2014113_9518_CMA_Aula+05

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Reações Eutetóides e Peritéticas
Além do eutético, outros pontos invariantes envolvendo três fases diferentes são encontrados para alguns sistemas de ligas. Um desses pontos ocorre para o sistema Cu-Zn a 560°C e 74%p Zn \u2013 26%p Cu.
Com o resfriamento, uma fase sólida d se transforma em duas outras fases sólidas (g e \u3f5), de acordo com a reação:
Ela é chamada de reação eutetóide, e o ponto invariante (ponto E) e a linha de amarração a 560°C são conhecidos por eutetóide e isoterma eutetóide, respectivamente.
A característica que distingue um \u201ceutetóide\u201d de um \u201ceutético\u201d é o fato de que uma fase sólida, ao invés de um líquido, se transforma em duas outras fases sólidas em uma única temperatura.
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A reação peritética é ainda uma outra reação invariante que envolve três fases em equilíbrio. Com essa reação, mediante aquecimento, uma fase sólida se transforma em uma fase líquida e numa outra fase sólida.
Existe um peritético para o sistema Cu-Zn a 598°C e 78,6%p Zn \u2013 21,4%p Cu (ponto P); essa reação é a seguinte:
Reações Eutetóides e Peritéticas
Outro peritético é visto no diagrama completo do sistema Cu-Zn, em uma composição de aproximadamente 97%p Zn e 453°C, onde \u3b7, quando aquecida, se transforma nas fases \u3f5 e líquida.
Outros dois peritéticos são encontrados no sistema Cu-Zn, cujas reações envolvem as soluções sólidas intermediárias \u3b2 e g como as fases a baixa temperatura que se transformam mediante aquecimento.
 
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
O diagrama Fe\u2013C pode ser dividido em duas partes: uma porção rica em Fe e a outra (não mostrada) para composições localizadas entre 6,7 e 100%p C (grafite puro).
Para o estudo em questão, analisaremos somente o eixo das composições que se estende somente até 6,7%p C; nessa concentração se forma o composto intermediário carbeto de ferro, ou cementita (Fe3C), representado por uma linha vertical no diagrama de fases. 
Na prática, todos os aços e ferros fundidos possuem teores de carbono inferiores a 6,7%p C; portanto, consideramos somente o sistema ferro-carbeto de ferro.
Assim, 6,7%p C corresponde à 100%p Fe3C.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
O ferro puro, ao ser aquecido, experimenta duas alterações na sua estrutura cristalina antes de se fundir. À temperatura ambiente, a forma estável, conhecida por ferrita, ou ferro \u3b1, possui uma estrutura cristalina CCC.
A ferrita experimenta uma transformação polimórfica para austenita, com estrutura cristalina CFC, ou ferro g, à 912°C. 
Esta austenita persiste até 1349°C, temperatura em que a austenita CFC reverte novamente para uma fase com estrutura CCC, conhecida por ferrita d, a qual finalmente se funde em 1538°C.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
O carbono é uma impureza intersticial no ferro e forma uma solução sólida tanto com a ferrita \u3b1 como com a ferrita d, e também com a austenita, como está indicado pelos campos monofásicos \u3b1, d e g. 
Na ferrita \u3b1, com estrutura CCC, somente pequenas concentrações de carbono são solúveis; a solubilidade máxima é de 0,022%p C a 727°C. 
A solubilidade limitada por ser explicada pela forma e pelo tamanho das posições intersticiais nas estruturas CCC, que tornam difícil acomodar os átomos de carbono. 
Embora o carbono esteja presente em concentrações relativamente baixas, ele influencia de maneira significativa as propriedades mecânicas da ferrita. Esta é uma fase relativamente macia de densidade 7,88 g/cm³ e pode ser magnetizada.
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Ferrita \u3b1. 
Ampliação de 90x.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
A austenita, ou fase g do ferro, quando ligada somente com carbono, não é estável a uma temperatura inferior a 727°C.
A solubilidade máxima do carbono na austenita, 2,14%p C, ocorre a 1147°C. Essa solubilidade é aproximadamente 100 vezes maior do que o valor máximo para a ferrita com estrutura CCC, uma vez que as posições intersticiais na estrutura CFC são maiores.
A austenita é não-magnética.
A ferrita d é virtualmente a mesma que a ferrita \u3b1, exceto pela faixa de temperaturas em que cada uma existe.
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Austenita. 
Ampliação de 325x.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
A cementita (Fe3C) se forma quando o limite de solubilidade para o carbono na ferrita \u3b1 é excedido a temperaturas abaixo de 727°C (para composições dentro da região das fases \u3b1 + Fe3C).
O Fe3C também coexistirá com a fase g entre as temperaturas de 727°C e 1147°C.
Mecanicamente, a cementita é muito dura e frágil; a resistência de alguns aços é aumentada substancialmente pela sua presença.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
Existe um eutético para o sistema ferro-carbeto de ferro localizado a 4,3%p C e 1147°C; para essa reação eutética:
o líquido se solidifica para formar as fases austenita e cementita.
O resfriamento subsequente até a temperatura ambiente promoverá mudanças adicionais.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
Existem um ponto eutetóide para a composição de 0,76% C e a uma temperatura de 727°C. Essa reação eutetóide pode ser representada pela expressão:
ou, mediante resfriamento, a fase g, sólida, se transforma em ferro \u3b1 e em cementita.
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O Sistema Ferro - Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
As ligas ferrosas são aquelas nas quais o ferro é o composto principal, porém o carbono, assim como outros elementos de formação de liga, poderão estar presentes.
No esquema de classificação das ligas ferrosas e com base no teor de carbono, existem três tipos de ligas: ferro, aço e ferro fundido.
O ferro comercialmente puro contém menos do que 0,008%p C e, a partir do diagrama de fases, é composto à temperatura ambiente quase que exclusivamente pela fase ferrita.
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O Sistema Ferro Carbono 
Diagrama de Fases Ferro - Carbeto de Ferro (Fe \u2013 Fe3C)
As ligas ferro-carbono que contém entre 0,008 e 2,14%p C são classificadas como aços.
Na maioria dos aços, a microestrutura consiste tanto de fase \u3b1 como de fase Fe3C.
Com o resfiramento à temperatura ambiente, uma liga dentro dessa faixa de composições deve passar através de pelo menos uma porção do campo da fase g; subsequentemente, são produzidas microestruturas distintas.
Embora uma liga de aço pode conter até 2,14%p C, na prática, as concentrações de carbono raramente excedem 1%p C. 
Os ferros fundidos são classificados como ligas ferrosas que contêm entre 2,14 e 6,7%p C. Entretanto, os ferros fundidos comerciais contêm normalmente menos que 4,5%p C.
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Desenvolvimento das Microestruturas em Ligas Ferro - Carbono
Consideremos, por exemplo, uma liga de composição eutetóide (0,76%p C) à medida que ela é resfriada de uma temperatura dentro da região da fase g, digamos, a 800°C (ponto a e se movendo para baixo da linha vertical xx\u2019).
Inicialmente, a liga é totalmente composta pela fase austenita, tendo uma composição de 0,76%p C.
À medida que a liga é resfriada, não ocorrerão alterações até que a temperatura eutetóide (727°C) seja atingida. Ao cruzar essa temperatura e até o ponto b, a austenita se transforma de acordo com a equação
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Desenvolvimento das Microestruturas em Ligas Ferro - Carbono
A microestrutura para esse aço eutetóide que é lentamente resfriado através da temperatura eutetóide consiste em camadas alternadas ou lamelas compostas pelas duas fases (\u3b1 e Fe3C), que se formam simultaneamente durante a transformação. Nesse caso, a espessura relativa da camada é de aproximadamente 8 para 1.
Essa microestrutura (ponto b) é conhecida por perlita.
A perlita existe como grãos, frequentemente chamadas de \u201ccolônias\u201d; dentro de cada colônia,