Aulas Prof. Adhemar
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pois muitos políticos usam este poder em benefício próprio.
- A lei é que dá o nome, a Constituição Federal, o \u201cMunicípio de Salvador\u201d. Se alguém entrar em juízo com o nome errado o Juíz não aceita a petição. Por isso, quando for entrar com uma ação contra um membro público tem que se saber exatamente qual o nome.
- O nome do Brasil no exterior é República do Estados Unidos do Brasil.
O PODER POLÍTICO
Se a política tem a ver com o poder e se o poder visa alterar o comportamento das pessoas, o ato político possui dois ASPECTOS:
Um interesse. Um interesse que deseja ver corporificado pela pretendida, seja ele ditado por conveniências pessoais, de grupo, religiosas, morais, econômicas, etc
Uma decisão. O objetivo configurado pelo interesse só pode ser conseguido por uma decisão que efetivamente venha alterar o comportamento das pessoas, seja esta decisão imposta, consensual, da maioria, etc.
Estado e Sociedade são coisas distintas. Houve uma época em que se confundia estes conceitos, achando-se que o Estado fosse uma Sociedade organizada juridicamente. Isto será devidamente estudado futuramente no ponto \u201cSociedade Civil\u201d.
	AS GRANDES DICOTOMIAS
1. O QUE É DICOTOMIA?
Distinção em que se pode demonstrar a capacidade de:
1.1. Dividir um universo em duas esferas, conjuntamente exaustivas, no sentido de que todos os entes daquele universo nelas tenham lugar, sem nenhuma exclusão, e reciprocamente exclusivas.
1.2. Estabelecer uma divisão que é ao mesmo tempo total e principal, enquanto tende a fazer convergir em sua direção outras dicotomias que se tornam, em relação a ela, secundárias.
2. A PRIMEIRA GRANDE DICOTOMIA PÚBLICO/PRIVADA
2.1. Através do Corpus Juris Civilis, os romanos deixaram para o mundo ocidental a dupla dicotômica Direito público/Direito privado, como a grande divisão do Direito aceita até os nossos dias. Ao fazer essa dicotomia classificaram de forma distinta os direitos que até então eram uma coisa só (regras MORAIS, RELIGIOSAS e A JURÍDICAS). Fizeram esta distinção NO direito.
2.2. Um jurista Romano chamado Ulpiano estabeleceu os critérioS distintivoS para direito público e direito privado, estabelecendo a) o critério do SUJETIO e b) o critério do INTERESSE. Toda vez que o Sujeito tivesse um interesse público (de todos) se trataria de Direito Público, o mesmo ocorrendo com o Direito Privado.
	Essa dicotomia é fundamental para a convivência em sociedade, o ideal, é que elas convivam mas não se misturem.
2.3. O critério do sujeito distingue as ações do Estado como entidade pública das ações dos indivíduos como entes particulares.
2.4. O critério do interesse distingue se o interesse é comum a todos os cidadãos, isto é, é coletivo, é público dos interesses de caráter individual ou particular.
2.5. Uma norma jurídica poderá então ser interpretada se é de Direito público ou de Direito privado aplicando-se estes critérios
AS DICOTOMIAS DECORRENTES
SOCIEDADE DE IGUAIS E SOCIEDADE DE DESIGUAIS
O termo, ou esfera, sociedade de iguais compreende aquele grupo social onde não existe hierarquia ou subordinação, a exemplo da sociedade da natureza, onde havia a generalidade promiscuidade. Um outro exemplo, já na sociedade moderna, é a chamada sociedade de mercado (sem subsído!! Pois se houver subsídio, deixa de ser sociedade de iguais) - arranjo social econômico para relações de caráter econômico em que as partes devem estar no mesmo nível de condições, isto é, sem subordinação, sem hierarquia, sem subsídio estatal da atividade econômica.
Outros exemplos onde não há subordinação: sociedade entre irmãos, parentes, amigos, cidadãos, hóspedes e inimigos, estas são, do ponto de vista hierárquico, \u201cde iguais\u201d.
Enquanto o termo, ou esfera da, sociedade de desiguais caracteriza-se pela existência de hierarquia e subordinação entre os membros do grupo social. A exemplo do Estado, onde existe governantes e governados, da família, onde existe a hierarquia entre pais e filhos. A sociedade entre Deus e os homens é outro exemplo de hierarquia e subordinação, entretanto
LEI E CONTRATO
Relativa às fontes respectivamente do direito público e do direito privado: a lei e o contrato (ou mais em geral o assim dizer \u201cnegócio jurídico\u201d). A lei é o instrumento do Direito positivo (PÚBLICO), regulando as inter-relações sociais e as relações dos cidadãos com o Estado. Enquanto o contrato é um instrumento das inter-relações, negócios jurídicos entre os particulares (PRIVADO). A lei se relaciona com o Direito público para sua produção e também com o Direito privado na sua regulação e o contrato se relaciona com o Direito privado. (Eu posso estabelecer um contrato de locação, mas há uma lei do inquilinato que garante a regulamentação destes contratos. Ou seja, é imposta uma disciplina). Mas as duas partes só celebram se concordarem entre si.
NOTA: Às vezes o Estado se veste com os contratos de características privadas, são os Contratos Administrativos, que se revestem em contrapartida, com as beneces que goza o Estado. Por exemplo, num contrato de locação entre um particular e o Estado para locação de um imóvel destinado a uma escola pública, o Estado não pode ser despejado, pois a educação não pode ser interrompida.
 JUSTIÇA CUMUTATIVA E JUSTIÇA DISTRIBUTIVA
É a terceira distinção que conflui na dicotomia público/privado. A justiça comutativa (entre os particulares, pelos contratos) é a que preside às trocas (escambo) ao estabelecer um equilíbrio valorativo (entre o que é trocado para não gerar um desequilíbrio), uma equivalência entre as partes na área privada através dos contratos; e a justiça distributiva é aquela na qual se inspira a autoridade pública na distribuição de honras ou obrigações na área pública de interesse geral através de lei (só pode ser feita pelo ESTADO), a exemplo do programa federal Bolsa Família e do programa de cotas para negros, índios e estudantes da rede pública para ingresso na universidade.
NOTA 1: Antes da eleição de Dilma haviam sido distribuídas 12 milhões de bolsas-família, beneficiando 60 milhões de pessoas. Este é um poder substancialista psicológico, pelo poder econômico. Não retira as desigualdades, mas passaram a ter alguma inclusão social.
NOTA 2: Para se alcançar o conhecimento do todo, a universidade dividiu por disciplinas. Esta divisão, seguindo a essência do pensamento metodológico científico, que segmenta pra melhorar o foco sobre o objeto, facilitou a apreensão do conhecimento.
NOTA 3: A Transdisciplinariedade (interdisciplinar) é um conceito novo, da década de 70, que prega que não existe nada isolado, as disciplinas trasam entre si. Unidisciplinaridade dá margem à distorções, os fatos são examinados em suas consequências sem se apreciar todas as causas.
NOTA 4: O Código Civil trata do \u201cguagido\u201d (ou choro do menor) como o ponto inicial para se considerar o início da pessoa física para qualquer indivíduo. Entretanto, o Direito já proteje este indivíduo antes mesmo dele nascer.
Bibliografia: 
- Teoria do Direito e do Estado de Miguel Reale. Saraiva
- Teoria Geral do Estado: Said Maluf, primeiro capítulo.
 
	RELAÇÕES ENTRE DIREITO E ESTADO
Estado e Direito se intercomunicam, as Dicotomias não o fazem.
	\u201cEstado: é uma organização destinada a manter, pela aplicação do Direito, as condições universais de ordem social\u201d. (O foco desta definição é jurídico).
	\u201cEstado é a nação jurídica e politicamente organizada\u201d. De Michel Foucault aborda o aspecto sociológico do Estado.
	\u201cDireito é o conjunto das condições existenciais* da sociedade, que ao Estado cumpre assegurar\u201d.
* As condições de existência é que o cidadão esteja livre, para que possa trabalhar, morar, estudar, etc; alguém tem que lhe protejer para que você não seja assaltado. As condições existenciais que a sociedade precisa ter hoje em dia: saúde trabalho, educação, segurança, lazer, etc.
Para o estudo do fenômeno estatal, tanto quanto para a iniciação na carreira