LIVRO TRATADO DE ENFERMAGEM - NEONATAL
56 pág.

LIVRO TRATADO DE ENFERMAGEM - NEONATAL


DisciplinaSaúde da Mulher e Neonatologia106 materiais1.362 seguidores
Pré-visualização14 páginas
impulsivo para dependência 
química . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 399
Transtorno bipolar do humor . . . . . . . . . 401
Esquizofrenia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 403
Transtorno obsessivo-compulsivo . . . . . . 404
Transtornos alimentares . . . . . . . . . . . . . 405
Transtornos somatoformes . . . . . . . . . . . 407
Assistência de enfermagem na 
administração de drogas psicotrópicas . . 408
Emergência psiquiátrica . . . . . . . . . . . . . 412
Referências Bibliográficas . . . . 417
XI
Apresentação
A idéia deste livro surgiu do desejo de de-
senvolver uma obra ampla que abrangesse 
vários temas importantes para o aprendizado 
de Enfermagem e que reunisse profissionais 
enfermeiros envolvidos na área acadêmica a 
fim de suprir as necessidades de aprendizado 
de alunos e profissionais.
Para fins de organização e apresentação dos 
temas, este tratado foi estruturado em capí-
tulos, iniciando pela revisão de anatomia e 
fisiologia humanas, cujo texto faz uma abor-
dagem direta e objetiva no intuito de relem-
brar e destacar alguns pontos importantes do 
corpo humano e de seu funcionamento.
Os capítulos subseqüentes abordam cada 
sistema de forma detalhada, incluindo prin-
cipais doenças, sinais e sintomas, tratamento 
e assistência de enfermagem, destacando o 
processo de cuidar e incluindo estratégias e 
instrumentos necessários para desenvolvê-lo.
Algumas especialidades como pediatria, 
centro cirúrgico e saúde pública também 
foram abordadas por serem consideradas de 
fundamental importância para o amadureci-
mento profissional.
A administração e o cálculo de medicamen-
tos completam esta obra e trazem exercícios 
práticos e de grande utilidade nos estudos e 
no dia-a-dia profissional.
Este tratado reúne textos importantes 
voltados para a formação e para a educação 
continuada dos membros da equipe de en-
fermagem, esse conjunto articulado de forma 
organizada e aperfeiçoada tenta aproximar a 
ciência da prática e assim tornar o aprendiza-
do mais significativo.
A ciência é um meio indispensável para que 
os sonhos sejam realizados. Sem a ciência não 
se pode nem plantar nem cuidar do jardim...
Mas há algo que a ciência não pode fazer. Ela 
não é capaz de fazer os homens desejarem 
plantar jardins. Ela não tem o poder de fazer 
sonhar (ALVES, R. Entre a ciência e a sapiên­
cia: o dilema da educação. 7. ed. São Paulo: 
Loyola, 2002).
XIII
Introdução
A questão da formação do profissional de 
enfermagem dentro de uma prática embasa-
da na ciência em favor do cliente que busca 
cuidados de qualidade é a temática central em 
torno da qual gira este texto. Elaborar um livro 
que abordasse o maior número de assuntos e 
promovesse aos profissionais subsídios para a 
capacitação e para o aprimoramento profissio-
nal não foi uma tarefa fácil, buscou-se incluir 
assuntos importantes e fundamentais para a 
prática e embasados em teoria científica.
Por outro lado, abordar todos os temas rele-
vantes para a enfermagem foi se tornando um 
objetivo complexo e distante porque a cada 
passo dado percebia-se o quanto ainda era ne-
cessário caminhar. Dessa forma nos detivemos 
em alguns temas que considerávamos primor-
diais pois nossa finalidade principal é formar 
e, para nós, formar é muito mais do que pura-
mente treinar no desempenho de destrezas.
Formar é somar o conhecimento apresen-
tado à visão crítica e crescentemente curiosa 
do profissional que deve se entregar de uma 
forma verdadeira à sua capacitação profissio-
nal.
Não só o professor, mas também o profis-
sional têm a função de formador. Formar é 
vivenciar cenas do cotidiano, pois sabemos 
que a mais antiga forma de aprender é ob-
servar os fatos que ocorrem ao nosso redor, 
o que nos permite arquivar conhecimentos 
para as ações futuras. Estamos todos envolvi-
dos no processo de ensinar e aprender; somos 
responsáveis por tudo que nos circunda.
A linguagem prática e direta foi estabele-
cida para favorecer o aprendizado e o enten-
dimento dos assuntos abordados gerando, 
assim, aquisição de conhecimento de forma 
prazerosa e confortável.
Esta obra incorpora uma análise de saberes 
fundamentais à prática de enfermagem e aos 
quais esperamos que o leitor crítico acrescen-
te alguns que não puderam ser inseridos nes-
te dado momento.
Capítulo 6
Enfermagem em Neonatologia 
Angelina Maria Aparecida Alves
Débora Esteves
Inês Maria Meneses dos Santos
Leila Rangel da Silva
Maria Xavier de Souza
Capítulo 6 - Enfermagem em Neonatologia
355
Introdução
Em meados dos anos de 1970, o avanço 
da ciência aliado a tecnologia de exames e 
diagnósticos possibilitou a formação da espe-
cialidade pediatria. A neonatologia atende o 
recém-nascido (RN) nas 4 primeiras semanas 
de vida (28 dias de vida). Dentro das inova-
ções, a normatização da presença de médi-
co neonatologista na sala de parto contribui 
para reduzir muito as estatísticas de óbitos 
pós-parto, principalmente em caso de parto 
de risco.
O nascimento de um bebê é um momen-
to mágico para os pais e também para os 
profissionais que cuidam da mãe e do RN. 
Durante o nascimento, a situação do feto é 
influenciada por muitos fatores, principal-
mente analgesia e a anestesia obstétrica. Na 
sala de parto, ao receber o RN, o profissional 
que realiza o parto deve dobrar sua atenção 
para sinais de depressão e complicações res-
piratórias, especialmente ao RN de parto de 
risco. 
O enfermeiro ou o técnico de enfermagem 
que recebe o bebê das mãos do obstetra ou 
do enfermeiro obstetra deve ser hábil e saber 
identificar anormalidades. Em caso de sofri-
mento e se houver necessidade de reanima-
ção, deve fazê-la imediatamente.
Todo hospital com sala de parto deve ter 
uma equipe de reanimação capacitada e equi-
pamento apropriado disponível para prestar 
atendimento eficaz ao RN.
Conceitos
Nascido vivo: criança que apresenta bati-
mentos cardíacos, movimentos respiratórios 
e pulsações no cordão.
Óbito fetal: de acordo com a OMS é a 
morte de um produto da concepção antes da 
expulsão ou de sua retirada do corpo materno, 
independentemente da duração da gestação.
Natimorto: óbito fetal após a 28a semana 
de gestação.
Classificação do 
Recém-nascido
Conforme o Peso
\u2022	 RN	 pequeno	 para	 a	 idade	 gestacional	
(PIG): pesa menos de 2.500 g, abaixo do 
10o percentil ou 2 desvios-padrão abaixo 
da média, como resultado de crescimen-
to intra-uterino retardado (CIUR).
\u2022	 RN	com	peso	apropriado	para	a	idade	ges-
tacional (AIG): pesa entre 2.500 e 4.000 g.
\u2022	 RN	grande	para	a	idade	gestacional	(GIG):	
pesa mais de 4.000 g, está no 90o percentil 
ou 2 desvios-padrão acima da média.
Conforme a Idade 
Gestacional
\u2022	 RN	 pré-termo	 (RNPT):	 é	 o	 RN	 que	
pode ser viável e nasce até completar 37 
semanas e pode ser:
Tratado Prático de Enfermagem - volume 2
356
\u2013 RNPT limítrofe: entre 35 e 36 sema-
nas (está próximo de atingir o termo) 
muitas vezes não apresenta intercor-
rências e não necessita de cuidados 
especiais; ficará em alojamento con-
junto com sua mãe;
\u2013 RNPT moderado: entre 30 e 34 se-
manas;
\u2013 RNPT extremo: abaixo de 30 sema-
nas (apresenta grande imaturidade 
dos seus órgãos e necessita de cuida-
dos altamente especializados).
\u2022	 RN	 a	 termo:	 RN	 que	 nasce	 entre	 37	
semanas completas até 42 semanas. A 
criança nascida com essa idade gestacio-
nal possui características anatômicas e 
fisiológicas que permitem sua adaptação 
perfeita ao meio externo.
\u2022	 RN	pós-termo:	nascido	após	42	semanas	
de gestação pode ter sinais de perda de 
peso com insuficiência placentária.
Peso ao nascer: qualquer criança nasci-
da viva pesando
Neilton
Neilton fez um comentário
Incompleto
1 aprovações
Carregar mais