Processo Penal  2.1  INQUÉRITO POLICIAL
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Processo Penal 2.1 INQUÉRITO POLICIAL


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ou não da denúncia.
 	(trata-se de função anômala do juiz.
 	(fiscaliza o princípio da obrigatoriedade da ação penal pública.
(PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL( o promotor que pediu o arquivamento não pode ser obrigado a propor a denúncia. Deve ser indicado outro promotor.
 	-obrigatoriedade do promotor indicado em propor a denúncia: o posicionamento majoritário entende que o promotor indicado deverá propor a denúncia. Nesse caso ele atuaria como longa manus do chefe do MP. 
 		(há quem defenda que mesmo nesse caso existiria violação do princípio da independência.
 		(na prática, a solução adotada pela instituição, para evitar discussões quanto ofensa ao princípio da independência funcional, é a figura do \u201cPROMOTOR DO ART. 28\u201d, nomeia-se um promotor que sempre atuará nesse caso.
(haveria obrigatoriedade, pelo promotor indicado, de pedir a condenação? Não, haverá obrigatoriedade, tão somente, para propositura da ação e para seu acompanhamento. 
( ARQUIVAMENTO E AÇÃO PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA
	-a AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA só tem cabimento no caso de inércia do membro do MP. No pedido de arquivamento não existe inércia do promotor, portanto, esse tipo de ação não terá cabimento nessa hipótese.
(ARQUIVAMENTO E AÇÃO PENAL PRIVADA
	-o arquivamento na ação penal privada ocorrerá em duas hipóteses:
 		a)transcurso do prazo decadencial previsto no art. 38 do CPP. [6 MESES]
 		b)pedido expresso do querelante 
 			(o pedido será considerado como renúncia e acarretará na extinção da punibilidade.
 	-natureza jurídica do arquivamento: DECISÃO ADMINISTRATIVA.
		(função anômala do juiz (fiscalização do princípio da obrigatoriedade).
(existe a discussão quanto à natureza jurídica da decisão que determina o arquivamento do inquérito policial. Como regra geral trata-se de uma decisão administrativa decorrente do acolhimento judicial do pedido do membro do MP. A atuação do judiciário seria anômala, visando preservar o princípio da obrigatoriedade da ação penal pública.
(no processo penal brasileiro o motivo do arquivamento do IP condiciona o PODER DECISÓRIO e a EFICÁCIA DO PROVIMENTO emanado do judiciário.
 	(MOTIVO DO ARQUIVAMENTO CONDICIONANDO O PODER DECISÓRIO
 		-o Min. Sepulveda Pertence afirmou que o STF somente poderia analisar o mérito do pedido de arquivamento, realizado pelo PGR, quando este tivesse sido realizado sob o fundamento de atipicidade da conduta ou de extinção de punibilidade. Na hipótese de pedido de arquivamento sob o fundamento de insuficiência probatória não haveria qualquer liberdade por parte do tribunal para esse tipo de apreciação, já que impossível a aplicação do art. 28 do CPP.\ufffd
 	(MOTIVO DO AQUIVAMENTO CONDICIONANDO A EFICÁCIA DO PROVIMENTO
 		-a depender do motivo que fundamente o arquivamento, a decisão terá ou não força de cosia julgada, ou seja, será ou não possível eventual reapreciação da situação. O arquivamento realizado sob o fundamento da extinção da punibilidade ou da atipicidade de conduta não permitirá o desarquivamento. [produção dos mesmos efeitos da coisa julgada]
A jurisprudência do STF (INQ nº 510/DF, Rel. Min. Celso de Mello, Plenário, unânime, DJ de 19.04.1991;e outros) diz que o pronunciamento de arquivamento, em regra, deve ser acolhido sem que se questione ou se entre no mérito da avaliação deduzida pelo titular da ação penal, exceto nas duas hipóteses em que a determinação judicial do arquivamento possa gerar coisa julgada material, a saber: prescrição da pretensão punitiva e atipicidade da conduta.
-apenas nas hipóteses de atipicidade da conduta e extinção da punibilidade poderá o Tribunal analisar o mérito das alegações trazidas pelo Procurador-Geral da República. Isso evidencia que, nas demais hipóteses, como nada mais resta ao Tribunal a não ser o arquivamento do inquérito, a manifestação do Procurador-Geral da República, uma vez emitida, já é definitiva no sentido do seu arquivamento. Inq 2164/DF inf. 439
(ARQUIVAMENTO E FORMAÇÃO DA COISA JULGADA
	-arquivamento faz coisa julgada? Depende:
		-fará coisa julgada material [quando o juiz se manifestar sobre o mérito]:
 			a)declaração de extinção da punibilidade;
 			b)reconhecer a atipicidade da conduta
		-fará coisa julgada formal \u2013 quando reconhecer a ausência de prova 
 			(julgamento tomado com base na cláusula rebus sic stantibus \u2013 se alterar o quadro probatório a decisão poderá ser alterada.
[STF - Inq 2.054;STJ \u2013 HC 64.564].
(Informativo 439 \u2013 STF
 	-no pedido de arquivamento pelo PGR, 3 situações devem ser observadas:
 		(a)pedido de arquivamento pela EXTINÇÃO DE PUNIBILIDADE;
 		(b)pedido de arquivamento pela ATIPICIDADE DE CONDUTA;
 		(c)pedido de arquivamento pela INEXISTÊNCIA DE LASTRO PROBATÓRIO.
	-na situação (c) o tribunal fica inviabilizado de analizar o pedido. A opinio delicti pertece ao PGR, não sendo possivel a aplicação do art. 28 do CPP.
		1)ARQUIVAMENTO PELA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
 			-STF pode analisar o mérito das alegações.
 			-decisão pelo arquivamento gera coisa julgada material.
		2)ARQUIVAMENTO PELA ATIPICIDADE DO FATO
 			-STF pode analisar o mérito das alegações.
			-decisão pelo arquivamento gera coisa julgada material.
		3)ARQUIVAMENTO POR FALTA DE PROVAS
 			-o convencimento pela reunião de fatos suficientes pertence ao promotor.
 			-decisão pelo arquivamento gera coisa julgada formal.
Inq 1604 STF 
Inquérito policial: arquivamento requerido pelo chefe do Ministério Público por falta de base empírica para a denúncia: IRRECUSABILIDADE.
1. No processo penal brasileiro, o motivo do pedido de arquivamento do inquérito policial condiciona o poder decisório do juiz, a quem couber determiná-lo, e a eficácia do provimento que exarar.
2. Se o pedido do Ministério Público se funda na extinção da punibilidade, há de o juiz proferir decisão a respeito, para declará-la ou para denegá-la, caso em que o julgado vinculará a acusação: há, então, julgamento definitivo.
3. Do mesmo modo, se o pedido de arquivamento - conforme a arguta distinção de Bento de Faria, acolhida por Frederico Marques -, traduz, na verdade, recusa de promover a ação penal, por entender que o fato, embora apurado, não constitui crime, há de o Juiz decidir a respeito e, se acolhe o fundamento do pedido, a decisão tem a mesma eficácia de coisa julgada da rejeição da denúncia por motivo idêntico (C.Pr.Pen., art. 43, I), impedindo denúncia posterior com base na imputação que se reputou não criminosa.
4. Diversamente ocorre se o arquivamento é requerido por falta de base empírica, no estado do inquérito, para o oferecimento da denúncia, de cuja suficiência é o Ministério Público o árbitro exclusivo.
5. Nessa hipótese, se o arquivamento é requerido por outro órgão do Ministério Público, o juiz, conforme o art. 28 C.Pr.Pen., pode submeter o caso ao chefe da instituição, o Procurador-Geral, que, no entanto, se insistir nele, fará o arquivamento irrecusável.
6. Por isso, se é o Procurador-Geral mesmo que requer o arquivamento - como é atribuição sua nas hipóteses de competência originária do Supremo Tribunal - a esse não restará alternativa que não o seu deferimento, por decisão de efeitos rebus sic stantibus, que apenas impede, sem provas novas, o oferecimento da denúncia (C.Pr.Pen., art. 18; Súmula 524).
7. O mesmo é de concluir, se - qual sucede no caso -, o Procurador-Geral, subscrevendo-o, aprova de antemão o pedido de arquivamento apresentado por outro órgão do Ministério Público." (INQ 1604, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 13.12.02)
(ratificando esse posicionamento pode ser citado o seguinte julgamento (HC 94982/SP) ( Teve início ação por violação de direito autoral (art. 184, § 2º, CP), logo em seguida, pelo mesmo fato, teve início inquérito para apurar o crime previsto no art. 189, Lei 9.279/96 (crime contra a marca \u2013 ação penal privada). Nesse segundo caso, reconhecida a decadência, o membro do MP solicitou o arquivamento do IP