3 PATOLOGIA - Sist Respiratório
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3 PATOLOGIA - Sist Respiratório


DisciplinaFunção e Disfunção dos Sistemas II146 materiais768 seguidores
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o coito, mas pode ser transplantado por meio de 
arranhadura, lambedura ou pelo ato de cheirar o animal infectado. Inicia-se como um nódulo sob a 
mucosa genital, rompendo-se progressivamente pela mucosa suprajacente. 
Nas fêmeas, costuma acometer com maior frequência a vagina (53%), vulva (33%) e região extra-
genital (14%). A lesão inicial normalmente é observada na região dorsal da vagina, na junção com o 
vestíbulo, estendendo-se para o lúmen, podendo progredir pela vulva. No macho, o tumor é 
encontrado especialmente no prepúcio e pênis (56%) e em locais extra-genitais (14%). 
A principal manifestação clínica é a presença do tumor ulcerado na genitália do animal (com aspecto 
de couve-flor), juntamente com a presença de secreção serosanguinolenta na vagina ou pênis, o que 
leva a uma lambedura constante dessa região. 
Na região nasal, o tumor friável e sanguinolento pode resultar em dispnéia, respiração com a boca 
aberta, corrimento nasal, epistaxe, espirros e edema local. Depois de instalado na região nasal, pode 
alcançar a mucosa oral. 
 
 
d) Alterações da Laringe 
 
\u2022 Hemiplegia Laringeana Equina (Paralisia da Laringe): Essa doença, referida às vezes como 
ronqueira, é um distúrbio comum, mas obscuro, de equinos. Caracteriza-se por atrofia dos 
músculos cricoaritenóideos dorsal e lateral (abdutor/adutor da cartilagem aritenóide), 
particularmente no lado esquerdo. A atrofia é devido à desenervação resultante de doença 
axonal primária (idiopática) ou dano secundário por compressão ou inflamação do nervo 
recorrente esquerdo da laringe. Os ruídos anormais (ronqueira) observados durante o 
exercício em cavalos com hemiplegia laríngea são devido à paralisia dos músculos 
cricoaritenóides dorsal e lateral esquerdos. Essa paralisia causa dilatação incompleta da 
laringe, obstrução do fluxo do ar e vibração das cordas vocais soltas. 
 
 
e) Patologia da Traquéia 
 
Alterações Inflamatórias 
\u2022 Traqueíte: A traquéia pode ser afetada por extensão de inflamações tanto dos pulmões 
como de partes do sistema respiratório superior. Vários insultos inespecíficos podem causar 
lesões e induzir sinais clínicos. Trauma pode ocorrer como feridas penetrantes em qualquer 
espécie, por asfixia devido ao uso de coleiras em cães e gatos e pelas forças dilacerantes de 
mordidas. Os resultados do trauma podem ser mínimos, como edema ou inflamação locais, 
ou graves o suficiente para causar celulite fatal. Corpos estranhos podem ocorrer em 
qualquer local dessa região. Traqueíte polipóide crônica ocorre em cães e gatos, 
provavelmente secundária à infecção crônica. 
 
 
f) Patologia dos Brônquios 
 
\u2022 Traqueobronquite Infecciosa Canina: Essa infecção, muito contagiosa, é caracterizada 
clinicamente por aparecimento agudo de tosse, bastante exacerbada por exercício. O termo 
é inespecífico, à semelhança de "resfriado comum" em pessoas e "febre de transporte" em 
bovinos. A infecção ocorre comumente como resultado de misturarem-se cães de origens 
diferentes, como ocorre em canis comerciais, abrigo para animais e clínicas veterinárias. 
A intensidade da doença é aumentada quando mais de um agente está envolvido e quando 
condições ambientais extremas colocam estresse adicional. 
Entre os acessos de tosse, a maioria dos animais parece normal, embora alguns possam apresentar 
rinite, faringite, tonsilite ou conjuntivite. Alguns com pneumonia secundária podem tomar-se 
bastante doentes. 
Agentes: 
Bordetella bronchiseptica 
+ Adenovírus Canino Tipo 2 
+ Parainfluenza Canino 
+ Mycoplasma 
 
\u2022 Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: é uma síndrome tipo-asma, comum, de cavalos e 
pôneis, caracterizada clinicamente por distúrbio respiratório recorrente, tosse crônica e má 
performance. Dois fatores têm sido postulados no mecanismo de produção das lesões: 
predisposição genética e sensibilidade excepcional a alergênios ambientais (doença de vias 
aéreas hiper-reativas). Em casos graves, a acumulação de muco leva à obstrução de vias 
aéreas de pequeno calibre e enfisema alveolar concorrente. 
Sinônimos: 
Bronquite/Bronquiolite Crônica 
Enfisema Pulmonar Crônico 
Obstrução Recorrente de Vias Aéreas 
 
 
g) Patologia dos Pulmões 
 
\ufffd Pigmentação exógena (Pneumoconiose) 
\u2022 Antracose: o pigmento antracótico é o mais comum, é derivado do carbono, por exemplo, o 
carvão. Quando inalado o carbono é fagocitado pelos macrófagos alveolares e transportados 
através de canais linfáticos para os linfonodos regionais traqueobrônquicos. Os agregados do 
pigmento escurecem os linfonodos e o parênquima pulmonar. A antracose não provoca 
implicações na fisiologia. 
 
\ufffd Pigmentação endógena: 
\u2022 Melanose: a melanina é um pigmento endógeno, preto-acastanhado, produzido nos 
melanócitos. Está presente na pele, entre as células da camada basal germinativa, e nos 
olhos, na coroide, Iris e retina. Se o melanócito migrar para outros órgãos (pulmão, fígado, 
miocárdio), o órgão apresenta manchas chamadas de MELANOSE MACULOSA. 
 
\ufffd Alterações circulatórias 
\u2022 Congestão Passiva: a congestão é o processo passivo resultante do decréscimo na drenagem 
do sangue venoso, como ocorre na insuficiência cardíaca congestiva. Nos estágios agudos da 
pneumonia, os pulmões aparecem notavelmente vermelhos, e, microscopicamente, os vasos 
sanguíneos e capilares estão ingurgitados com sangue da hiperemia. A congestão pulmonar é 
mais frequentemente causada por insuficiência cardíaca (ICC esquerda) que resulta em 
estagnação do sangue nos vasos pulmonares, levando a edema pulmonar e saída de 
eritrócitos para os espaços alveolares. 
 
\u2022 Hemorragia: pode ocorrer como resultado de trauma, coagulopatias, trombembolismo 
pulmonar devido à trombose da jugular ou abscessos hepáticos que se romperam para 
dentro da veia cava (em bovinos), coagulação intravascular disseminada ou septicemia. A 
ruptura de um vaso pulmonar importante com consequente hemorragia massiva ocorre 
ocasionalmente em bovinos, quando um abscesso em desenvolvimento no pulmão invade e 
rompe a parede do vaso. Na maioria dos casos, os animais morrem de forma aguda, 
frequentemente devido à hemoptise de grandes proporções. Grandes quantidades de 
sangue são perdidas pela boca e narinas. 
 "Hemorragia pulmonar induzida por exercício" (HPIE) é uma forma específica de hemorragia 
 pulmonar que ocorre em cavalos de corrida após exercício. E caracterizada por epistaxe. 
 
\u2022 Edema Pulmonar: Em pulmões normais, os líquidos dos espaços vasculares, vagarosa e 
continuamente, passam para os tecidos intersticiais, onde são rapidamente drenados pelos 
vasos linfáticos. O edema desenvolve-se quando a velocidade de transudação dos líquidos 
excede a capacidade de remoção pelos linfáticos. O edema pulmonar pode ser classificado 
em dois tipos: hemodinâmico e de permeabilidade. 
\u2212 Edema pulmonar hemodinâmico: desenvolve-se quando há aumento na transudação de 
líquido devido à elevação da pressão hidrostática no compartimento vascular ou 
decréscimo na pressão osmótica do sangue. Uma vez que a drenagem linfática é 
sobrepujada, os líquidos acumulam-se nos espaços perivasculares, causam distensão do 
interstício e acabam por vazar para os espaços alveolares. As causas de edema pulmonar 
hemodinâmico incluem insuficiência cardíaca congestiva esquerda (aumento da pressão 
hidrostática), distúrbios com redução da pressão osmótica do sangue, como na 
hipoalbuminemia vista em algumas doenças hepáticas, síndrome nefrótica e enteropatias 
com perda de proteína. O edema pulmonar hemodinâmico também ocorre quando há 
redução na drenagem linfática, geralmente associada à invasão neoplásica dos vasos 
linfáticos. 
\u2212 Edema pulmonar de permeabilidade: ocorre quando há