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LEI DAS LICITAÇÕES 
COMENTADA
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo: Lei das Licitações Comentada \u2013 por Desconhecido 
Resumo de Direito Administrativo 
 
 
 
Assunto: 
 
 
LEI DAS LICITAÇÕES 
COMENTADA 
 
 
 
 
 
Autor: 
 
DESCONHECIDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo: Lei das Licitações Comentada \u2013 por Desconhecido 
 
LICITAÇÃO - Lei 8666/93 
 
1. ASPECTOS GERAIS 
 
1.1. Conceito 
A licitação é o antecedente necessário do contrato administrativo. É, nas palavras de 
Hely Lopes Meirelles, o procedimento administrativo mediante o qual a Administração 
Pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse. Como 
procedimento, desenvolve-se através de uma sucessão ordenada de atos vinculantes 
para a Administração e para os licitantes, o que propicia igual oportunidade a todos os 
interessados e atua como fator de eficiência e moralidade nos negócios administrativos. 
 
Segundo Diogenes Gasparini, a licitação pode ser conceituada como o procedimento 
administrativo através do qual a pessoa a isso juridicamente obrigada seleciona, em razão 
de critérios objetivos previamente estabelecidos, de interessados que tenham atendido à 
sua convocação, a proposta mais vantajosa para o contrato ou ato de seu interesse. 
 
 
1.2. Competência legislativa e Direito Positivo 
Cada entidade política (União, Estado-membro, Distrito Federal e Município) tem 
competência para legislar sobre licitação, visto tratar-se de matéria do Direito 
Administrativo. Apesar disso, cabe à União fixar as normas gerais sobre essa matéria, 
consoante estabelece o inciso XXVII do art. 22 da Constituição Federal. 
 
A sistemática da licitação sofreu fundamental modificação no Direito brasileiro, desde o 
seu incipiente tratamento no Código da Contabilidade Pública da União, de 1922, até o 
Decreto-lei 200/67, Lei 5.456/68, Lei 6.946/81 e Decreto-lei 2.300/86, ora revogados e 
substituídos pela Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, que, embora diga regulamentar o art. 
37, XXI da CF, na verdade estabelece as normas gerais sobre licitações e contratos. 
 
Por normas gerais devem entender-se todas as disposições da lei aplicáveis 
indistintamente às licitações e contratos da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, 
bem como de seus desmembramentos (descentralização). Continua com os Estados, 
Municípios e Distrito Federal a faculdade de editar normas peculiares para suas licitações 
e contratos administrativos de obras, serviços, compras e alienações. 
 
A par dessa legislação, as sociedades de economia mista e as empresas públicas 
poderão, por força do art. 22, XXVII, combinado com o disposto no art. 173, III, ambos da 
Constituição Federal, ter seus próprios regulamentos. 
 
 
1.3. Sujeitos 
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Estão obrigadas a licitar as entidades da Administração Pública direta (União, Estados-
membros, Distrito Federal e Municípios) e as da Administração Pública indireta 
(autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações). Também 
estão obrigadas a licitar as corporações legislativas (Câmaras de Vereadores, 
Assembléias Legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal), bem como o Poder 
Judiciário e os Tribunais de Contas, sempre que precisarem realizar um negócios de seus 
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respectivos interesses. A própria Lei 8666/93, em seu artigo 117, submete esses entes, 
no que couber, ao regime licitatório por ela instituído. Também estão obrigadas a licitar as 
subsidiárias das empresas públicas e das sociedades de economia mista, os fundos 
especiais e as entidades controladas indiretamente pela União, Estados-membros, Distrito 
Federal e Municípios. Ainda estão obrigadas a licitar as entidades indicadas em leis 
especiais, a exemplo das sindicais, conforme prevê o § 6º do artigo 549 da CLT, e o 
SEBRAE. 
 
As pessoas físicas e jurídicas que concorrem no procedimento licitatório são 
denominados licitantes. 
 
 
1.4. Objeto 
Tudo o que as pessoas obrigadas a licitar puderem obter de mais de um ofertante, ou 
que, se por elas oferecido, interessar a mais de um dos administrados, há de ser, pelo 
menos em tese, por proposta escolhida em processo licitatório como a mais vantajosa. 
Sendo assim, há de se considerar que a relação dos objetos mencionados no artigo 1º do 
Estatuto licitatório \u2013 obras, serviços (inclusive de publicidade), compras, alienações e 
locações \u2013 é meramente exemplificativa, pois outros tantos negócios desejados pela 
entidade obrigada a licitar também devem ser objeto de licitação, como é o caso do 
arrendamento, do empréstimo e da permissão. 
 
São licitáveis unicamente objetos que possam ser fornecidos por mais de uma pessoa, 
uma vez que a licitação supõe disputa, concorrência, ao menos potencial, entre 
ofertantes. Segue-se que há inviabilidade lógica desse certame, por falta de pressupostos 
lógicos, em duas hipóteses: 
 
a) quando o objeto pretendido é singular, sem equivalente perfeito. Neste caso, 
por ausência de outros objetos que atendam à pretensão administrativa, 
resultará unidade de ofertantes, pois, como é óbvio, só quem dispõe dele 
poderá oferecê-lo; 
b) quando só há um ofertante, embora existam vários objetos de perfeita 
equivalência, todos, entretanto, disponíveis por um único sujeito. Esta última 
hipótese corresponde ao que, em nossa legislação, se denomina produtor ou 
fornecedor exclusivo. 
 
Só se licitam bens homogêneos, equivalentes. Não se licitam coisas desiguais. Cumpre 
que sejam confrontáveis as características do que se pretende e que quaisquer dos 
objetos em certame possam atender ao que a Administração almeja. 
 
 4
O objeto da licitação, que se confunde com o objeto do contrato deve ser descrito no 
edital ou carta-convite de modo sucinto e claro (art. 40, I). Quando se tratar de compra, o 
objeto deve, nos termos do art. 14, ser adequadamente caracterizado e, se se tratar de 
obra ou serviço, deve estar calcado em projeto básico aprovado pela autoridade 
competente (art. 7º, § 2º, I). Essa descrição sucinta e clara do objeto é condição de 
legalidade do edital e, por via de conseqüência, da licitação e do contrato. A descrição só 
é dispensável quanto aos objetos padronizados por normas técnicas, para os quais basta 
sua indicação oficial, porque nela se compreendem todas as características definidoras 
(ex. equipamentos caracterizados pela ABNT). 
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A regra vigente é a da divisão do objeto, desde que fisicamente possível e previsto tal 
procedimento no edital. É o que ocorre, por exemplo, quando se deseja adquirir vários 
objetos (lápis, caderno, caneta). Nesse caso, o edital prevê, e o proponente, em sua 
proposta, oferece todos, alguns ou apenas um dos bens licitados. É o que comumente se 
chama de licitação por item, em oposição à licitação global. O que não se permite é a 
divisão do objeto com a finalidade de realizar várias licitações em modalidade mais 
simples, ao invés de se realizar uma única licitação em modalidade mais complexa. 
 
 
1.5. Finalidade 
Duas são as finalidades da licitação. Ela visa proporcionar, em primeiro lugar, às pessoas 
a ela submetidas, a obtenção da proposta mais vantajosa (a que melhor atende, em 
termos financeiros, aos interesses da entidade licitante), e, em segundo lugar, dar igual 
oportunidade aos que desejam contratar com essas pessoas. 
 
Essa dupla finalidade é preocupação que vem desde a Idade Média e leva os Estados 
modernos a aprimorarem cada vez mais o procedimento licitatório, hoje sujeito a 
determinados princípios, cujo descumprimento descaracteriza o instituto e invalida seu 
resultado seletivo.