ORIENTE MÉDIO - DIP
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ORIENTE MÉDIO - DIP


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status de Entidade observadora não membro. A proposta do presidente francês é de um acordo sobre fronteiras e segurança em seis meses e um acordo definitivo selado em um ano. 
Sarkozy advertiu também que o veto do Conselho de Segurança da ONU pode deflagrar um novo ciclo de violência no Oriente Médio. A ANP afirmou que a elevação de seu status de entidade para Estado observador não membro seria uma alternativa ao veto do Conselho. Essa nova classificação permitiria que os palestinos se tornassem membros de organizações como a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) ou do Tribunal Penal Internacional (TPI). 
BRASIL: 
Em seu discurso inaugural, Dilma afirmou que chegara o momento para a adesão de um Estado palestino como membro pleno da ONU. A presidente afirmou que o Brasil já reconhece o Estado palestino com as fronteiras estabelecidas antes de 1967. Dilma afirmou que esse reconhecimento ajudará a obter "uma paz duradoura no Oriente Médio", e que "apenas uma Palestina livre e soberana" poderá atender aos pedidos de Israel por segurança.
ALEMANHA: 
O Ministro das relações exteriores, Guido Westerwelle, defendeu a posição alemã de uma solução de dois Estados no conflito entre israelenses e palestinos. \u201cA paz entre Israel e a Palestina é possível. Dois Estados pacíficos são possíveis\u201d. \u201cMas o caminho para isso só será atingido através de negociação e é por isso que apelo aos seus respectivos chefes para que aproveitem as recentes oportunidades\u201d. 
CHINA: 
O ministro de Relações Exteriores chinês, Yang Jiechi, expressou o apoio da China ao reconhecimento da Palestina como Estado na ONU. "Apoiamos os esforços para conseguir uma solução de dois Estados, através da negociação política, assim como o estabelecimento, sobre a base das fronteiras de 1967, de um Estado palestino independente que desfrute de total soberania com Jerusalém Oriental como capital".
REINO UNIDO: 
O Primeiro-Ministro, David Cameron, afirmou que os novos tempos são um desafio para israelenses e palestinos. Ele disse que as partes devem sentar-se à mesa das negociações e "estabelecer uma paz duradoura". Sua posição é de abstenção.
RÚSSIA: 
O embaixador da Rússia nas Nações Unidas, Vitali Churkin, anunciou que seu país apoiará o pedido de adesão de um Estado Palestino à ONU. 
UNIÃO EUROPEIA: 
O Parlamento Europeu aprovou uma resolução que reconhece a legitimidade do pedido da Palestina e pediu aos membros da UE que defendam a demanda apresentada pelo presidente da ANP. De acordo com a Eurocâmara, é "inquestionável" o direito dos palestinos a sua autodeterminação e a um Estado próprio, "como é o direito da existência do Estado de Israel dentro de fronteiras seguras". 
"Reafirmamos nosso compromisso por uma solução que contemple dois Estados, um Estado de Israel e outro Estado independente da Palestina, vivendo lado a lado, com todas as garantias de paz e segurança", afirmou o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek. 
O documento, aprovado por ampla maioria, reitera seu apoio à solução de dois Estados com base nas fronteiras de 1967 e com Jerusalém como capital de ambos, indicando ainda que as negociações diretas entre as partes envolvidas deveriam retornar imediatamente.
29/11/2012 MANCHETE DO JORNAL ESTADÃO:
ASSEMBLEIA-GERAL DA ONU RECONHECE PALESTINA COMO ESTADO OBSERVADOR.
Ao apresentar pedido, abbas declara que voto era única chance para solução dos dois estados.
Em uma decisão histórica, A Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu ontem a Palestina \u2013 nas fronteiras pré-1967 e com capital em Jerusalém Oriental \u2013 como Estado observador da ONU. Foram 138 votos a favor da proposta apresentada pelo presidente Mahmoud Abbas, 9 contra e 41 abstenções.
A aprovação ocorreu no dia do aniversário de 65 anos da Partilha, que previa a criação de uma nação judaica e ao lado de uma árabe na região da Palestina histórica. A decisão de ontem não significa a independência da Palestina. Ramallah, entretanto, poderá ingressar em uma série de agências e órgãos ligados à ONU, incluindo o Tribunal Penal Internacional (TPI), no qual poderá acusar autoridades israelenses.
A decisão em Nova York foi comemorada na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Para o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a votação \u201cnão muda nada\u201d. Ele qualificou o discurso de Abbas de \u201cpropaganda mentirosa\u201d.
O texto dos palestinos pedindo reconhecimento afirma o \u201ccompromisso em uma resolução permanente do conflito com base em dois Estados, vivendo lado a lado em paz e segurança\u201d. A liderança palestina acrescentou estar \u201ccomprometida com negociações para o status final de Jerusalém, refugiados palestinos, assentamentos, fronteiras, segurança e água\u201d.
Israel e os EUA estiveram entre os poucos países que se posicionaram contra a elevação do status da Palestina, que até ontem era apenas uma \u201centidade\u201d observadora nas Nações Unidas. A partir de agora, está no mesmo patamar do Vaticano e da Suiça até 2002, quando o país europeu optou por se tornar membro pleno.
As principais potências emergente, como Brasil, China, Índia, Rússia e Turquia, assim como algumas europeias, como a França e a Espanha, votaram em favor do reconhecimento da Palestina como Estado observador.
No ano passado, Abbas começou a sua ofensiva na ONU ao tentar se tornar um membro pleno da entidade. O problema é que esse status exige aprovação também do Conselho de Segurança, no qual os EUA anteciparam que usariam o poder de veto. A ideia não foi adiante.
Diante desse cenário, o líder palestino decidiu optar apenas pela categoria de Estado observador, a qual poderia ser alcançada com uma maioria simples na Assembléia-Geral.
Para os EUA e Israel, a iniciativa palestina na ONU é um ato unilateral e viola os acordos de Oslo. Os dois governos insistem que não são contra o reconhecimento da Palestina, mas esta deveria ser criada por meio de negociações bilaterais.
\u201cUma resolução desafortunada e contraproducente colocou mais obstáculos no caminho da paz\u201d, disse após a votação a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. Não houve praticamente diálogo entre israelenses e palestinos durante os quatro anos do governo Obama.
Alguns países europeus, incluindo a França, surpreenderam ao anunciar 	nos últimos dias que votariam em favor dos palestinos. Com o aumento da popularidade do Hamas desde a guerra na Faixa de Gaza, os franceses e outros europeus avaliaram como necessário o fortalecimento de Abbas, da Fatah, com a votação na Assembleia-Geral. 
24/09/2014 MANCHETE DO JORNAL DO G1:
NA ONU, DILMA CRITICA INTERVENÇÃO MILITAR PARA SOLUCIONAR CONFLITOS.
Primeira chefe de Estado a discursar na abertura da 69ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), a presidente Dilma Rousseff condenou nesta quarta-feira (24) o uso de intervenções militares para tentar solucionar conflitos bélicos, como os que ocorrem atualmente na Síria, no Iraque e na Ucrânia. Segundo ela, o uso da força, em vez da diplomacia, gera o acirramento dos conflitos e a multiplicação de vítimas civis. Em tom duro, Dilma enfatizou que a comunidade internacional não pode aceitar "manifestações de barbárie".
"O uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos. Isso está claro na persistência da questão palestina, no massacre sistemático do povo sírio, na prática de desestruturação nacional do Iraque, na grave insegurança na Líbia, nos conflitos de Israel e nos embates na Ucrânia", declarou a presidente brasileira na tribuna da ONU.
"A cada intervenção militar, não caminhamos para a paz, mas sim assistimos ao acirramento desses conflitos. Verifica-se uma trágica multiplicação do número de vítimas civis e de dramas humanitários. Não podemos aceitar que essas manifestações de barbárie permaneçam ferindo nossos valores éticos, morais e civilizatórios", complementou Dilma, sem se referir especificamente a nenhuma intervenção