Nutrição Animal 2
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Nutrição Animal 2


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Excesso: Não existe toxicidade conhecida. 
Fontes alimentares: Carnes magras, fígado, peixes oleosos, amendoim, cereais matinais vitaminados, 
leite, queijo cogumelo, ervilha, vegetais folhosos verdes, ovos, alcachofra, batata e aspargos. 
 
 
Ácido pantotênico (B5): 
É encontrado amplamente na natureza e nas diversas funções do organismo. As bactérias intestinais 
sintetizam quantidades consideráveis. 
Funções: Transformação de energia de gorduras, proteínas e carboidratos para a produção de 
substâncias essenciais no corpo, incluindo hormônios e ácidos graxos. Convertido em coenzima A, 
controla o estresse. 
Carência: Doenças neurológicas, cefaléia, cãibras e náuseas. 
Excesso: Não existe toxicidade conhecida. 
Fontes alimentares: Fígado, rim, gema do ovo, leite, gérmen de trigo, amendoim, nozes, cereais 
integrais e abacate. 
 
Piridoxina (B6): 
A piridoxina é formada por três compostos químicos (piridoxamina, piridoxal, piridoxol). É 
encontrada em fontes naturais. Suas três formas são rapidamente absorvidas pelo intestino. 
Funções: Desempenha papel no sistema nervoso central. Participa do metabolismo dos lipídeos, na 
estrutura da fosforilase, no transporte de aminoácidos através da membrana celular. Síntese e 
armazenamento de glicogênio hepático e muscular. Auxilio na produção de energia e de 
hemoglobina. 
Carência: Anomalias do sistema nervoso central, desordens da pele, anemia, irritabilidade e 
convulsões. 
Excesso: Ataxia e neuropatia sensorial. 
Fontes alimentares: Gérmen de trigo, batata, banana, vegetais crucíferos, castanhas, nozes, peixe, 
abacate e semente de gergelim. 
 
Biotina (B7): 
A maior parte da biotina nos alimentos está presente como biocitina. É hidrolisada pela biotidinase 
do suco pancreático e secreções da mucosa intestinal para gerar biotina livre. 
Funções: Produção de energia dos alimentos, para a síntese de gorduras e para excreção dos 
resíduos de proteínas. Neutralização do colesterol (LDL). 
Deficiência: Alterações cutâneas. 
Excesso: Não existe toxicidade conhecida. 
Fontes alimentares: Gema de ovo, fígado, rim, coração, tomate, levedura, aveia, feijão, soja, nozes, 
alcachofra, ervilha e cogumelo. 
 
Ácido Fólico (B9): 
É encontrado nos alimentos na forma química de ácido pteroilglutâmico. É absorvido no intestino 
delgado. A flora bacteriana intestinal sintetiza folato. 
Funções: Age como coenzima no metabolismo dos carboidratos. Mantém a função do sistema 
imunológico. Em conjunto com a vitamina B12, está presente na síntese de DNA e RNA e participa na 
formação e maturação de células do sangue. Formação de proteínas estruturais (colágeno, miosina, 
queratina, albumina). Prevenção a anemia. Viabilidade espermática. Favorecimento ao programa 
gestacional. 
Deficiência: Anemia megaloblástica, lesões de mucosas, má formação do tubo neural, problemas de 
crescimento, transtornos gastrointestinais e alterações na morfologia nuclear celular. 
Excesso: Não existe toxicidade conhecida. 
Fontes alimentares: Vegetais folhosos verdes, fígado, beterraba, gérmen de trigo, careais matinais 
vitaminados, nozes, amendoim, grãos e leguminosas. 
 
Cobalamina (B12): 
Conhecida como vitamina B12. É um composto vermelho, cristalino, de alto peso molecular com um 
único átomo de cobalto no seu núcleo. 
Funções: Age como coenzima ligada ao metabolismo dos aminoácidos e à formação da porção heme 
da hemoglobina. Fundamental para a fabricação de DNA e RNA. Formação de células vermelhas do 
sangue (eritropoiese). Síntese de mielina (catalisa o impulso nervoso). 
Carência: Anemia perniciosa, anemia megaloblástica e distúrbios gastrointestinais. 
Excesso: Não existe toxicidade conhecida. 
Fontes alimentares: Produtos de origem animal, fígado, rim, carne magra, leite, ovos, queijo e 
leveduras. 
 
Vitamina C: Ácido Ascórbico 
Ácido instável e facilmente oxidado. Pode ser destruída pelo oxigênio, álcalis e altas temperaturas. 
Funções: Antioxidante, cicatrizante, crescimento e manutenção dos tecidos corporais , incluindo 
matriz óssea, cartilagem, colágeno e o tecido conjuntivo. Estimulo aos mecanismos de defesa 
prevenindo a gripe, fraqueza muscular e infecções. 
Carência: Pontos hemorrágicos na pele e ossos, capilares fracos, articulações frágeis, dificuldade de 
cicatrização de feridas e sangramento de gengivas. 
Fontes alimentares: Frutas cítricas, tomate, batata inglesa, batata doce, repolho, brócolis e outros 
vegetais e frutas amarelas e verdes. 
 
b) Minerais 
São substâncias de origem inorgânica que fazem parte dos tecidos duros do organismo, como ossos e 
dentes. Também encontrados nos tecidos moles como músculos, células sanguíneas e sistema 
nervoso. Possuem função reguladora, contribuindo para a função osmótica, equilíbrio ácido-básico, 
estímulos nervosos, ritmo cardíaco e atividade metabólica. 
Representa 5% do peso vivo animal adulto. 
São muitos, mas existem 25 que são essenciais, divididos em Inorgânicos e Orgânicos. 
 
\ufffd Minerais Inorgânicos 
São substâncias naturais que ocorrem na natureza no estado sólido, possuem uma estrutura interna 
de átomos na forma de arranjo geométrico com uma composição química definida. Estão divididos 
em: 
 
Macroelementos / Macrominerais 
\u2022 Cálcio (Ca), 
\u2022 Fósforo (P), 
\u2022 Magnésio (Mg), 
\u2022 Enxofre (S), 
\u2022 Sódio (Na), 
\u2022 Cloro (Cl), 
\u2022 Potássio (K). 
 
Microelementos / Microminerais 
\u2022 Boro (B) 
\u2022 Cádmio (Cd) 
\u2022 Cromo (Cr) 
\u2022 Cobre (Cu) 
\u2022 Flúor (F) 
\u2022 Iodo (I) 
\u2022 Ferro (Fe) 
\u2022 Manganês (Mn) 
\u2022 Molibdênio (Mb) 
\u2022 Silício (Si) 
\u2022 Estanho (Sn) 
\u2022 Vanádio (Vn) 
\u2022 Zinco (Zn) 
 
Elementos Traços 
\u2022 Arsênico (As) 
\u2022 Cobalto (Co) 
\u2022 Lítio (Li) 
\u2022 Selênio (Se) 
\u2022 Níquel (Ni) 
 
\ufffd Minerais Orgânicos 
Produzidos pelo homem, os minerais na forma orgânica atendem prontamente as necessidades do 
animal e tem sido cada vez mais utilizados pela indústria, que busca melhores resultados zootécnicos 
de forma sustentável. 
Quando fornecidos aos animais, os minerais na forma inorgânica sofrem interações com outros 
minerais e componentes da dieta, o que prejudica sua absorção, retenção e metabolismo. A 
presença de gorduras (saturadas e insaturadas), fitatos e taninos também favorece a formação de 
complexos e redução da absorção dos minerais pelo animal. 
O uso de minerais na forma orgânica tem sido amplamente difundido na indústria, principalmente 
pela maior biodisponibilidade destes em relação às fontes inorgânicas. Na forma orgânica, as 
moléculas de minerais são associadas a proteínas e/ou aminoácidos ou produtos de levedura (no 
caso do selênio), o que impede que ocorram interações com outros minerais ou componentes da 
dieta ao longo do trato gastrointestinal. Com isso, há um maior aproveitamento pelo animal e menor 
excreção no meio ambiente, além de melhor desempenho e qualidade de carne. 
Além de não interagirem com outros componentes da dieta, as fontes orgânicas de minerais 
apresentam menores riscos de contaminação por metais pesados (arsênio, paládio, cádmio, 
mercúrio, chumbo), dioxinas e difenilos policlorados (PCBs). São produtos de alto valor agregado e 
submetidos a um rígido controle de qualidade. 
É importante salientar que a absorção é maior e a dose de inclusão de minerais na dieta é menor, 
resultando em mais rentabilidade ao produtor. 
 
\ufffd Interação entre minerais 
Os minerais podem interagir entre si, com outros nutrientes e com fatores não nutritivos. Essas 
interações podem ser sinérgicas ou antagônicas, tomam lugar no próprio alimento, no trato 
digestivo, nos tecidos e no metabolismo celular (Georgieviskii et al., 1982). 
Elementos sinérgicos são aqueles que aumentam mutuamente