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DisciplinaDireito Administrativo I56.117 materiais1.020.932 seguidores
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à Administração criar outras hipóteses não previstas na lei. Também os Estados 
e Municípios não podem ampliar esse rol. 
 
 
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Resumo: Lei das Licitações Comentada \u2013 por Desconhecido 
2.1.1. Hipóteses de dispensa para alienações imobiliárias 
 
a) Dação em pagamento 
Cabe à Administração demonstrar que a dação de um imóvel em pagamento é mais 
vantajosa que a venda do bem. 
 
b) Doação 
Segundo a lei, é permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração 
Pública, de qualquer esfera de governo. Entretanto, tal restrição foi suspensa, 
liminarmente, pelo STF, em ADIN. 
Nos termos da lei (art. 17, § 1º), trata-se de doação condicionada, pois, após cessadas as 
razões que justificaram a doação, o imóvel deve reverter ao patrimônio da pessoa jurídica 
doadora, sendo vedada a sua alienação pelo beneficiário. Essa restrição, igualmente, foi 
suspensa pelo STF na mesma ADIN. 
Em se tratando de doação com encargo, há necessidade de licitação, a não ser que o 
interesse público seja devidamente justificado (§ 4º). 
 
c) Permuta 
Permitida a permuta por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do 
artigo 24, ou seja, que seja necessário ao atendimento das finalidades precípuas da 
Administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua 
escolha. 
Não pode haver permuta de bem imóvel por bem móvel. 
 
d) Investidura 
A investidura ocorre em duas situações (§ 3º): 
I \u2013 alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou 
resultante de obra pública, inaproveitável isoladamente, desde que o valor não 
ultrapasse a R$ 40.000,00; 
II \u2013 alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, 
de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas 
hidrelétricas. 
 
e) Venda a outro órgão ou entidade da Administração Pública 
O órgão ou entidade pública tanto pode ser da mesma esfera de governo como de outra. 
 
f) Alienação de imóveis para atender a programas habitacionais de interesse social 
Essa alienação se faz por venda ou doação. Também é dispensada a licitação para a 
concessão de direito real de uso, locação ou permissão de uso de tais imóveis. Os órgãos 
ou entidades públicas que podem efetuar essas operações imobiliárias sem licitação 
devem ser criados especificamente para esse fim. 
 
 
2.1.2. . Hipóteses de dispensa para alienações mobiliárias 
 
a) Doação 
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Permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de sua 
oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma de 
alienação. 
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b) Permuta 
Permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública. Essa 
restrição também foi suspensa pelo STF. 
 
c) Venda de ações em bolsa 
Como a alienação não é feita por servidor da Administração, mas por meio de corretoras, 
entende-se que é necessário licitação para escolha da corretora. 
 
d) Venda de título, na forma da legislação pertinente 
Trata-se aqui de títulos não negociáveis na Bolsa de Valores. 
 
e) Venda de bens produzidos ou comercializados por órgão ou entidade da 
Administração Pública, em virtude de suas finalidades 
Assim, não cabe exigir licitação para a PETROBRÁS vender os bens que produz, pois 
essa é a sua finalidade. 
 
f) Venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da 
Administração Pública, sem utilização previsível por quem os vende 
Justifica-se a venda como meio de aproveitamento do patrimônio que se deteriora ao 
longo do tempo, devido à falta de uso. Não cabe doação ou permuta. 
 
 
2.2. Licitação dispensável (art. 24) 
Diferentemente das hipóteses do artigo 17, aqui a dispensa não se opera 
automaticamente. Cabe à Administração ajuizar, a cada caso, da conveniência e 
oportunidade da dispensa. Se for possível a licitação e esta for realizada, não há, em 
princípio, qualquer vício, a menos que haja dispêndio injustificável de recursos públicos 
para realização de procedimento licitatório que seria de todo desnecessário. 
 
O elenco consignado no artigo 24 é taxativo, não podendo ser ampliado pela 
Administração, na execução de suas atividades, e tampouco pelos Estados e Municípios, 
no caso de legislarem sobre a matéria. 
 
Apontam-se impropriedades no rol do artigo 24, uma vez que a hipótese do inciso XV 
(restauração de obras de arte e objetos históricos) seria caso de inexigibilidade, enquanto 
a do inciso IX (comprometimento da segurança nacional) seria caso de proibição de 
licitação. 
 
Somente será válida a liberação da obrigação de licitar se precedida da competente 
justificativa, com exceção das hipóteses de dispensa por se tratar de obra, serviço ou 
compra de pequeno valor (incisos I e II). O ato de liberação da obrigação de licitar deve 
indicar todas as condições e termos em que o contrato será celebrado. Somente será 
possível a contratação depois da publicação na imprensa oficial do ato de ratificação da 
dispensa de licitação, acompanhado de sua justificativa. 
 
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A dispensabilidade da licitação, quando autorizada, só libera a Administração Pública da 
promoção do procedimento de escolha da melhor proposta, devendo tudo o mais ser 
observado: verificação da personalidade jurídica, capacidade técnica, idoneidade 
financeira, regularidade fiscal, empenho prévio, celebração do contrato, publicação. 
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2.2.1. Hipóteses em que a licitação é dispensável 
As hipóteses de dispensa podem ser divididas em quatro categorias: 
 
a) em razão do pequeno valor (incisos I e II) 
 
1. Obras e serviços de engenharia 
É dispensável a licitação para a contratação de obras e serviços de engenharia de até R$ 
15.000,00, correspondente a, no máximo, 10% do valor consignado na alínea \u201ca\u201d do inciso 
I do art. 23. Esse percentual será de 20% para obras e serviços contratados por 
sociedades de economia mista, empresas públicas e Agências Executivas. 
 
A entidade obrigada a licitar não pode, sob pena de fraudar a exigência da licitação, dividir 
o seu objeto em duas ou mais partes, para que os respectivos valores se enquadrem nas 
condições e limites da dispensabilidade. Está também proibida a dispensa de licitação 
quando se tratar de obras e serviços da mesma natureza executados no mesmo local, 
desde que possam ser realizados conjunta e concomitantemente, ainda que fossem, 
separadamente, em termos de valor, enquadráveis na hipótese de dispensa. Para essas 
obras e serviços pode-se realizar uma só licitação ou duas. Na primeira hipótese tem-se 
execução conjunta, na segunda diz-se realização concomitante. Mesmo local é o 
Município, dado ser essa a única unidade territorial definida objetivamente. 
 
2. Serviços, menos os de engenharia, compras de pequeno valor e alienações 
Serviços e compras até R$ 8.000,00, correspondentes a 10% do valor atribuído à alínea 
\u201ca\u201d do inciso II do artigo 23, podem ser contratados diretamente. Esse percentual será de 
20% para obras e serviços contratados por sociedades de economia mista, empresas 
públicas e Agências Executivas. 
 
A faculdade de dispensa é estendida às alienações enquadráveis, em termos de valor, no 
limite indicado. Para as alienações com valores acima do limite devem ser observadas as 
hipóteses de dispensa do art. 17. 
 
Está proibida a dispensa de licitação quando se tratar de parcelas de um mesmo serviço, 
compra ou alienação de maior vulto que possa ser realizada de uma só vez. 
 
O valor instituído como teto pode ser revisto pelo Poder Executivo federal, nos termos do 
artigo 120 da Lei 8.666/93. Estados e Municípios podem fixar limites menores. 
 
b) em razão de