APOSTILAMetrologia
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PODE DEPENDER DE CADA VALOR DE ENTRADA. 
 
 
SELEÇÃO DO INSTRUMENTO DE MEDIÇÃO: 
 
A SELEÇÃO DEVE SER FEITA FUNDAMENTALMENTE EM RELAÇÃO AO 
CAMPO DE TOLERÂNCIA (IT) DA MEDIDA A SER VERIFICADA. O 
INSTRUMENTO IDEAL DEVE TER UMA RESOLUÇÃO DE ACORDO COM 
A MEDIDA A SER VERIFICADA CONSIDERANDO, É CLARO, A 
TOLERÂNCIA. RECOMENDA-SE QUE O INSTRUMENTO PERMITA UMA 
LEITURA NO MÍNIMO IGUAL À DÉCIMA PARTE DO CAMPO DE 
TOLERÂNCIA DA PEÇA OU, NO PIOR DOS CASOS, IGUAL À QUINTA 
PARTE: 
LEITURA \u2264 IT÷10 (caso ideal) 
LEITURA \u2264 IT÷5 ( no pior dos casos). 
EX: UMA PEÇA COM TOLERÂNCIA DE ± 0,25 mm (portanto o campo é = 
0,50 mm), a leitura do instrumento deve ser de 0,50/10 mm = 0,05 mm. 
 
 
 
 
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PRINCIPAIS FONTES DE ERRO NA MEDIÇÃO: 
 
VARIAÇÃO DE TEMPERATURA: A temperatura padrão de referência é de 
20ºC para todos os países industrializados (normas NBR 6165 do INMETRO 
e PB 18/56 da ABNT). Se a temperatura muda a peça se expande ou 
contrai, 
afetando o resultado da medição. Quando não é possível controlar a 
temperatura devem ser feitos cálculos para compensar o erro. 
O comprimento de uma peça varia de acordo com a seguinte fórmula: 
 \u3b1L = L x \u3b3 x \u3b1t 
 
Onde: \u3b1L = Variação de comprimento; 
 L = Comprimento original da peça; 
 \u3b3 = Coeficiente de expansão térmica do material; 
 \u3b1t = Variação de temperatura. 
Exemplos: 
Fofo 9.2 ~ 11.8 x 10-6 
Cobre 18,5 x 10-6 
Bronze 17,5 x 10-6 
Alumínio 23,8 x 10-6 
Aço 11,5 x 10-6 
Cerâmica 3,0 x 10-6 
Quartzo 0,5 x 10-6 
Polietileno 0,5 ~5,5 x 10-6 
Nylon 10 ~15 x 10-6. 
 
EXEMPLO: 
 
Calcular o incremento de medida de uma peça de aço que se encontra a 
uma temperatura de 35ºC, sendo que a 20ºC sua medida é de 200 mm. 
\u3b1L = L x \u3b3 x \u3b1t 
\u3b1L = 200 x 11,5 x 10-6 x 15 = 0,0345 mm. 
 
FORÇA DE MEDIÇÃO: Os instrumentos simples de medida envolvem o 
contato entre o instrumento e a peça, sendo que a força que promove este 
contato deve ser tal que não promova a deformação da peça ou do 
instrumento. 
 
FORMA DA PEÇA: 
 
FORMA DO CONTATO: Deve-se sempre buscar um contato entre a peça e 
o instrumento que gere uma linha ou um ponto. Ex: apalpador plano para 
 
 
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medir uma peça cilíndrica (obter uma linha); superfície plana usar um 
apalpador com contato esférico ( obter um ponto). 
 
PARALAXE: Quando os traços de uma escala principal e outra secundária, 
estiverem em planos diferentes, dependendo da direção de observação, 
pode-se obter valores de leitura diferentes, que implicam em erro. Assim, a 
observação da leitura de um instrumento deve ser feita sempre no melhor 
posicionamento perpendicular da vista. 
 
ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO INSTRUMENTO: Folgas provocadas por 
desgaste no instrumento poderão acarretar erros de consideração. Um 
programa de aferição e calibração periódica serão a garantia de uma 
medição confiável. 
 
HABILIDADE DO OPERADOR: A FALTA DE PRÁTICA OU 
DESCONHECIMENTO DO SISTEMA DE MEDIÇÃO. 
 
TIPOS DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO 
 
SÃO CLASSIFICADOS CONFORME O SEU PRINCÍPIO DE 
TRABALHO. 
UMA CARACTERÍSTICA IMPORTANTE DE UM INSTRUMENTO DE 
MEDIÇÃO É A MANEIRA DE APRESENTAR OS RESULTADOS, PODE 
SER NA FORMA DE UMA LEITURA OU RESOLUÇÃO. ESTA LEITURA OU 
RESOLUÇÃO É A RESULTANTE DE UM PROCESSO DE AMPLIAÇÃO DA 
MÍNIMA GRANDEZA APRESENTADA. 
 
NO PAQUÍMETRO E NO TRAÇADOR DE ALTURA UTILIZA-SE O \u201c 
NÔNIO\u201d PARA AMPLIAR A LEITURA. O MICRÔMETRO USA O PASSO DE 
UMA ROSCA E UM TAMBOR GRADUADO E OS RELÓGIOS POSSUEM 
MECANISMOS DE ENGRENAGEM E ALAVANCAS. 
 
PAQUÍMETRO 
 
NORMALMENTE SÃO FABRICADOS COM DOIS SISTEMAS DE 
LEITURA: MÉTRICO E POLEGADA. 
 É COMPOSTO DE UMA RÉGUA PRINCIPAL E UM NÔNIO. 
 A REGUA PRINCIPAL OU ESCALA PRINCIPAL CONTÉM TRAÇOS 
DE 1 MM E EM POLEGADAS 1/16\u201d OU 1/40\u201d. 
 NO NÔNIO A ESCALA PODE SER NO SISTEMA MÉTRICO E 
POLEGADA. A QUANTIDADE DE DIVISÕES (TRAÇOS) DO NÔNIO É QUE 
DEFINE A LEITURA DO INSTRUMENTOS. NO SISTEMA MÉTRICO 
NORMALMENTE POSSUEM 20 OU 50 TRAÇOS E NA POLEGADA 
POSSUEM 8 OU 25 TRAÇOS. 
 
 
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CARACTERÍSTICAS DO PAQUÍMETRO 
 
 A ESCALA PRINCIPAL E O NÔNIO ESTÃO NO MESMO PLANO, O 
QUE PROVOCA ERRO DE \u201cPARALAXE\u201d. 
 NO PAQUÍMETRO A RESOLUÇÃO É IGUAL A LEITURA. 
RESOLUÇÃO: É A MENOR ENTRADA QUE APLICADA A UM INSTRUMENTO RESULTA EM UMA SAÍDA 
VISÍVEL NA LEITURA. 
LEITURA: É A MENOR SUBDIVISÃO DE UMA GRANDEZA QUE O INSTRUMENTO PERMITE LER, SEM 
INTERPOLAÇÕES. 
 NÃO ESQUECER: A LEITURA DO INSTRUMENTO DEVE SER NO 
MÍNIMO IGUAL À DÉCIMA PARTE DO CAMPO DE TOLERÂNCIA DA 
PEÇA OU, NO PIOR DOS CASOS, IGUAL À QUINTA PARTE: 
LEITURA \u2264 IT/10 (caso ideal) 
LEITURA \u2264 IT/5 ( no pior dos casos). 
 
 LEITURA DO NÔNIO = LEITURA DO INSTRUMENTO = MENOR 
DIVISÃO DA ESCALA PRINCIPAL DIVIDIDA PELO NÚMERO DE TRAÇOS 
DO NÔNIO. 
EX. 1: NÔNIO EM [mm] COM 20 TRAÇOS. ESCALA PRINCIPAL = 1 
TRAÇO = 1 mm. 
Leitura do instrumento = 1/20 mm = 0,05 mm, OU SEJA, O 1º TRAÇO DO 
NÔNIO APÓS O ZERO. 
 
 
EX. 2: NÔNIO EM [mm] COM 50 TRAÇOS. ESCALA PRINCIPAL = 1 
TRAÇO = 1 mm. 
Leitura do instrumento = 1/50 mm = 0,02 mm. 
EX. 3: NÔNIO EM [inch] COM 8 TRAÇOS. ESCALA PRINCIPAL = 1 TRAÇO 
= 1 /16\u201d. 
Leitura do instrumento = 1/16 ÷ 8 = 1/128\u201d. 
EX. 3: NÔNIO EM [inch] COM 25 TRAÇOS. ESCALA PRINCIPAL = 1 
TRAÇO = 1 /40\u201d. 
Leitura do instrumento = 1/40 ÷ 25 = 0,001\u201d. 
EXERCÍCIOS: 
 
 A CAPACIDADE DE MEDIÇÃO É DE 150 À 300 mm OU MAIORES 
(especiais). EM FUNÇAO DA CAPACIDADE DE MEDIÇÃO E DA LEITURA 
OBTÉM-SE A PRECISÃO DO INSTRUMENTO. 
PRECISÃO = REPETIBILIDADE = VARIABILIDADE. 
NORMALIZADO PELA ABNT \u2013 EB \u2013 971/1979. 
 
CUIDADOS COM OS INTRUMENTOS: 
 
 
 
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 LIMPE \u2013 O ANTES DE USAR; VERIFIQUE O MOVIMENTO SUAVE 
DO CURSOR E SEM FOLGAS; POSICIONE CORRETAMENTE OS BICOS 
DE MEDIÇÃO NA PEÇA; EVITE O ERRO DE PARALAXE. O 
INSTRUMENTO NÃO É MARTELO, NEM TRAÇADOR. LIMPE \u2013 O ANTES 
DE GUARDAR, NÃO EXPONHA AO SOL, GUARDE EM LOCAL LIVRE DE 
POEIRA EM AMBIENTE DE BAIXA UMIDADE E COM BOA VENTILAÇÃO. 
 PARA GUARDAR O PAQUÍMETRO: DEIXE AS FACES 
LIGEIRAMENTE AFASTADAS DE 0,2 A 2 mm; NÃO DEIXE O CURSOR 
TRAVADO; USE A CAPA OU ESTOJO. 
 
TIPOS DE PAQUÍMETROS 
 
UNIVERSAL, COM METAL DURO NAS SUPERFÍCIES DE MEDIÇÃO, COM 
AJUSTE FINO, COM RELÓGIO DE LEITURA, PARA SERVIÇOS 
PESADOS, TIPO PASSA-NÃO-PASSA, COM LEITURA DIGITAL 
ELETRONICA, ENTRE OUTROS. 
 
TRAÇADORES DE ALTURA 
 
 PARECIDO COM O PAQUÍMETRO, SÓ QUE SOBRE UMA BASE 
HORIZONTAL. FATO ESTE QUE O FAZ PERDER FLEXIBILIDADE. 
 A RESOLUÇÃO É IGUAL A LEITURA, COMO NO PAQUÍMETRO. 
 COMPOSTO POR UMA BASE PLANA COM UMA COLUNA 
PERPENDICULAR GRADUADA (ESCALA PRINCIPAL) SOBRE A QUAL 
DESLIZA UM CURSOR PARA TRAÇAGEM OU MEDIÇÃO. O 
PERPENDICULARISMO É FUNDAMENTAL PARA O INSTRUMENTO. 
PRECISÃO E TOLERÂNCIA DEFINIDAS PELA NORMA ABNT-EB-
971/1979, DEPENDENDO DA LEITURA E CAPACIDADE DO 
INSTRUMENTO.. 
 PRECISÃO = 
-
+ (50 + 0,1.I1 ) µm. I 1 REPRESENTA O 
COMPRIMENTO MEDIDO DENTRO DA CAPACIDADE DE MEDIÇÃO EM 
[mm]. 
 
CUIDADOS COM OS INTRUMENTOS 
 
LIMPE \u2013 O ANTES DE USAR; VERIFIQUE O MOVIMENTO SUAVE 
DO CURSOR E SEM FOLGAS; POSICIONE A PONTA DE TRAÇAR (OU O 
RELÓGIO APALPADOR) PROCURANDO O MÍNIMO AFASTAMENTO 
POSSÍVEL DA COLUNA; AJUSTE O ZERO DA ESCALA DE REFERENCIA; 
EVITE O ERRO DE PARALAXE. AO UTILIZAR O AJUSTE FINO CUIDADO 
COM A PRESSÃO DA PONTA NA PEÇA, POIS PODE LEVANTAR A BASE 
E ATRAPALHAR A MEDIDA. NÃO DEIXE O INSTRUMENTO NAS 
BORDAS. LIMPE \u2013 O ANTES DE GUARDAR, PROTEJA A PONTA DE 
 
 
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