Nutrição Animal 3
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Nutrição Animal 3


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Forragem conservada mantendo as características nutricionais in natura. É uma das 
alternativas frequentemente usadas pelos produtores, para produção de forrageira de corte. A 
produção e o valor nutritivo de forrageiras de corte dependem de vários fatores, entre os 
quais o tipo de forrageira (espécie ou variedade), as condições climáticas e de solo, e o manejo 
de corte, especialmente à idade da rebrota. 
A capineira deve ser plantada às proximidades do local de fornecimento aos animais (estábulo, 
curral, etc.), para facilitar o transporte e as operações de manutenção, diminuindo os custos. 
Os solos mais recomendados são os bem drenados e profundos, evitando-se aqueles 
excessivamente arenosos ou pedregosos. 
A forrageira escolhida deve ser adaptada ao clima e ao solo do local e apresentar uma 
produção forrageira de alta qualidade, inclusive na estação seca. Entre as gramíneas de corte 
mais plantadas na formação de capineira, destacam-se os capins elefante, napier e cameron 
(Pennisetum purpureum). O cameron tem as linhagens verde ou roxo. São plantas de porte 
alto e robusto, com folhas de mais de 1 m de comprimento e 5 cm de largura, em média. O 
cameron é a mais plantada, por sua alta produção de forragem de razoável valor nutritivo, 
quando devidamente manejada (Veiga et al.1988). 
A área da capineira vai depender da forrageira e do número de vacas a serem suplementadas. 
Atenderá 25% do consumo diário das vacas (a pastagem fornecerá os 75% restantes). 
 
\u2022 Fenação 
É o processo de produção de feno, através da desidratação parcial da planta forrageira. 
A fenação utiliza-se da desidratação ou secagem da forragem, que aumenta a pressão 
osmótica e diminui a \u201catividade de água\u201d do material, mantendo um teor de umidade de 12 \u2013 
12,5%. 
Durante o processo de fenação, a forragem verde é cortada e seca tão rapidamente quanto 
possível. A secagem pode fazer-se naturalmente (exposição ao sol, no chão, arejando a 
forragem regularmente, virando-a) ou artificialmente por circulação de ar forçada. A secagem 
ao sol necessita de 2 ou 3 dias sem chuva. O feno deve ser guardado em condições 
apropriadas (área coberta). Se, durante a colheita, a erva amadureceu e já está seca antes do 
corte, não é feno, mas sim palha. 
Vantagens: 
\ufffd Versatilidade (técnica); 
\ufffd Mecanizável (implementosagrícolas); 
\ufffd Comercializável (R$/fardo); 
\ufffd Armazenamento (longosperíodos). 
 
Qualidade do Feno: 
\ufffd Maior porcentagem de folhas; 
\ufffd Coloração verde; 
\ufffd Hastes finas e flexíveis; 
\ufffd Isento de substâncias indesejáveis; 
\ufffd Palatável e digestível; 
\ufffd Atender as exigências nutricionais. 
 
O feno é dependente da meteorologia. 
 
\u2022 Ensilagem 
Ensilagem é a preservação de forragens em um meio ácido livre de oxigênio. O processo básico 
de ensilagem consiste em abaixar o pH da forragem, de 6,5 para menos de 4,0, através da 
conversão de açúcares a ácidos, principalmente ácido láctico, através do desenvolvimento das 
bactérias lácticas. 
A maior parte dos materiais \u201cbiológicos\u201d pode ser conservada pela ensilagem, entre eles, 
plantas forrageiras, subprodutos e resíduos da agroindústria. A qualidade da silagem irá 
depender da qualidade da matéria prima utilizada, principalmente da sua \u201censilabilidade\u201d, do 
uso eventual de aditivos e do manejo da ensilagem. 
A composição química e microbiológica das forragens (resíduos e subprodutos) têm grande 
efeito sobre a sua ensilabilidade. Os componentes mais importantes são: 
\ufffd Teor de umidade 
\ufffd Quantidade e qualidade dos carboidratos 
\ufffd Teor de proteínas 
\ufffd Poder tampão 
\ufffd População de microorganismos epífitos 
 
Vantagens: 
\ufffd Independe do clima; 
\ufffd Mecanizável; 
\ufffd Larga escala; 
\ufffd Palatável. 
 
Desvantagens: 
\ufffd Limitação (local); 
\ufffd Consumo rápido; 
\ufffd Chorume. 
 
Evolução cinética do processo fermentativo: 
 
Uma silagem de qualidade pode ser feita em 21 dias. 
 
\u2022 Pré-secado 
Forragem embalada com polipropileno. Nos pré-secados a conservação se dá por meio da 
fermentação anaeróbica dos carboidratos solúveis presentes na forragem. Após esse processo 
ocorre a redução do pH, que associado a manutenção da anaerobiose é responsável pela 
conservação da forragem. Na produção de pré-secados, a forragem é enfardada com conteúdo 
de matéria seca próximo a 60%, com posterior revestimento dos rolos com filme plástico 
obtendo-se os bags. Por se tratar de um volumoso fermentado, os pré-secados estão sujeitos á 
deterioração aeróbica após a abertura dos bags.