Aulas Prof. Adhemar
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de maneira que caso desapareça qualquer um dos elementos, ocorre a extinção por causa geral. A perda de um dos elementos faz com que o Estado desapareça.
	
CAUSAS ESPECÍFICAS.
Estas derivam das causas gerais.
	CONQUISTA. Nazismo conquista a França. Perdeu território
	
	EMIGRAÇÃO. Os Helvéticos entraram na história pois eram um povo guerreiro, que eram contratados para guarda pessoal dos governantes, por exemplo, a guarda papal, que até hoje mantém seus uniformes. Perdeu território.
	
	EXPULSÃO. Quando o povo deixa o território de maneira forçosa, como exemplo temos a invasão dos bárbaros, que varreram o território europeu realizando a queda do império romano. Aqui a desocupação, ao contrário a emigração, é forçosa, contra a vontade do povo que estava sediado. Perdeu território.
	
	RENÚNCIA DOS DIREITOS DE SOBERANIA. O Texas pertencia ao México, mas virou um Estado soberano no continente da América do Norte. Mas o Texas pediu para ingressar na federação Americana, após a Convenção da Filadélfia, renunciando ao seu direito de soberania. Assim como os estados americanos haviam também renunciado. Mas no Texas a renúncia foi mais evidente, pois o Estado entrou depois da convenção. Perdeu soberania.
	
	ESTADO
	
	GRUPOS DE PRESSÃO
	
	PARTIDOS POLÍTICOS
	
	SOCIEDADE CIVIL
	
O partido político tem que ter uma forma global do que ele entende por sociedade. Tem que ter uma ideologia clara. Há, nos dias de hoje, sobretudo nos países em desenvolvimento, uma crise nos partidos políticos, pois há uma crise na sociedade. E esta crise reflete tanto nos partidos políticos, quanto nos grupos de pressão, que aumentam em número e em reinvidicações. O ideal é que houvesse educação dentro dos próprios partidos, que seus integrantes conhecessem Ciência Política.
A partir de Século XVIII, o Estado democrático teve que reconhecer a existência e a importância dos Partidos Políticos. O problema é que os Partidos Políticos não alcançaram os anseios da sociedade, não cumpriram suas missões de representação, de maneira que foi necessário criar os Grupos de pressão, que se organizam e vão para as ruas, cobrar do Estado em seus três poderes, as providências para resolução de seus anseios e cristalização positiva de seus interesses.
Os Partidos políticos agem dentro das normas democráticas, eletividade e temporalidade do poder. Já o grupo de pressão age de forma diferente, fora do padrão. Um Partido pode fazer parte de um grupo de pressão (os cara-pintadas, OAB, Homossexuais, etc), que não possuem ética definida. A pressão que passa pela persuasão chega até a intimidação, ao assassinato (formas graves de pressão) - como é o caso dos Palestinos. Os grupos de pressão não apresentam portanto um padrão definido, assim como os partidos políticos têm que seguir: filiação, prévias partidárias, e caso eleitos, têm prazo para cumprir o mandato. Os grupos de pressão não têm intenção de alcançar o poder, pois adotada a providência exegida por eles, os grupos se extinguem logo em seguida.
	Teorias que Justificam as Transformações de Estados
Teorias que justificam as transformações (criação ou extinção de Estados). Em cima delas temos tanto separações, quanto uniões.
1. Princípio das nacionalidades;
2. Teoria das fronteiras naturais;
3. Teoria do equilíbrio internacional;
4. Teoria do livre-arbítrio dos povos.
Princípio das nacionalidades:
Os grupos humanos, diferenciados por vínculos de raça, língua, usos e costumes, tradições, etc., constituem GRUPOS NACIONAIS e devem formar, cada um, o seu próprio ESTADO. Com a vitória da Revolução Francesa verificou-se a transposição do poder de governo do REI para a NAÇÃO. Observemos que Mancini não cita aqui a \u201cvontade indômita\u201d, que é um conceito psicológico, que ainda não havia sido inserido na teoria política.
Princípio formulado por Mancini, em 1851. (portanto, antes das Revoluções Americana -1776) e Francesa \u2013 1789) (????). Este princípio unificou e separou Estados na história. A unificação da Alemanha, que ocorreu várias vezes, ocorreu dentro dos princípios da nacionalidades e do livre-arbítrio dos povos.
DA ( ( ( ( ( ( ( PARA
	Divisão arbitrária dos povos sendo feita pela diplomacia de Viena, S. Petersburgo e Paris
	A nova fórmula, baseada na liberdade que deve ter cada NAÇÃO de organizar-se, constituindo um ESTADO.
Teoria das fronteiras naturais:
A GEOGRAFIA INDICA EM RELEVOS NATURAIS OS JUSTOS CONTORNOS DAS NAÇÕES. Instrumento a ser utilizado pelos países militarmente fortes, que alegavam que a Nação deveria ter o seu território (complemento natural) delimitado pelos grandes acidentes geográficos naturais (rios, lagos, montanhas). Não é razoável que sejam traçados limites arbitrários quando há um rio navegável, uma cordilheira, um mar como fronteira natural. A tendência dos Estados é procurar esses limites e adotá-los.
Teoria do equilíbrio internacional:
Parte do princípio de que a paz decorre do equilíbrio que se possa estabelecer entre as forças das várias potências. É a \u201cteoria da paz armada\u201d. Também tem visão militarista. Correspondia ao provérbio popular \u201clobo não come lobo\u201d. Entre as principais potências deveria haver uma igualdade de domínios territoriais, porque o fortalecimento desproporcional de uma redundaria em ameaça à segurança das outras. É o enunciado romano: \u201cse vis pacem, parabelum...\u201d - se queres paz prepara-te para a guerra.
4. Teoria do livre-arbítrio dos povos. Decorrente da de MANCINI.
Corolário e semelhante na sua essência ao princípio das nacionalidades, esta teoria defende a vontade nacional como razão da existência do Estado.
Lançando suas luzes na filosofia liberal do sec. XVIII, inspirando-se nas pregações de Rousseau e nos postulados da Revolução Francesa, defendeu esta teoria \u201ca plena liberdade de autodeterminação dos povos. \u201cCada nação tem o direito de dispor sobre o seu destino e, a partir deste, dar as próprias leis\u201d.
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