e curvas horizontais de grandes raios não devem estar associadas a 
rampas elevadas, nem as curvas horizontais de pequenos raios devem estar 
associadas a rampas pequenas; 
§ as tangentes longas devem estar, sempre que possível, associadas a curvas verticais 
côncavas, que atenuem a &quot;rigidez&quot; do trecho; 
§ o vértice da curva horizontal deve coincidir ou ficar próximo a vértice de curva 
vertical; a curva horizontal deve iniciar antes da curva vertical, como que anunciando-
a ao usuário; na figura 3.9 estão ilustradas diversas combinações recomendáveis de 
curvas horizontais e verticais, observando-se que são válidas tanto para curvas 
horizontais à direita e à esquerda, como para curvas verticais côncavas e convexas; 
 
FIGURA 3.9 \u2013 COORDENAÇÃO DE CURVAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 
em planta
em perfil
em plantaem planta
em perfil em perfil
36 
 
3.5.2 Defeitos dos traçados 
A combinação inadequada (ou não devidamente coordenada) dos elementos geométricos 
do projeto em planta e do projeto em perfil pode resultar no projeto de uma rodovia com trechos que 
não ofereçam condições satisfatórias de segurança e de conforto para os usuários, prejudicando a 
fluidez desejada para o trânsito veicular. 
Algumas combinações desses elementos, em particular, produzem defeitos na geometria da 
rodovia que podem comprometer seriamente a qualidade do projeto, devendo ser evitadas pelo 
projetista. 
As normas alemãs para o projeto geométrico de rodovias, adotadas pelo Departamento de 
Estradas de Rodagem de Santa Catarina (DER/SC), trazem considerações e ilustrações interessantes 
para o aprendizado dos efeitos que resultam nos traçados das rodovias em decorrência das 
combinações dos elementos em planta e em perfil. 
Nas figuras 3.10 a 3.21 a seguir, construídas a partir de ilustrações contidas nas Diretrizes 
para a concepção de estradas (DER/SC, 1993 e DER/SC, 1999), estão representadas 
esquematicamente diversas combinações entre elementos geométricos do eixo e do grade, e os efeitos 
resultantes no traçado, em termos de visão em perspectiva oferecida para os usuários da rodovia. 
Nas citadas figuras, estão nominadas, nos casos pertinentes, as denominações dadas aos 
principais defeitos óticos espaciais que resultam da combinação (da superposição) dos elementos em 
planta e em perfil. 
 
 
FIGURA 3.10 \u2013 PISTA SEM DOBRA ÓTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a construção de estradas : traçado das linhas, cap. 2 \u2013 DCE-T-2 (DER/SC, 1993, p. 9). 
 
 
 
FIGURA 3.11 \u2013 PISTA COM DOBRA ÓTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a construção de estradas : traçado das linhas, cap. 2 \u2013 DCE-T-2 (DER/SC, 1993, p. 9). 
em perspectiva 
em perfil 
em planta 
Curvas de pequeno desenvolvimento entre tangentes devem ser 
evitadas, pois causam aparência de quebra de continuidade. 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
 
 
37
 
FIGURA 3.12 \u2013 DOBRAS E DEFEITOS ÓTICOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a construção de estradas : traçado das linhas, cap. 2 \u2013 DCE-T-2 (DER/SC, 1993, p. 8). 
 
 
 
FIGURA 3.13 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : MERGULHO EM TANGENTE 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 37). 
 
 
FIGURA 3.14 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : MERGULHO EM CURVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a construção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 37). 
 
 
 
FIGURA 3.15 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : ABAULAMENTOS (TOBOGÃ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a construção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 36). 
em planta 
em perfil
em perspectiva 
Tangentes intermediárias curtas entre curvas de mesmo sentido devem 
ser evitadas, pois causam aparência de quebra de continuidade. 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
em planta 
em perspectiva 
em perfil 
38 
 
 
FIGURA 3.16 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : ONDULAÇÕES NA CURVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 36). 
 
 
 
FIGURA 3.17 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : MERGULHO RASO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 37). 
 
 
 
FIGURA 3.18 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : MERGULHO PROFUNDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 37). 
 
 
 
FIGURA 3.19 \u2013 DEFEITOS EM TRAÇADOS : SALTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Diretrizes para a concepção de estradas : condução do traçado \u2013 DCE-C (DER/SC, 1999, p. 38). 
 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
em planta 
em perfil 
em perspectiva 
em perspectiva em planta 
em perfil 
 
 
39
FIGURA 3.20