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Art's 21 ao 31 e 69  70 e 71   Penal Geral

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ART. 21 - ERRO DE PROIBIÇÃO 
 Erro sobre a ilicitude do fato 
 Art. 21 - O desconhecimento da lei é inescusável. O 
erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta de 
pena; se evitável, poderá diminuí-la de um sexto a um 
terço. 
 Questões 
1. Depois de haver saído do restaurante onde havia 
almoçado, Tício, homem de pouco cultivo, 
percebeu que lá havia esquecido sua carteira e 
voltou para recuperá-la, mas não mais a 
encontrou. Acreditando ter o direito de fazer 
justiça pelas próprias mãos, tomou para si objeto 
pertencente ao dono do referido restaurante, 
supostamente de valor igual ao seu prejuízo. Esse 
fato pode configurar erro de proibição. 
2. O erro de proibição é aquele que incide sobre a 
ilicitude do fato. 
3. Alicia, estrangeira, grávida de três meses e 
proveniente de país que não coíbe o aborto, 
ingeriu substância abortiva acreditando não ser 
proibido fazê-lo no Brasil. Nessa situação, o fato 
descrito poderá configurar erro de proibição, ou 
sobre a ilicitude do fato. 
4. O erro inexcusável sobre a ilicitude do fato 
constitui causa de diminuição da pena. 
5. A diferença entre erro sobre elementos do tipo e 
erro sobre a ilicitude do fato reside na 
circunstância de que o erro de tipo exclui o dolo, 
o de fato a culpabilidade. 
6. A depender das circunstâncias pessoais do autor 
do crime, o desconhecimento da lei pode ser 
escusado. 
7. O desconhecimento da lei é inescusável, mas o 
erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, isenta 
o agente de pena. 
8. O erro sobre a ilicitude do fato, se inevitável, 
exclui o dolo; se evitável, constitui causa de 
isenção da pena. 
9. De acordo com a teoria extremada da 
culpabilidade, o erro sobre os pressupostos 
fáticos das causas descriminantes consiste em 
erro de tipo permissivo. 
10. De acordo com a doutrina majoritária, incorre em 
erro de proibição indireto aquele que supõe 
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação 
legítima. 
11. Em direito penal, conforme a teoria limitada da 
culpabilidade, as discriminantes putativas 
consistem em erro de tipo, ao passo que, de 
acordo com a teoria extremada da culpabilidade, 
elas consistem em erro de proibição. 
12. O erro sobre a ilicitude do fato é escusável, sendo 
que o desconhecimento da lei deve ser 
considerado como circunstância agravante no 
momento da dosimetria da pena. 
13. É considerado erro evitável, capaz de reduzir a 
pena, aquele em que o agente atue ou se omita 
sem a consciência da ilicitude do fato, quando lhe 
era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir 
essa consciência. 
14. A respeito do direito penal, julgue o item a seguir. 
O erro de proibição pode ser direto — o autor erra 
sobre a existência ou os limites da proposição 
permissiva —, indireto — o erro do agente recai 
sobre o conteúdo proibitivo de uma norma penal 
— e mandamental — quando incide sobre o 
mandamento referente aos crimes omissivos, 
próprios ou impróprios. 
15. O erro inescusável sobre 
a) a ilicitude do fato constitui causa de diminuição 
da pena. 
b) elementos do tipo permite a punição a título de 
culpa, se acidental. 
c) elementos do tipo isenta de pena. 
d) elementos do tipo exclui o dolo e a culpa, se 
essencial. 
e) a ilicitude do fato exclui a antijuridicidade da 
conduta. 
16. A diferença entre erro sobre elementos do tipo e 
erro sobre a ilicitude do fato reside na 
circunstância de que 
a) o erro de tipo exclui a culpabilidade, o de fato a 
imputabilidade. 
b) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a 
culpabilidade. 
c) o erro de tipo exclui a reprovabilidade da 
conduta, o de fato o elemento do injusto. 
d) o erro de tipo exclui o dolo, o de fato a 
invencibilidade do erro. 
e) a discriminante putativa é o que distingue o erro 
de tipo do erro de fato. 
 
17. Considerando o disposto no Código Penal 
brasileiro, quanto à matéria do erro, é correto 
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afirmar que, em regra, o erro de proibição recai 
sobre a consciência da ilicitude do fato, ao passo 
que o erro de tipo incide sobre os elementos 
constitutivos do tipo legal do crime. 
18. O desconhecimento da lei é circunstância que 
atenua a pena, conforme expressa previsão legal. 
19. O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é 
praticado pode isentar a pena, considerando-se, 
nesse caso, as qualidades da vítima real, e não as 
da pessoa contra a qual o agente queria praticar o 
crime. 
20. Considere a prática de fato criminoso por: 
I. desconhecimento da lei. 
II. erro inevitável sobre a ilicitude do fato. 
III. erro evitável sobre a ilicitude do fato. 
IV. erro plenamente justificado pelas 
circunstâncias, que leva à suposição de situação 
de fato que, se existissem, tornaria a ação 
legítima. 
O agente é isento de pena nas situações indicadas 
APENAS em 
a) I, II e IV. 
b) I e III. 
c) I e IV. 
d) II e IV. 
e) III e IV. 
 
GABARITO: 1C- 2C- 3C- 4C- 5C- 6E- 7C- 8E- 9E- 
10E- 11E- 12E- 13C- 14E- 15A- 16B- 17C- 18C- 19E- 
20D 
 
Art. 22 – COAÇÃO IRRESISTÍVEL E OBEDIÊNCIA 
HIERÁRQUICA 
Coação irresistível e obediência hierárquica 
 Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível 
ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente 
ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da 
coação ou da ordem. 
 Questões 
1. São expressamente previstas no CP duas 
situações que excluem a culpabilidade, dada a 
inexigibilidade de comportamento diverso: a Um 
empregado de banco privado, por exemplo, que 
tiver praticado condutas delituosas em estrita e 
integral obediência às ordens não 
manifestamente ilegais emanadas de superior 
hierárquico poderá beneficiar-se da excludente 
de culpabilidade por obediência hierárquica. 
2. Só é possível a ocorrência da excludente de 
culpabilidade denominada obediência 
hierárquica nas estruturas de direito público, pois 
o tipo não se refere à subordinação existente nas 
relações privadas entre patrão e empregado. 
3. A coação moral irresistível e a obediência à 
ordem não manifestamente ilegal de superior 
hierárquico são causas de exclusão da 
culpabilidade. 
4. São causas excludentes de culpabilidade, a 
obediência hierárquica e a coação moral 
irresistível. 
5. A coação física irresistível afasta a tipicidade, 
excluindo o crime. 
6. Na prática de crime em obediência hierárquica, 
se a ordem não for manifestamente ilegal, o 
subordinado e o superior hierárquico não 
respondem por crime algum. 
7. A coação irresistível, que constitui causa de 
exclusão da culpabilidade, é a coação moral, 
porquanto a coação física atinge diretamente a 
voluntariedade do ato, eliminando, se irresistível, 
a própria conduta. 
8. Se ordem não manifestamente ilegal for 
cumprida por subordinado e resultar em crime, 
apenas o superior responderá como autor 
mediato, ficando o subordinado isento por 
inexigibilidade de conduta diversa. 
9. São excludentes de culpabilidade: 
inimputabilidade, coação física irresistível e 
obediência hierárquica de ordem não 
manifestamente ilegal. 
10. A coação física, quando elimina totalmente a 
vontade do agente, exclui a conduta; na hipótese 
de coação moral irresistível, há fato típico e 
ilícito, mas a culpabilidade do agente é excluída; 
a coação moral resistível atua como circunstância 
atenuante genérica. 
11. Para o reconhecimento da excludente de 
culpabilidade caracterizada pela obediência 
hierárquica, é necessária a existência de relação 
de hierarquia, no âmbito do serviço público, entre 
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