LIVRO TRATADO DE ENFERMAGEM - NEONATAL
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LIVRO TRATADO DE ENFERMAGEM - NEONATAL


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de parto, conforme proto-
colo do hospital e autorização médica, o RN 
deverá ser encaminhado para sala de reani-
mação para o atendimento de enfermagem. 
Devemos:
1. Garantir um ambiente seguro e prevenir 
acidentes ou infecção.
2. Identificar problemas atuais que possam 
requerer atenção imediata.
3. Transportar para sala de reanimação, sen-
do colocado em berço aquecido (32 °C) 
em discreto Trendelenburg (45°).
4. Colocá-lo com a cabeça voltada para 
quem vai dar os cuidados.
5. Aspirar VAS com sonda (n. 6 ou 8) pri-
meiro a boca, depois as narinas e o estôma-
go por último (se houver muito líquido).
6. Fazer oxigenação através de máscara: oxi-
gênio úmido (2 l/min).
7. Realizar credeização: caso não tenha sido 
feito em sala de parto.
8. A ligadura é feita com \u201cCord Clamp\u201d. 
Verifique o sangramento e faça anti-sep-
sia com álcool iodado ou álcool a 70%, 
envolvendo com gazes estéreis.
9. Preencher devidamente os impressos.
10. Depois da avaliação do neonatologista, 
encaminhá-lo ao berçário ou, em caso de 
complicações, encaminhá-lo à Unidade 
de Terapia Intensiva.
11. Pesar o RN.
Assistência de 
Enfermagem 
na Unidade 
de Internação 
Neonatológica
O RN vai se acomodando mediante um 
processo de adaptação. Experimenta altera-
ções físicas e estabiliza funções importantes 
para seu futuro. Técnicas de enfermagem ga-
Tabela 6.1 \u2013 Avaliação da vitalidade do recém-nascido (Apgar)
Sinais 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente Abaixo de 100 bpm Acima de 100 bpm
Esforços Ausente Choro fraco Respiração regular,
respiratórios choro forte
Tônus muscular Flácido Flexão das extremidades Movimentação ativa
Irritabilidade reflexa Ausente Careta Choro, espirro
Cor da pele Cianose ou palidez Corpo róseo, acrocianose Completamente róseo
Significado das notas obtidas na Avaliação de Apgar:
- 0 a 3: asfixia grave;
- 4 a 6: asfixia moderada;
- 7 a 10: boa vitalidade, boa adaptação à vida extra-uterina .
Tratado Prático de Enfermagem - volume 2
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rantem que esse processo decorra de forma 
adequada. Ao receber o RN, o técnico de en-
fermagem ou o enfermeiro deve:
1. Conferir os papéis com o RN.
2. Encaminhar para a sala apropriada.
3. Colocá-lo em berço aquecido sem rou-
pas.
4. Observar suas características (temperatu-
ra, coloração e respiração).
5. Administrar vitamina K (1 mg IM no 
vasto lateral da coxa), caso não tenha 
sido feito em sala de parto.
6. Pesar, medir estatura e perímetros (PC, 
PT, PA).
7. Fazer exame físico do bebê \u2013 exclusivo 
para enfermeiros.
8. Fazer a primeira limpeza \u2013 banho.
9. Iniciar a hidratação (SG a 5%), geral-
mente após 4 horas de nascimento ou 
conforme conduta; protocolo institu-
cional;
10. Fazer as devidas anotações (choro, elimi-
nações, respiração, sucção, deglutição).
11. Verificar temperatura e pulso.
12. Realizar exame corporal (clínico). O mé-
dico e o enfermeiro farão este exame de-
talhado entre 10 e 12 horas de vida, para 
não resfriar o bebê. Observam-se sinais 
vitais, coloração da pele, condições do 
coto umbilical, a presença de traumatis-
mo e malformações do coto e se há ou-
tras malformações etc.
13. Anotações: as anotações variam de acor-
do com os impressos de cada hospital. 
Os dados referentes à mãe e à criança 
deverão ser preenchidos antes da trans-
ferência.
Assistência de 
Enfermagem na UTI-Neo
1. Cumprir as normas e a hierarquia da 
UTI-Neo e do hospital.
2. Colaborar com o ensino e a pesquisa 
conforme as atribuições profissionais.
3. Cientificar atribuições, rotinas e escalas a 
ser cumpridas.
4. Prestar cuidado ao RN de acordo com a 
prescrição e checá-lo no prontuário.
5. Administrar medicamentos ou realizar 
procedimentos somente quando houver 
delegação do enfermeiro.
6. Comunicar ao enfermeiro alterações e si-
tuações de emergência.
7. Registros e passagem de plantões confor-
me rotina.
8. Zelar e cuidar dos equipamentos.
9. Dar atenção aos pais e fornecer somente 
informações autorizadas pelo enfermeiro.
10. Participar de cursos e reuniões de serviço.
Medidas 
Antropométricas
Peso
O peso é a medida mais importante para 
a avaliação do crescimento e estado nutricio-
nal. A criança está em constante processo de 
crescimento e sempre deve estar ganhando 
peso. A criança dobra o peso de nascimento 
até os 6 meses, triplica-o aos 12 meses e qua-
druplica-o entre 2 e 3 anos.
Capítulo 6 - Enfermagem em Neonatologia
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Técnica de pesagem
1. Lavar as mãos.
2. Despir a criança.
3. Colocar toalha de papel sobre a bandeja 
da balança ou sobre o assoalho, em caso 
de crianças maiores.
4. Colocar delicadamente a criança deitada 
ou sentada na cesta da balança; manter 
uma das mãos sobre seu corpo sem tocá-lo; 
em caso de crianças maiores, solicite que 
suba na balança e fique em seu centro.
5. Fazer a leitura do peso e registrar no 
prontuário.
6. Vestir a criança.
7. Lavar as mãos após o procedimento.
Altura
A altura é a medida fiel do crescimento 
muscular e esquelético da criança. É influen-
ciada pelas condições de nascimento e ges-
tação, hereditariedade, alimentação, doenças 
crônicas, mentais e hormonais e tende a ser 
constante, aproximadamente até os 18 anos. 
A alteração do posicionamento corporal da 
criança pode alterar o resultado.
Até os 2 anos, a criança é medida na po-
sição deitada, utilizando-se régua antropo-
métrica, que tem uma extremidade fixa no 
zero e um cursor. Após essa idade, a criança 
é medida na posição vertical, com régua tipo 
mural.
Figura 6.3 \u2013 Verificação do peso do RN.
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Técnica de mensuração
1. Lavar as mãos.
2. Despir a criança.
3. Colocá-la em decúbito dorsal, com as per-
nas estendidas e a cabeça em linha reta.
4. Colocar a régua com a parte fixa em con-
tato com a cabeça e mover a outra parte 
até a planta dos pés.
5. Manter os joelhos juntos e pressionados 
delicadamente para baixo, para que as per-
nas fiquem completamente estendidas.
6. Fazer a leitura do valor obtido.
7. Vestir a criança.
Figura 6.4 \u2013 Verificação da estatura do RN.
Perímetro Cefálico
O perímetro cefálico (PC) é a medida da 
circunferência do crânio. Esta aumenta ra-
pidamente no primeiro ano de vida, para se 
adaptar ao crescimento do cérebro. Quando 
o PC está muito abaixo ou muito acima do 
esperado, é indicativo da presença de alguma 
alteração, como microcefalia ou hidrocefalia, 
respectivamente. 
Capítulo 6 - Enfermagem em Neonatologia
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Técnica de mensuração
1. Lavar as mãos.
2 Posicionar a criança deitada no berço ou 
sentada no colo da mãe.
3. Colocar a fita métrica passando pelas par-
tes mais salientes da região frontal (acima 
das sobrancelhas) e occipital (a fita deve-
rá estar ligeiramente folgada).
4. Anotar o valor obtido em centímetros.
Tabela 6.2 \u2013 Valores normais de perímetro 
cefálico
Idade PC aproximado (cm)
Nascimento 35
3 meses 40,4
6 meses 43,4
9 meses 45,5
1 ano 46,6
1,5 ano 47,9
2 anos 48,9
3 anos 49,2
4 anos 50,4
5 anos 50,8
Fonte: Adaptado de Whaley, L . F .; Wong, D . L . . Enfermagem 
pediátrica. 2 . ed . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989 .
Figura 6.5 \u2013 Mensuração do perímetro cefálico do RN.
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Perímetro Abdominal
O perímetro abdominal (PA) é o valor 
da circunferência abdominal, conferindo 
parâmetros sobre o crescimento abdominal 
anormal. Não é medido rotineiramente, só 
no momento do nascimento e em situações 
especiais prescritas.
Técnica de mensuração
Mede-se o PA colocando-se a fita métri-
ca em volta do abdome, na altura da cicatriz 
umbilical.
Figura 6.6 \u2013 Mensuração do perímetro abdominal do RN.
Capítulo 6 - Enfermagem em Neonatologia
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Perímetro Torácico
O perímetro torácico (PT) é a medida
Neilton
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