pseudo resumo
23 pág.

pseudo resumo


DisciplinaClínica Médica I5.813 materiais65.317 seguidores
Pré-visualização7 páginas
uso de insulina acham que ficaram curados, o que acontece é que o rim parou de funcionar, e a insulina vai se acumulando a ponto de não deixar haver hiperglicemia.
# Sinais e sintomas
- oligúria, anúria, poliúria, disúria, hesitação urinaria, incontinência urinaria
- urina turva , hematúria
- dor em cólica ou fixa (rim dói quando cresce porque a cápsula distende)
- dor hipogástrica (mais relacionada à bexiga e obstrução prostática)
# Sinais e sintomas gerais (relacionados a síndrome urêmica)
- Cansaço, náuseas e vômitos (MUITO frequente na síndrome urêmica), torpor, desorientação, flapping, taquipneia (o doente faz acidose metabólica, e por isso compensa com alcalose respiratória \u2013 hiperventilação), edema (se o débito urinário for baixo, o líquido se acumula no corpo), congestão pulmonar, febre com calafrios na pielonefrite, serosites.
# Definição
- Perda da função renal que se desenvolve em horas ou dias (em média 2 dias). Já a doença crônica é evolutiva, leva anos.
* Aminoglicosídeos\u2013 1 semana, animal peçonhento/contraste \u2013 horas.
# Como reconhecer? Em um prazo curto:
- Débito urinário: anúria ou oligúria (frequentemente). No final de alguns dias, o indivíduo começa a ficar edemaciado.
- Creatinina (já que ureia tem relação com alimentação): ao internar a creatinina era de 1, 2 dias após fazer contraste a creatinina está 1,5. A creatinina sérica sobe em torno de 50% em curto espaço de tempo.
- Edema (após alguns dias)
- Distúrbios hidroeletrolíticos: hipercalemia.
- Acidose metabólica / alcalose respiratória hiperventilação.
# A IRA se apresenta em tipos. 
- Pré-renal: apesar do rim não estar funcionando, não houve lesão renal. Situação sistêmica que está fazendo o rim funcionar mal (55% dos casos). Hipoperfusão renal não prolongada (vômitos, diarreia, desidratação, queimaduras, síndrome hepato renal). Normalmente reversíveis. Comum no hepatopata grave \u2013 circulação colateral, ascite \u2013 começa a fazer baixo débito devido à baixa síntese de albumina, a pressão oncótica abaixa, e isso leva a baixa perfusão renal, isquemia curta. Síndrome cardio -renal. São normalmente REVERSÍVEIS. 
- Renal intrínseca: necrose tubular aguda (maioria \u2013 isquemia prolongada infecção, sépsis, contrastes, drogas, rabdomiólise (exercício físico extenso \u2013 CK muito elevada), hemólise, doença glomerular (hematúria ou proteinúria de 3 para cima, abaixo de 1g é tubular e não glomerular), nefrite intersticial, doença renovascular \u2013 obstrução de artéria, trombo.
- Pós-renal: quadros obstrutivos de ureter, bexiga e uretra. É comum cursar com anúria.
* Bexiga neurogênica: pode levar a insuficiência renal já que uma quantidade de urina permanece na bexiga, vai levando a hidronefrose.
# Manifestações clínicas (de ausência de sintomas até o estado de coma)
- Azotemia, hipervolemia, acidose metabólica, aumento de K+.
- Ira pré-renal: hipotensão ortostática, sede, taquicardia, mucosas secas
- Intrínseca: choque circulatório, grandes cirurgias, infecções graves, nefrites, vasculites, hipertensão maligna, trombose de artéria ou veia renal, doença ateroembólica.
- Pós-renal: é frequente anúria, bexigoma, dor em flanco ou hipogástrica, sintomas prostáticos no homem idoso.
# Separar pré-renal de intrínseca
- Pré-renal: por baixo débito - hipohidratado ou o coração não funciona direito, se o rim está recebendo aporte de sangue pequeno \u2013 por isso ele vai reter sal e água. A concentração urinária de sódio vai estar baixa (<20), excreção fracionada de sódio <1%, densidade urinária (capacidade de concentrar a urina) > 1020. Relação ureia/creatinina > 20 ou 40.
- Intrínseca: o rim perdeu a noção do que está fazendo. Joga água e sal fora. Funciona mal devido a lesão. Sódio urinário alto (>40), excreção fracionada > 1%, densidade urinária (principal função a ser perdida) > 1010. Relação ureia/creatinina <20.
# Cálculo da capacidade funcional dos RINS
- A taxa de filtração glomerular (CLEARANCE) é estimada a partir da creatinina sérica (CrS) pelas fórmulas de:
Cockcroft-Gault
TFG mL/min para 1.73m2 = (140 \u2013 idade) x Peso x 0.85 ( se mulher) / (72xCrS) PRECISA SABER! Normal: 80-120 (mas perde-se um pouco com a idade).
MDRD (tabela): não precisa decorar a fórmula.
# Investigação
- Uma vez que se reconheça IRA e se definiu o tipo, e se fez o clearance. É preciso descobrir a causa para saber como será a evolução do indivíduo. A causa nem sempre está evidente e alguns fatores ajudam a descobrir.
 Anormalidade laboratoriais: possíveis ETIOLOGIAS.
- Creatinina aumentada (24 a 48h aumento de 50% do valor prévio) rápido na IRA por isquemia renal, ateroembolismo (ortografia ou qualquer exame que entre cateter que vá na aorta), exposição e contrastes.
- Creatinina aumentada (após segunda semana) mais lento em exposição e terminados fármacos (Aminoglicosídeos).
- Aumento do K+: na leptospirose o comum é baixa de potássio.
- Elevação da CPK (mm) fala a favor de rabdomiólise (até 30000).
- Aumento de ácido úrico sérico, cristais de urato no EAS falando a favor de nefropatia por urato ou lise tumoral
- Anemia sem hemorragia pode indicar hemólise (não é comum na IRA)
- Eosinofilia sugerindo nefrite tubulointersticial (eosinofilúria)
- Pré-renal: sedimento urinário acelular ou com cilindros hialinos (não tem praticamente nada).
- Pós-renal: hematúria e piúria nos prostáticos.
- Intrínseca (NTA): cilindros epiteliais granulosos pigmentados por lesão isquêmica ou nefrotóxica
- Nefrite tubulointersticial: cilindros leucocitários (pielonefrite).
- Toxicidade por etilenoglicol: cristais de hipurato.
- Doença glomerular: cilindros hemáticos (HEMATÚRIA ALTA, RENAL), hemácias dismórficas (Mickey Mouse \u2013 ME DIZ QUE A LESÃO É RENAL), proteinúria maior que 1 e 3g/urina 24h.
# Avaliação radiológica
- Raio-x de abdome
- USG
- RNM
- Doppler de artérias e veias renais
- Angiorressonância
* Ajuda a identificar se é pós-renal ou intrínseco. 
# Biópsia
# Estágios de gravidade
- Doença prevalente e grave.
 Classificação pelo critério AKIN (tabela)
Estágio 1: aumento de 1,5 a 2 vezes no valor da creatinina. Diminuição do débito urinário.
Estágio 2: aumento da creatinina de 2 a 3 vezes.
Estágio 3: aumento de mais de 3 vezes no valor da creatinina. Baixa ainda maior do débito urinário.
Estágio 4: 
 Classificação pelo critério Rifle (tabela)
- Loss (perda completa de função por mais de 4 semanas): raramente irá voltar para estágio de rim normal. O clearance vai ficar em torno de 50. Houve perda de funcionalidade do rim. Vai se tornar um crônico estabilizado de sair do quadro.
# Abordagem clínica prática: reconhecer, corrigir causa reversível se houver, manter equilíbrio hidroeletrolítico ácido-base, evitar lesão posterior.
- Laboratório
- Glicoinsulinoterapia
- Gluconato de cálcio
- Diurético de alça
(COMPLETAR)
* Hipercalcemia onde T apiculata. 
# Abordagem clínica prática (COMPLETAR)
- Hiponatremia: definir causa, fazer restrição hídrica, evitar soluções hipotônicas e glicosadas.
- Acidose metabólica
- Hiperuricemia
- Evitar drogas como: antiflamatórios, aminoglicosídios e contraste radiológico, a menos que absolutamente necessários.
- Ajustar dose dos fármacos de acordo com o clearance.
- Aporte nutricional
- Anemia grave
- Proteção gastrointestinal
- Rabdomiólise
# Indicações de diálise na insuficiência renal aguda (COMPLPETAR)
 Absolutas
- Hipervolemia: com ou sem dificuldade respiratória e não responsiva ao tratamento convencional (EAP, SARA)
- Hiperpotassemia: acima de 6,5mEq/L não resopnsivo ao tratamento ou com alteações eletrocardiográficas
- Acidose metabólica grave: ph < 7,2 mantida ou refratária
- Sinais clínicos de uremia: com ou sem hipercetabolismo e INDEPENDENTE DOS NÍVEIS DE URÉIA E CREATININA
- Intoxicação exógena por fármacos
 Outras indicações
- Oligúria ou anúria
- Edema generalizado
- SIRS e SEPSE
- Uremia: ureia > 200
- Hipertermia maliga: Taxilar>39,5 graus Celcius
INÍCIO DA TERAPIA DIALÍTICA.
_____________________________________________________________________________