Aulas Prof. Adhemar
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é a Rainha - Monarquia). Na Itália, Silvio Berluscone era o primeiro ministro. Um caracter importante é que o Parlamentarismo é um sistema que absorve crises (diz-se que o Parlamentarismo é um sistema que absorve conflitos, pois caso seja vontade do povo, por solicitação manifesta, o Parlamento é dissolvido e novas eleições são convocadas. c) Responsabilidade Política do Gabinete de Ministros perante o Parlamento: Voto de Confiança ou Voto de Desconfiança. 
d) Responsabilidade Política do Parlamento perante o corpo eleitoral.
e) Interdependência entre os poderes Legislativos e Executivo.
Caso haja irresponsabilidade do primeiro ministro, cai o gabinete inteiro. No Brasil já houve Parlamentarismo com Dom Pedro II. E durante a República os brasileiros já rejeitaram duas vezes através de plebiscito o Parlamentarismo, primeiramente no Governo de João Goulart. É importante ressaltar que no Paramentarismo, de certo, não teria havido Mensalão, pois diferentemente do presidencialismo, no parlamentarismo o existe a maioria política. Já no Presidencialismo o Presidente precisa \u201cconquistar\u201d politicamente, negociando, muitas vezes cargos, ministérios, para conseguir a maioria da governabilidade. 
Aqui no Brasil é necessário uma reforma política para acabar com essa movimentação inter-partidária. A filiação partidária não é ideológica. É preciso que seja como nos US, ou na Inglaterra, que possuem muitos partidos, mas apenas dois são de expressão nacional. O mandato deveria pertencer ao partido e não ao candidato. O ideal é que haja uma lista dos candidatos dos partidos. Isto impediria a ocorrência dos partidos \u201cbarriga de aluguel\u201d , que vendem suas legendas por cargos ou por dinheiro. Os candidatos deveriam estudar políticas públicas, assim como os executivos se preparam para serem CEOs de suas empresas. Os partidos deveriam ter escolas internas e uma programática especial e bem definida. No Brasil há um problema grave de educação Política.
Presidencialismo. 
É o outro sistema de governo que vamos estudar e que teve sua origem na America do Norte, após a convenção de Filadélfia (1787), onde discutiram muito a forma de governo que deveriam adotar daquele momento em diante, após a independência do Reino Unido da Grã Bretanha. Estava claro que não queriam disnatias, hereditariedade, nem vitaliciedade do Poder. O Novo mundo descoberto por Colombo deveria ser de novas ideias. Foi consenso que deveriam ter um chefe de governo poderoso, mas que não fosse nem vitalício, nem hereditário, era certo que não queriam um rei, mas que o mesmo tivesse a força e o poder de um monarca, assim foi escolhido então o formato de presidente da República com mandato eletivo e temporário (George Washington).
Origem histórica: Estados Unidos. 
Thomas Jeferson, um dos líderes da Revoluçõa Americana, Guerra de Secessão* (ou Gerra Civil Americana: 1861 - 1865), pautou os valores da revolução de independência no povo, e no sistema presidencialista (como visto acima, foi nos US que surgiu o Presidencialismo após a convenção da Filadelfia \u2013 onde fica o sino da independência). Thomas Jeferson foi ainda o primeiro embaixador americano na França, apesar de ainda não ter eclodido a Revolução Francesa, mas as ideias de limitação do poder real já existiam. As ideias liberais de respeito à pessoa humana já haviam sido incorporadas, o que determinou o fim do escravagismo (assistir o filme Amistad). Um outro fator importante foi o endosso da Igreja Católica, que condenava o escravagismo de acordo com os preceitos de Jesus Cristo.
Conta a biografia de Thomas Jeferson que quando ele foi para a França, levando seus escravos caseiros que já moravam na casa grande e não mais na senzala, começou a pagar salário aos mesmos para que entrassem no país de acordo com o movimento emergente na França de valorização do homem. Thomas Jeferson, inclusive, teve filhos com uma de suas escravas, mas nunca reconheceu a paternidade dos mesmos. Foi presidente dos US sem reconhecê-los, pois quando voltou á América os valores da escravidão ainda estavam irraigados na cultura americana. Foi preciso a guerra de Secessão para acabar com os hábitos escravocratas.
Os Estados Confederados da América (Sul), escravocratas, perderam a Guerra de Secessão e tiveram qua abrir mão da escravidão. Mas os negros passaram a viver em guetos, lutando por direitos civis iguais até o mandato de J. F. Kennedy (ou pelo seu sucessor, o prof. não se lembra ao certo, mas de qualquer sorte é um movimento recente). 
*A Guerra de Secessão consistiu na luta entre 11 Estados Confederados do Sul latifundiário, aristocrata e defensor da escravidão, contra os Estados do Norte industrializado, onde a escravidão tinha um peso econômico bem menor do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial: enquanto o desenvolvimento do Norte estava ligado à necessidade de crescimento do mercado interno e do estabelecimento de barreiras protecionistas, o crescimento Sulista era baseado precisamente no oposto, ou seja: o liberalismo econômico que abria todo o Mundo às agro-exportações e com mão-de-obra escrava (de origem africana) como base da produção.
Ao longo das primeiras décadas do século XIX, a imigração em massa e intensa industrialização fizeram com que o poderio do Norte crescesse economicamente e ampliasse politicamente sua participação no governo. Grandes tensões políticas e sociais desenvolveram-se entre o Norte e o Sul. Em 1860, Abraham Lincoln, um republicano contra a escravidão, venceu as eleições presidenciais americanas. Lincoln, ao assumir o posto de presidente, cognominou os Estados Unidos de "Casa Dividida".
Em 1861, ano do início da guerra, o país consistia em 19 estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 estados onde a escravidão era permitida. Em 4 de Março, antes que Lincoln assumisse o posto de presidente, 11 Estados escravagistas declararam secessão da União, e criaram um novo país, os Estados Confederados da América. A guerra começou quando forças confederadas atacaram o Fort Sumter, um posto militar americano na Carolina do Sul, em 12 de Abril de 1861, e terminaria somente em 28 de Junho de 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação.
- \u201cCasa Grande e Senzala\u201d, de Gilberto Freire, merece ser lido para que seja entendida a formação do povo brasileiro.
- \u201cE o vento levou\u201d é um filme que mostra bem a pujança econômica do sul dos estados Unidos. Na verdade é um documentário, longo, de duas partes.
- Cultura é tudo aquilo que o homem adiciona à Natureza.
Mecanismos e Características
Eletividade do chefe do Poder Executivo
Poder executivo unipessoal. No Parlamentarismo, lembremos, há uma dualidade do poder de Estado, onde o chefe de Governo não governa. Mas não nos deixemos concluir que esta figura dualista torna uma das mesmas sem força. Nem pensar!! Mas no Presidencialismo, diferentemente do Parlamentarismo, o Chefe de Estado é o Chefe de Governo, e este formato de unipessoalidade do Poder, centrado na figura do Presidente da República, se espalhou pela América Latina inteira.
A Participação do poder executivo. No presidencialismo existe uma participação efetiva do Presidente na elaboração da lei (Delegadas e Medidas Provisórias), que se dá nestes cinco ítens abaixo.
c.1) Direito de iniciativa de qualquer projeto de Lei
c.2) Direito Exclusivo de iniciativa de determinados projetos de lei: de ordem; administrativa; financeira; orçamentária; militar. Isto quer dizer que nem deputados, nem senadores, têm este poder no Presidencialismo. Estes que possuem o papel de legislar e fiscalizar o executivo, são vetados de participarem de determinados projetos de lei (de ordem, administrativa). Todos estes projetos de lei são de competência exclusiva do Presidente, só ele pode encaminhar para o Congresso Nacional projetos que tratem destes pontos administrativos. O que não quer dizer que os Deputados e Senadores não possam discutir os projetos que