manual-da-reciclagem
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do local com 
a legislação de zoneamento urbano 
do município e do Estado.
\u2022 Oferta de serviços públicos como
energia elétrica, transporte, segrança,
limpeza, água, esgoto, telefone etc.
Infra-estrutura:
O local deverá ser cimentado, com
no mínimo 4 baias para estocagem 
e separação do vidro por cores 
e do vidro não beneficiado do caco
limpo.Cobertura fixa para proteção
do local de trabalho e um tanque 
de decantação para separação dos
resíduos sólidos da água a ser descar-
tada via rede de esgoto, após a lavagem.
Mão-de-obra
O modelo básico de usina exigirá,
no mínimo 8 funcionários: 6 operadores
para fazer a separação e triagem dos
contaminantes, 1 operador de pá-car-
regadeira e 1 administrador responsável
pelas atividades de compra, venda,
departamento pessoal e organização
do trabalho. 
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Beneficiamento
O tamanho e a forma do negócio
a ser desenvolvido dependerá muito
do potencial de geração de caco 
da região abrangida, das distâncias 
a serem percorridas dos pontos 
de captação, da qualidade do caco 
e das distâncias do ponto de benefici-
amento à indústria de vidro que irá
comprar o caco. O modelo de negócio
que apresentamos neste manual está
baseado na capacidade de processa-
mento de até 200 toneladas/mês 
e de 200 toneladas/mês para cima.
Para estas quantidades existem dois
processos básicos.
Tipos de
Beneficiamento
A) Até 200T/mês
Beneficiamento
manual
É uma solução artesanal onde 
o processo de beneficiamento é rea-
lizado manualmente, sem a utilização
de qualquer equipamento, e de recur-
sos específicos de tratamento.
Consiste na separação por cores
(quando o vidro não estiver quebra-
do), retirada de impurezas (alumínio,
ferro etc.), eventual lavagem simples
num tanque de água ou em tambor
metálico e quebra do vidro. A pro-
dução estimada para 1 funcionário é
de 20 a 25 T/mês.
B) Acima de
200T/mês
B1)Beneficiamento
semi-automatizado
Neste caso utiliza-se um processo
mais mecanizado que contempla um
sistema de alimentação, lavagem, tri-
turação, separação manual de conta-
minantes e estocagem. Capacidade de
4T/hora até 20T/hora. Os equipamentos
normalmente utilizados no beneficia-
mento semi-automatizado são pá-
carregadeira, tremonha ou funil 
de alimentação, moinho de trituração,
tambor ou tanque de lavagem, imã per-
manente e esteira de triagem manual.
B2)Beneficiamento
totalmente automa-
tizado:
Ainda inexistente no país, este
tipo de usina exige alto investimento.
A diferença deste processo com o
semi-automatizado é que a separação
de contaminantes é realizada sem
qualquer tipo de contato manual,
através da utilização de sistema 
de imãs para separação de metais 
ferrosos e de correntes de Focault
para materiais não ferrosos, aspi-
radores (retirada de papéis e plásticos)
e utilização de equipamento trióptico
para separação do caco por cor.
O beneficiamento totalmente
automatizado processa grandes quan-
tidades de vidro, que exige altos 
investimentos.
Existe ainda o beneficiamento
para procesamento a seco que ainda
não possui tecnologia brasileira.
Modelo de Negócio:
Beneficiamento
Modelo de Negócio:
Mini-Usina
Box para
caco sujo
8m X 8m
Box para
caco limpo
8m X 6m
Box para
caco limpo
8m X 6m
Planta de Instalação de:
Mini-usina de beneficiamento
Capacidade: 4 Ton/hora
Terreno: 20 m x 30 m
Piso concreto
Tanque da lavagem: 1,5m x 2,0m x 1,0m
Tambor elicical motorizado: 3cv
Esteiras transportadoras: 3cv
Tanque de lavagem Tambor de rejeito 200 lts
Tambor Eletroimã Esteira de Triagem 24\u201d
Esteira de carga
Funil de alimentação
Triturador
2 m
3 
m
1,
5 
m
6 m
Tanque de decantação
En
tr
ad
a
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Como normalmente os vidros de
embalagem são do tipo sodo-cálcico,
apenas as sucatas de vidro com essa
natureza química são aceitas para
reciclagem.
Os vidros citados no item não aceitos
podem ser reciclados, porém não
devem ser incluídos junto com os
vidros de embalagem.
Qualidade do caco
As vidrarias não compram caco 
de vidro ou sucata e sim matéria
prima que deverá seguir determinadas
especificações quanto à qualidade 
e condições de fornecimento. 
É recomendável sempre consultar 
o departamento de compra da vidraria
antes de iniciar o trabalho. Em função
do mercado, os vidros são valorizados
de acordo com sua cor. Normalmente,
o vidro incolor é o que possui maior
valor de mercado, seguido pelo âmbar
e verde, do misto e do plano.
As diferenças de preço do vidro
incolor em relação `as outras cores 
se devem as condições de pureza 
da areia que são mais rigorosas 
e a questão de oferta e demanda 
de mercado.
Também é muito importante esta-
belecer com a vidraria as especifi-
cações do caco em relação aos conta-
minantes, que constituem um fator de
risco para a fabricação do vidro para
embalagem. Os contaminantes atra-
palham o processo normal de fabri-
cação, danificando os equipamentos
de produção (principalmente fornos) e
produzindo embalagens com defeitos
ou impurezas. 
Equipamentos:
\u2022 Pá-Carregadeira ou Pula-Pula 
\u2022 Tremonha ou funil de alimentação
\u2022 Moinho de trituração
\u2022 Tambor de lavagem
\u2022 Imã permanente
\u2022 Esteira de triagem manual
\u2022 Tanque de decantação
Implantação:
O negócio só irá funcionar se
forem atendidas plenamente todas as
etapas do processo: captação, coleta,
beneficiamento,transporte e venda do
material.
Análise Financeira
É importante fazer uma projeção
do capital necessário para abrir o
negócio, pois serão necessários inves-
timentos para instalação e funciona-
mento inicial do negócio:
\u2022 Investimentos fixos
(equipamentos e instalações, veículos,
móveis, utensílios etc).
\u2022 Capital de giro 
\u2022 Custos diretos de produção:
gastos com materiais, mão-de-obra 
e gastos gerais de produção.
\u2022 Despesas administrativas
e comerciais.
\u2022 Custos fixos: aluguel do
imóvel, energia elétrica, água, tele-
fone etc. 
A correta análise financeira permitirá
o cálculo exato do custo do produto
por unidade (tonelada), que acrescen-
tado aos custos de coleta e trans-
porte, permitirá obter a lucratividade
da operação quando comparado 
o preço de venda.
Marketing 
da reciclagem
É fundamental divulgar a implan-
tação do projeto de reciclagem para
que ocorra a mobilização e partici-
pação efetiva da comunidade. Este
trabalho deve ser feito de forma per-
manente para garantir a manutenção
da quantidade arrecadada e criar 
nas pessoas a cultura e o hábito 
da reciclagem.
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Garrafas
(bebidas em geral)
Potes
(alimentos em geral)
Frascos
(medicamentos,
cosméticos, etc.)
Espelhos
Vidros planos
Cristais
Lâmpadas
Vidros de janela
Pirex e similares
*Eventualmente podem ser reciclados,
 mas não misturados aos de embalagem.
ACEITO NÃO ACEITO*
Tipos de vidros aceitos
para reciclagem
Qualidade
Modelo de Negócio:
Mini-Usina
Separação de cor do vidro
Âmbar Verde Branco
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Tipos de
Contaminantes 
Pedras, cerâmicas,
concreto, louça 
e cristal
São impurezas, produtos inorgâni-
cos estranhos à formulação do vidro
soda-cal, difíceis a serem fundidos nas
temperaturas do forno de fusão 
e conseqüentemente geram falhas 
ou defeitos no produto final.
Material orgânico
(plástico, papel 
e terra)
Em princípio volatizam às altas
temperaturas, porém em excesso
podem alterar a atmosfera do forno,
resultando em reações químicas que
alteram a cor ou criam bolhas.
Metais ferrosos 
e não ferrosos
Contaminam o vidro, provocando
manchas de cor totalmente diferentes
do vidro de base. Provocam bolhas 
ou aparecem no produto final na
forma de defeitos metálicos e/ou 
pontos pretos, manchas, nuvens de
bolhas etc. O ferro metálico reage 
com o material refratário do forno 
de fusão, podendo