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DisciplinaDireito Administrativo I56.133 materiais1.021.398 seguidores
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seu fundamento de 
validade no art. 15, IV da Lei 8666/93 (princípio da economicidade). 
 
A mesma lei permite outro regime de parcelamento do objeto, nos casos de compra de 
bens de natureza divisível. Prescreve o § 7º do art. 23 que, na compra de bens de 
natureza divisível e desde que não haja prejuízo para o conjunto ou complexo, é permitida 
cotação de quantidade inferior à demandada na licitação, com vistas à ampliação da 
competitividade, podendo o edital fixar quantitativo mínimo para conservar a economia de 
escala. 
 
4.4.2. Empate e critério de desempate 
Em razão da revogação do artigo 171 da Constituição, pela Emenda Constitucional nº 
6/1995, tornaram-se sem efeito os incisos I e III do § 2º do artigo 3º da Lei 8666/93, que 
asseguram preferência à empresa brasileira. Restou, portanto, o inciso II, que estabelece 
que, em caso de empate, deve dar-se preferência para bens produzidos no País. Em 
permanecendo o empate, utiliza-se o sorteio, a ser realizado em sessão pública em dia, 
hora e local designados com antecedência razoável pala comissão de licitação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5. HOMOLOGAÇÃO E ADJUDICAÇÃO 
 
Concluída a fase de julgamento, com a ordenação das propostas em ordem crescente 
(tipo menor preço) ou decrescente (tipo maior lance) de vantagens, cabe à comissão de 
licitação preparar pequeno relatório sobre o procedimento onde conste expressamente 
mencionado o vencedor e remeter o processo à autoridade superior para deliberação, 
conforma cronologia fixada pelo art. 43, VI da Lei 8666/93, para que a referida autoridade 
homologue o procedimento e adjudique o objeto da licitação ao seu vencedor. 
 
Homologação é ato da autoridade competente, superior à comissão de licitação, pelo qual 
é promovido o controle de todo o procedimento licitatório no que respeita ao mérito e à 
legalidade. A autoridade competente é a indicada em lei ou regulamento. 
 
Adjudicação é o ato pelo qual a Administração, pela mesma autoridade competente para 
homologar, atribui ao vencedor o objeto da licitação. 
 
No exercício de sua competência, a autoridade pode: 
 
1º) homologar o procedimento e adjudicar o objeto da licitação ao vencedor; 
2º) devolver o processo à comissão de licitação, ordenando-lhe a correção de 
vícios sanáveis, verificados em qualquer parte do procedimento; 
3º) invalidar todo o procedimento ou parte dele se existentes vícios insanáveis; 
4º) revogar todo o procedimento por motivo de mérito. 
 
O que se adjudica ao vencedor é o objeto da licitação, não o contrato. A adjudicação é ato 
vinculado, já que as únicas hipóteses em que a Administração pode deixar de efetuar a 
adjudicação são as de anulação ou revogação do procedimento. 
 
Da adjudicação resultam os seguintes efeitos jurídicos: 
 
a) aquisição, pelo vencedor, do direito de contratar com a pessoa licitante, se houver 
contratação; 
b) impedimento da pessoa licitante de contratar o objeto licitado com terceiro; 
c) liberação dos demais proponentes de todos os encargos da licitação; 
d) direito dos demais proponentes ao desentranhamento dos documentos 
apresentados; 
e) vedação de a Administração licitante promover novo certame enquanto em vigor a 
adjudicação; 
f) responsabilidade do vencedor, como se fosse inadimplente contratual, caso não 
assine o contrato no prazo marcado pela entidade licitante; 
g) vinculação do adjudicatário aos encargos, termos e condições fixados no edital ou 
carta-convite e aos estabelecidos em sua proposta. 
 
Contra a homologação e a adjudicação cabe recurso de representação (art. 109, II), no 
prazo de cinco dias úteis, contados da ciência ou publicação do respectivo ato, com efeito 
devolutivo, salvo se a autoridade competente o receber com efeito suspensivo, como lhe 
faculta o art. 109, § 2º, parte final. 
 
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6. AUDIÊNCIA PÚBLICA 
 
A Lei 8666/93 obriga, no art. 39, que o processo licitatório seja iniciado com uma 
audiência pública sempre que o valor estimado para uma licitação ou para um conjunto de 
licitações simultâneas ou sucessivas seja superior a 100 vezes o limite previsto no art. 23, 
I, a, ou seja, em valores atuais, sempre que seja superior a R$ 150.000.000,00. 
 
Audiência, no caso, é a reunião pública formalmente convocada pela Administração 
licitante para dar à população informações sobre o projeto (obra, serviço, fornecimento) 
que pretende realizar. Deve ser realizada com antecedência mínima de quinze dias úteis 
da data prevista para a publicação do edital e sua convocação deve ocorrer, ao menos, 
dez dias úteis antes de sua realização. A convocação deve ser publicada na imprensa 
oficial e em jornal de grande circulação. Vê-se que a audiência pública tem lugar depois 
da fase interna da licitação, mas antes da fase externa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7. REVOGAÇÃO, ANULAÇÃO E DESISTÊNCIA DA LICITAÇÃO 
 
Ocorrendo motivos de mérito (conveniência e oportunidade) ou verificadas razões de 
ilegalidade, a entidade licitante deve, respectivamente, revogar ou anular a licitação. A 
revogação e a anulação não precisam estar previstas no instrumento convocatório. O que 
não se admite é o exercício dessas prerrogativas sem a competente demonstração da 
causa justificadora. 
 
Previamente à revogação ou à anulação, deve a autoridade superior comunicar ao 
vencedor da licitação sua intenção, para que este, no prazo razoável que lhe for 
concedido, manifeste, exercendo o contraditório e a ampla defesa, o que for de seu 
interesse. Da revogação ou da anulação cabe recurso no prazo de cinco dias úteis, 
contados da intimação ou publicação do ato (art. 109, I, c). O recurso pode ser recebido 
com efeito suspensivo (art. 109, I, c, c/c § 2º, parte final). 
 
 
7.1. Revogação 
É o desfazimento da licitação acabada por motivos de conveniência e oportunidade 
(interesse público) supervenientes, consoante dispõe o art. 49 da Lei 8666/93. Só será 
legítima se o motivo, além de superveniente, for devidamente justificado. 
 
Durante o procedimento, nada se revoga, apenas desiste-se. Os efeitos da revogação são 
ex nunc. A revogação visa a impedir a celebração do contrato e tem como 
conseqüências: 
 
a) liberar os licitantes, inclusive o vencedor, da responsabilidade do procedimento; 
b) investir o vencedor no direito a uma indenização; 
c) impedir a renovação do procedimento licitatório. 
 
O valor da indenização a que faz jus o licitante vencedor é igual ao montante das 
despesas efetivamente realizadas e comprovadas para participar da licitação, não 
abrangendo vantagens e lucros como se fora efetuado e executado o contrato, já que a 
este o vencedor não tem direito. Por outro lado, assiste-lhe o direito de ser plenamente 
indenizado se a entidade licitante contratar com outro licitante ou com terceiros, estranhos 
ao procedimento. Se a revogação for arbitrária ou imotivada, cumpre-lhe anulá-la e 
restaurar seus direitos através de procedimento judicial ou administrativo, celebrando o 
contrato com a Administração ou recebendo dela plena indenização. 
 
A revogação é ato administrativo vinculado, embora assentada em motivos de 
conveniência e oportunidade, já que deve ser praticada quando esses motivos restarem 
configurados. Ademais, é ato que só incide sobre a licitação concluída, acabada, só 
podendo ser praticado por ocasião da homologação ou depois dela, mas sempre antes da 
contratação e mediante indenização. Isso significa que não pode haver revogação de atos