FARMACOLOGIA 01 - Introdução a Farmacologia - MED RESUMOS 2011
8 pág.

FARMACOLOGIA 01 - Introdução a Farmacologia - MED RESUMOS 2011


DisciplinaFarmacologia Médica Básica26 materiais564 seguidores
Pré-visualização5 páginas
processos quƒmicos e finalmente eliminada, sem que 
necess‡riamente seja obedecida essa hierarquia de eventos. 
A farmacologia estuda estes processos e a intera…„o dos 
f‡rmacos com o homem e com os animais, os quais se 
denominam:
\uf0b7 Absorção: Para chegar na circula…„o sanguƒnea o 
f‡rmaco deve passar por alguma barreira dada pela 
via de administra…„o, que pode ser: cut‚nea, 
subcut‚nea, respiratˆria, oral, retal, muscular. Ou 
pode ser inoculada diretamente na circula…„o pela via 
intravenosa, sendo que neste caso n„o ocorre 
absor…„o. 
Arlindo Ugulino Netto \u2013 FARMACOLOGIA \u2013 MEDICINA P3 \u2013 2008.2
3
\uf0b7 Distribuição: Uma vez na corrente sanguƒnea o f‡rmaco, por suas caracterƒsticas de tamanho e peso molecular, 
carga eltrica, pH, solubilidade, capacidade de uni„o a proteƒnas se distribui pelos distintos compartimentos 
corporais. 
\uf0b7 Metabolismo (Biotransformação): Muitos f‡rmacos s„o transformados no organismo por a…„o enzim‡tica. 
Essa transforma…„o pode consistir em degrada…„o (oxida…„o, redu…„o, hidrˆlise), ou em sƒntese de novas 
subst‚ncias como parte de uma nova molcula (conjuga…„o). O resultado do metabolismo pode ser a inativa…„o 
completa ou parcial dos efeitos do f‡rmaco ou seu aumento e ainda mudan…as nos efeitos dependendo da 
subst‚ncia sintetizada. Alguns fatores alteram a velocidade da biotransforma…„o, tais como, inibi…„o enzim‡tica, 
indu…„o enzim‡tica, toler‚ncia farmacolˆgica, idade, patologias, diferen…as de idade, sexo e espcie. A 
metaboliza…„o do f‡rmaco preocupa-se em identificar se o mesmo sofrer‡ ou n„o efeito de primeira passagem e 
se passa pelo ciclo entero-hep‡tico.
\uf0b7 Excreção: Finalmente, o f‡rmaco  eliminado do organismo por meio de algum ˆrg„o excretor. Os principais s„o 
rins e fƒgado, mas tambm s„o importantes a pele, as gl‚ndulas salivares e lacrimais. Ocorre tambm a 
excre…„o pelas fezes. 
FARMACODINÂMICA
A farmacodinâmica  a ‡rea da farmacologia que estuda o efeito de uma 
determinada droga (ou f‡rmaco, ou medicamento) em seu tecido-alvo, ou 
simplesmente estuda como uma droga age no tecido-alvo. Entende-se tecido-alvo 
como o org„o ou sƒtio onde uma determinada droga tem efeito. Como exemplo da
farmacodin‚mica de algumas drogas, temos:
\uf0fc Cocaƒna: a cocaƒna, apˆs sua administra…„o e a biotransforma…„o (
farmacocintica), atinge os sƒtios cerebrais onde h‡ a presen…a de 
Dopamina e Serotonina. A cocaƒna, ent„o, se liga Š bomba de recapta…„o
destes neurotransmissores aumentando sua quantidade na fenda 
sin‡ptica, agonizando-os. O aumento destas monoaminas, no sistema de 
recompensas do crebro, e em outras ‡reas onde h‡ Dopamina e 
Serotonina, s„o respons‡veis pelo prazer, o que  um fator para a 
depend€ncia desta droga e pelos efeitos euforizantes da cocaƒna.
\uf0fc Fluoxetina: a fluoxetina tem a farmacodin‚mica muito semelhante com a da cocaƒna, porm sem a a…„o no 
sistema dopaminrgico. A fluoxetina  um inibidor seletivo da recapta…„o da serotonina (ISRS), ou seja, ela se 
liga nas bombas de recapta…„o da serotonina, aumentando sua quantidade na fenda sin‡ptica.
\uf0fc IMAO: Os IMAO (inibidores da mono-amino-oxidase) s„o antidepressivos respons‡veis, tambm, pelo aumento 
de monoaminas (como a Serotonina e a Dopamina). Porm sua a…„o se d‡ na inibi…„o de uma enzima 
respons‡vel pela biotransforma…„o da dopamina e serotonina chamada mono-amino-oxidase, aumentando, 
assim, o n‰mero destas mono-aminas.
VIAS DE ADMINISTRA„…O
As vias de administra…„o tratam do mtodo pelo qual os f‡rmacos s„o introduzidos no organismo. Basicamente, 
para se optar entre uma via ou outra, leva-se em considera…„o o efeito do f‡rmaco: se  local ou sistêmico. A droga 
injetada em via sist€mica nunca apresentar‡ um trajeto ou destino definido, ou seja,  inevit‡vel que o f‡rmaco se 
distribua por todo o sistema (salvo no SNC em que h‡ a barreira hematoencef‡lica). Deve-se ressalvar que sˆ  
considerado via sist€mica quando o f‡rmaco alcan…a a artria aorta.
Qualquer por…„o que  depositada via o TGI,  classificada como enteral. Aquelas que s„o distribuƒdas ao 
organismo mas sem passar pelo TGI s„o classificadas como parenterais (\u201cparalelamente\u201d Š via enteral).
\uf0b7 Enteral: oral, sublingual e retal.
o Via oral: Como a administra…„o oral de medicamentos  segura, mais conveniente e menos dispendiosa, 
a maior parte das medica…†es  normalmente administrada por esta via. As medica…†es para 
administra…„o oral s„o disponƒveis em muitas formas: comprimidos, comprimidos de cobertura entrica, 
c‡psulas, xaropes, elixires, ˆleos, lƒquidos, suspens†es, pˆs e gr‚nulos. As medica…†es orais s„o 
algumas vezes prescritas em doses maiores que seus equivalentes parenterais, porque apˆs absor…„o 
atravs do trato gastrointestinal, elas s„o imediatamente metabolizadas no fƒgado antes de atingir a 
circula…„o sist€mica, diminuindo assim efeitos adversos. A administra…„o oral  contra-indicada em 
pacientes inconscientes, n‡useas e vmitos, bem como naqueles incapazes de engolir.
o Sub-lingual: Permite a reten…„o do f‡rmaco por tempo mais prolongado. Propicia absor…„o r‡pida de 
pequenas doses de alguns f‡rmacos, devido ao suprimento sanguƒneo e a pouca espessura da mucosa 
absortiva, permitindo a absor…„o direta na corrente sanguƒnea. O dinitrato de isossorbida (5mg)  uma 
medica…„o administrada via sublingual em casos de Crise de Angina do Peito, situa…„o de emerg€ncia 
que pode acometer alguns pacientes durante uma interven…„o odontolˆgica. As formas farmac€uticas 
s„o geralmente comprimidos que devem ser dissolvidos inteiramente pela saliva, n„o devendo ser 
deglutidos.
Arlindo Ugulino Netto \u2013 FARMACOLOGIA \u2013 MEDICINA P3 \u2013 2008.2
4
o Retal: É utilizada em pacientes que apresentam vômitos, estão inconscientes ou não sabem deglutir. As 
formas farmacêuticas empregadas são soluções, suspensões e supositórios. Suas maiores limitações de 
uso são: incômodo de administração, possibilidade de efeitos irritativos para a mucosa e absorção 
errática devido à pequena superfície absortiva e incerta retenção no reto.
\uf0b7 Parenteral Direta: Depositado no organismo de forma que não seja no TGI, mas por meio de uma injeção.
Subcutânea, Intra-muscular, Intra-venosa e Intra-tecal.
\uf0b7 Parenteral Indireta: Depositado no organismo de forma que não seja no TGI e sem o uso de injeções. Epitélios
e Inalação
OBS2: Biodisponibilidade. Consiste na fração da dose administrada que atinge a circulação sistêmica na sua forma 
ativa, estando disponível para ser distribuída e causar seus efeitos. Relaciona-se apenas com a proporção total de 
fármaco que alcança a circulação, desprezando a velocidade de absorção.
OBS3: Efeito de primeira passagem: Efeito sobre o fármaco, resultante de sua passagem pelo fígado antes de 
alcançar a via sistêmica, que pode inativá-lo. A depuração hepática (cleance hepático) acontece quando o fígado retira 
moléculas do fármaco, inativando-o, ou seja, o fármaco perde a capacidade de reconhecer seu sítio ativo.
VIA ENTERAL ORAL
Ocorre pouca absorção até que o fármaco chegue ao intestino delgado. Ácidos e 
bases fracos são bem absorvidos; ácidos e bases fortes são pouco absorvidos. Em outras 
palavras, fármacos com 3 < pK < 10 são melhor absorvidos no intestino.
Pode-se utilizar a via oral para se realizar um efeito local do fármaco (como 
fármacos utilizados via oral que combatem a ulcera gástrica, por exemplo) ou um efeito 
sistêmico (analgésicos e hipertensivos, por exemplo).
Por essa via, há 100% de possibilidade do fármaco sofrer efeito de primeira passagem. Cerca de 75 % de um 
fármaco são absorvidos em 1-3 h depois de utilizado essa via. Os fatores que influem nesse tempo:
\uf0fc Motilidade gastro-intestinal: quando elevada (acima da velocidade de contração fisiológica), diminui o tempo de 
contato dos fármacos com a parede do TGI, o que dificulta a absorção desses fármacos (ver