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DisciplinaDireito Administrativo I55.981 materiais1.019.118 seguidores
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Habilitação jurídica é a qualidade natural de toda pessoa física ou a qualidade atribuída 
a toda pessoa jurídica para exercer direitos e contrair obrigações (capacidade jurídica), 
comprovada mediante os documentos elencados no artigo 28 da Lei 8666/93. 
 
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Qualificação técnica é a aptidão profissional e operacional do licitante para a execução 
do objeto da contratação. Pode ser: genérica, específica ou operativa. A capacidade 
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técnica genérica é a aptidão reconhecida em favor de alguém para a execução de uma 
dada atividade regulamentada (ex. registro no CREA, na OAB). a capacidade técnica 
específica é a aptidão especial reconhecida em favor de alguém para a execução de certa 
atividade, comprovável com a apresentação de certidão que assegure ter o licitante 
realizado a contento objeto da mesma natureza do licitado. A capacidade técnica 
operativa é a aptidão para dispor de bens, equipamentos e pessoal para a execução de 
determinado contrato. Não se exige que o proponente seja proprietário dos bens e 
equipamentos necessários à execução do contrato, mas que tenha sobre eles 
disponibilidade. 
 
Qualificação econômico-financeira é a aptidão para responder pelos encargos 
financeiros e econômicos decorrentes do contrato, demonstrada pela apresentação do 
balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social, certidão 
negativa de falência ou concordata e prestação de garantia real ou fidejussória, desde 
que limitada a 1% do valor estimado da contratação (art. 31). 
 
Regularidade fiscal é a qualidade de quem está em situação regular para com o fisco 
federal, estadual, distrital e municipal, demonstrada por meio dos documentos arrolados 
no art. 29. A lei exige, além de regularidade para com as Fazendas Federal, Estadual e 
Municipal, também prova de regularidade com o sistema de Seguridade Social e o FGTS. 
Encerrada a fase da habilitação, não pode o licitante habilitado desistir da proposta 
apresentada, salvo motivo justo decorrente de fato superveniente e aceito pela comissão 
de licitação (art. 43, § 6º). 
 
 
4.3. Fase da classificação 
Nesta fase, em local, dia e hora designados pela comissão, em sessão pública, depois de 
examinada a autenticidade dos envelopes-proposta, são eles abertos, sendo o conteúdo 
de cada um examinado e rubricado pela comissão e pelos proponentes presentes. O 
julgamento formal das propostas pode acontecer na mesma sessão pública ou em sessão 
reservada, justificada pelo grande número de documentos ou pela sua complexidade. 
 
Esse exame é apenas de forma. As propostas formalmente de acordo com o edital são as 
classificadas, enquanto as desconformes com o edital são desclassificadas. Portanto, a 
classificação é o ato administrativo vinculado mediante o qual a comissão de licitação 
acolhe as propostas apresentadas formalmente e nos termos e condições do edital ou 
carta-convite. O recurso contra classificação ou desclassificação tem efeito suspensivo 
(art. 109, I, b). 
 
Se todas as propostas forem desclassificadas, a comissão de licitação, autorizada pela 
Administração, poderá fixar o prazo de oito dias úteis para que seus proponentes 
apresentem outras nos termos e condições do edital (art. 48, § 3º). No caso de convite, o 
prazo é reduzido para três dias úteis. As novas propostas poderão ser diferentes das 
anteriores. 
 
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Ao fim desse exame têm-se dois conjuntos de propostas. Um em que as propostas são 
ajustadas ao edital ou carta-convite e outro em quer as propostas são inexeqüíveis (valor 
zero, simbólico, muito abaixo ou muito acima do mercado ou com prazo inadequado para 
realização do objeto). 
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4.4. Fase do julgamento e ordenação das propostas em razão das vantagens oferecidas 
Via de regra, o julgamento ocorre imediatamente após a classificação das propostas, mas 
pode ocorrer em outra oportunidade, em sessão reservada. Durante o julgamento, não 
são examinados os aspectos formais das propostas, estando já preclusa a fase da 
classificação, a menos que ocorra fato superveniente ou que um fato anterior só então 
seja conhecido pela comissão. 
 
Para o julgamento não pode ser considerado nada além do que foi permitido pelo 
instrumento convocatório. Far-se-á o julgamento consoante o tipo de licitação previsto no 
edital: 
I \u2013 menor preço; 
II \u2013 melhor técnica; 
III \u2013 técnica e preço; 
IV \u2013 maior lance ou oferta. 
 
A licitação de menor preço é aquela em que o fato decisivo é o menor preço, em termos 
absolutos, não se cogitando de qualidade, rendimento, produtividade, prazo de entrega, 
condições de pagamento ou outro fator. 
 
A licitação de melhor técnica é aquela em que o fato de julgamento é uma das melhores 
tecnologias adotadas pelo proponente na execução do objeto, pois deve-se considerar 
não só o preço. Só é utilizável para serviços de natureza predominantemente intelectual 
(projetos, cálculos, fiscalização, supervisão, gerenciamento, engenharia consultiva) (art. 
46). É própria para as licitações em que se quer a tecnologia mais moderna ou que 
melhor satisfaça às necessidades da Administração licitante, dentro dos recursos 
financeiros destinados para tanto (fixados no edital). 
 
Primeiro a comissão classifica as propostas que atinjam um padrão mínimo de técnica. As 
propostas acolhidas prosseguem na licitação e delas são abertos os envelopes 
comerciais, isto é, que contêm a proposta financeira. À vista das propostas financeiras 
acolhidas, que estiverem abaixo do valor que a Administração se dispõe a pagar, inicia-se 
a negociação das condições financeiras propostas, com o proponente mais bem 
classificado no julgamento das propostas técnicas. Em suma: pergunta-se ao proponente 
de melhor técnica se concorda em executar sua proposta pelo preço vencedor. Se não 
concordar, faz-se a mesma indagação ao segundo colocado em técnica, e assim por 
diante. 
 
A licitação de técnica e preço é aquela em que, após a classificação das propostas 
técnicas, abrem-se de seus proponentes os envelopes contendo as propostas comerciais 
e delas faz-se a avaliação e valoração de acordo com os critérios consignados no edital 
(pesos). Com os classificados far-se-á a ordenação final de acordo com a média 
aritmética ponderada das valorações técnicas e de preço. 
 
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Só em caráter excepcional os tipos de licitação de melhor técnica e técnica e preço 
podem ser adotados para fornecimento de bens, execução de obras ou prestação de 
serviços de grande vulto, dependentes de tecnologia sofisticada. Para isso, é necessário 
autorização expressa da autoridade de maior nível hierárquico da Administração 
promotora da licitação (art. 46 e § 3º). 
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A licitação do tipo maior lance ou oferta é especialmente adequada para venda de bens, 
outorga onerosa de concessões e permissões de uso de bens ou serviços públicos e 
locação em que a Administração Pública é a locadora, cuja proposta vencedora é que faz 
a maior oferta. 
 
 
4.4.1. Divisibilidade do julgamento 
O julgamento das propostas, em princípio, é uno e indivisível, admitindo, assim, uma só 
proposta vencedora e, conseqüentemente, um só licitante vencedor. Embora essa seja a 
regra, o edital ou carta-convite deve, quando o objeto permitir, como é o caso de material 
de escritório, informar que o julgamento será por itens (caderno, lápis, borracha, etc), de 
tal forma que se possa ter diversas propostas para cada item e ao fim uma proposta 
vencedora por item. Dessa forma prestigia-se o pequeno e médio proponente e amplia-se 
a competitividade. É a denominada licitação por itens, que encontra