pseudo resumo
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pseudo resumo


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mucosas secas, cianose periférica em crianças...
- Sinais laboratoriais: alteração do volume não estão ligadas a concentração (pode haver hipo ou hipernatremia), equilíbrio ácido base alterado (alcalose de contração \u2013 retém sódio e bicarbonato).
- Tratamento expansão: restrição de sódio e diuréticos (os mais clássicos são os de alça). Natriurese diurese de maior eficiência é feita com diurético de alça \u2013 furosemida.
- Depressão: reposição com solução salina ISOTÔNICA.
OSMOREGULAÇÃO
- A transferência de água entre os compartimentos extra e intracelular é o primeiro passo para estabilizar a osmolaridade plasmática. O sensor do ponto de equilíbrio está no hipotálamo \u2013 ADH é usado. A osmolaridade fisiológica é de 290. 
- Quando tomamos líquido hipotônico (entra água dentro da célula) como água, temos uma queda, ao tomar líquido hipertônico (sai água de dentro da célula) tem-se aumento. Quando se bebe mais água, a urina é mais diluída. 
- Em seguida, a osmoregulação dependerá da produção de urina concentrada ou diluída e também da ingestão de água. O néfron dispõe de segmentos capazes de diluir ou concentrar a urina par manter estável a osmolaridade plasmática.
- Rim córtex e medula. 
O interstício da medula renal é altamente hipertônico por natureza, ela é formada através do mecanismo de trocas por contracorrente, o qual é o principal responsável pela formação da hipertonicidade medular. Sódio e ureia se acumulam ali. A hipertonicidade aumenta progressivamente nas regiões mais profundas da medula. Esse mecanismo é facilitado pelas alças de Henle longas. Por ali passa a urina, a qual é filtrada de maneira isotônica. Podemos ter uma urina altamente diluída ou até 2 a 3 vezes mais concentrada do que o plasma. A concentração é determinada por mecanismos. Tem-se dentro do túbulo um segmento diluidor (a urina começa isotônica), o qual absorve sódio e não absorve água (urina diluída) \u2013 alça de Henle ascendente (segmento espesso) \u2013 é impermeável à água pois não tem aquaporinas.
No túbulo distal, sob o efeito do ADH nas aquaporinas, tem-se abertura de poros e entra-se água (o ADH modifica a permeabilidade das aquaporinas, quando ele está presente a água é absorvida, e a urina fica concentrada).
- Quais os outros dispositivos? 
- Clearance de água (urina hipotônica) / clearance osmolar
- Manuseio renal da água Clearance = UV/P
Excreção: V=CH2O+Cosm
CH2O= V-Cosm 
Reabsorção: V=Cosm-TcH2O
TcH2O=Cosm-V
- Aferição da osmolaridade plasmática
Direta (osmômetro) ou 2[Na+]p + BUN (ureia)/2,8 + glicemia/18
Quando a concentração da glicemia aumenta, a concentração de sódio diminui pseudohiponatremia: hiperglicemia e dislipidemia, aumento de lipídeos. 
- A osmolaridade urinária só é medida com o osmômetro, já que a concentração de sódio na urina varia muito.
- A hiponatremia é muito preocupante (deve-se hidratar com SOLUÇÃO ISOTÔNICA, não com soro glicosado). Os sintomas associados são muito variados, vão de leves a muito graves, podem ser sensoriais, cognitivos, motores.
SNC: apatia, dor de cabeça, letargia, agitação, confusão mental, psicose. 
TGI
Muscular
Os mais preocupantes são os que afetam o SNC: edema cerebral agudo (mulheres no pós operatório, idosos, crianças, alcoólatras, desnutridos, idosos tomando diuréticos) e desmielinização osmótica (lesões irreversíveis).
Não se deve permitir que haja oscilação aguda e nem se deve corrigir rapidamente distúrbios, pois isso pode ser maléfico. Diante de uma hiponatremia deve-se estabelecer um alvo seguro, mas longe do ideal, por exemplo 125 de sódio, e assim progressivamente. 
1) Hiponatremias podem: deficiência de sódio e água, excesso de água, sódio e água em excesso (hipovolêmico \u2013 indivíduo que perde volume com predominância de sais e não repõe o volume adequadamente, e quando repõe é com solução hipotônica; euvolêmico \u2013 deficiência de glicocorticóide, hipotireoidismo, dor, distúrbio psiquiátrico, drogas, SÍNDROME DE SECREÇÃO INAPROPRIADA DE ADH \u2013 carcinomas, desordens pulmonares, desordens do SNC; hipervolêmico \u2013 água corporal total aumentada e sódio também, mas relativamente tem mais água do que sal \u2013 síndrome nefrótica, síndromes relacionadas ao hiperaldosteronismo, IRA e crônica). Confunde-se hidratação (relação com a osmolaridade e não à volemia) com volemia. O distúrbio base é o da osmolaridade, que pode causar lesão no SNC.
- Tratamento: oferecer sódio ou restringir a água. Quando a natremia está muito baixa, é preciso agir rapidamente (abaixo de 110; não é pseudonatremia; deve-se prestar atenção) e elevar para um porto seguro (120) água corporal total (deve ser 60% do peso corporal) x déficit de sódio. 17mEq/L = 1g de sódio.
Hipovolêmica: oferecer sódio.
Hipervolêmica: restringir água.
Euvolêmica: solução salina isotônica.
2) Hipernatremia
- Determina sintomas variados sobre o SNC (leve, moderado, grave). É mais rara, acontece quando se perde mais água em relação ao sódio \u2013 indivíduo realmente desidratado. Essa desidratação pode ser hipovolêmico (água corporal mais diminuída do que o sódio; sódio urinário > 20 significa que está perdendo sódio pela urina, pode ser nefropatia ou remédio; sódio < 20 geralmente a causa é extra-renal), euvolêmico ou hipervolêmico (sódio mais aumentado do que a água). ESTUDAR!
- Aferir o diagnóstico diferencial: sódio urinário. 
- Pacientes com alto risco de hipernatremia: crianças ou idosos deixados largados que perdem água por respiração; pacientes hospitalizados recebendo infusões hipertônicas, alimentação por tubo, diurético osmótico, lactulose, ventilação mecânica (e se esquece de fazer nebulização); DB mellitus não controlado.
- Diabetes insipidus: protótipo da hipernatremia. Pode ser central ou nefrogênico. O central perde grande volume de água livre, pois não produz ADH, se ele não tiver a consciência íntegra ele pode urinar até 10L/dia, portanto deve tomar o ADH e tomar líquido.
Central: congênita, adquirida. 
Nefrogênica: tem o ADH mas o rim é insensível ao mesmo, falta o receptor (congênito) ou resistência adquirida por efeito de alguma substância.
Prova da privação da água: deixa o indivíduo sem beber água e depois se analisa a osmolaridade urinária, a concentração plasmática do ADH e o aumento da osmolaridade na urina com AVP.
Normal: >800, >2pg/Ml, pequena ou nula.
Central: <300, indetectável, substancial.
Nefrogênica: <300-500,
- Tratamento: água! Dependendo da gravidade pode se dar água ou remover sódio. Não água pura, mas sim solução salina isotônica. Em situações extremas sintomáticas pode-se dar água pura na forma de soro glicosado, mas só até atingir um determinado nível de concentração de sódio (porto seguro).
- Déficit de água: 0,4 x peso x {([Na+]p/140)-1)} a correção deve ser gradativa, ao longo de 48 horas. 
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IRA
# Os sobreviventes têm mais chances de desenvolver DRC.
# IRA: ocorre muito e tem alta mortalidade.
# Estratégias
- Cuidados com água e saneamento, inundações (leptospirose \u2013 hidratar o paciente), animais peçonhentos, doenças endêmicas (malária, dengue).
- Melhor assistência obstétrica, evitar medicamentos ou drogas nefrotóxicas (contrastes \u2013 iodo é causa de IRA, para prevenir pode-se hidratar o paciente, AINE).
- Reconhecer necessidade de re-hidratação precoce (diarreia, hipovolemia).
# Situações de alerta \u2013 intervir e tentar sessar a evolução da IRA
- Idoso usando anti-inflamatório esteroide faz lesão renal e o idoso fica próximo de óbito.
- Diarreia, vômito em criança e idoso: desidratação má perfusão renal IRA.
# Como reconhecer o individuo desenvolvendo IRA?
# Anatomia renal
- Os rins são órgãos retroperitoneais, a unidade funcional é o néfron. Cada rim tem cerca de um milhão de néfrons. 
# Funções
- Regulagem de água, eletrólitos, eq. ácido base, eritropoietina, excreção de toxinas e escórias nitrogenadas e não nitrogenadas, síntese de prostaglandinas (renina), degrada hormônios (insulina), entre outros.
* Alguns pacientes que fazem