PONTO PROCESSUAL PENAL –PONTO 06
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PONTO PROCESSUAL PENAL –PONTO 06


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a sua progressão, no que tange ao restante do cumprimento da reprimenda.
2. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça entende que, na esteira da Súmula Vinculante nº 9/STF, a falta grave homologada tem por efeito a perda dos dias remidos, sendo que a Lei nº 12.433/11, limitou a detração ao patamar máximo de 1/3 (um terço) do seu total.
3. Embargos de declaração acolhidos, com efeitos infringentes, para conceder, parcialmente, determinando que a perda dos dias remidos se limite ao máximo de 1/3 (um terço) do total.
(STJ - EDcl no HC 202.912/MS, Rel. Ministro ADILSON VIEIRA MACABU (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RJ), QUINTA TURMA, julgado em 26/06/2012, DJe 09/08/2012)
É possível começar a remição na execução provisória, nos termos das súmulas 716 e 717, do STF, que admitem a execução provisória com todos os seus incidentes, EXEMPLO: progressão no regime.
Quem cumpre medida de segurança não tem direito à remição porque medida de segurança não é pena, mas sim medida curativa. A remição é instituto de quem cumpre pena em regime fechado ou semi-aberto.
Declarar ou atestar falsamente prestação de serviço para fim de instruir pedido de remição pratica o crime de FALSIDADE IDEOLÓGICA.
O período de remição será computado para fins de concessão de LIVRAMENTO CONDICIONAL e INDULTO, nos termos do artigo 128, mas será considerado para fins de todos os benefícios de execução penal, Exemplo: progressão
RECURSO DE AGRAVO
Antes da LEP, os incidentes da execução penal desafiavam recurso em sentido estrito. 
Artigo 197. Das decisões proferidas pelo juiz caberá recurso de agravo, sem efeito suspensivo.
Segundo explicam Ada, Magalhães e Scarance, a LEP trouxe a este recurso o nome de agravo porque na época em que foi elaborada, existia uma tendência de unificação dos recursos processuais penais e processuais civis. Problema: até hoje os recursos não estão unificados.
Esse recurso deve seguir o procedimento recurso em sentido estrito (05 dias), nos termos da súm. 700 STF.
SÚMULA Nº 700: É de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal.
Exceção: há um caso em que o agravo em execução tem efeito suspensivo: decisão do juiz que determina a desinternação ou liberação de medida de segurança, o que se extrai de interpretação do artigo 179: o juiz pode até liberar, mas o juiz deve esperar o trânsito em julgado.
Efeitos:
EFEITO DEVOLUTIVO
EFEITO REGRESSIVO
EM REGRA NÃO TEM O EFEITO SUSPENSIVO, exceto no caso do artigo 179, LEP. Para garantir o efeito suspensivo para o agravo, pode-se impetrar um MS pleiteando o efeito suspensivo que o agravo não tem.
REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO (RDD)
Foi instaurado pela Lei 10.792/03, acrescentando o inciso V no artigo 53 da Lei de Execução Penal. 
Trata-se de uma nova espécie de sanção disciplinar. É a maneira mais drástica de punir e prevenir comportamentos indesejados entre os habitantes do sistema prisional.
A esse regime diferenciado serão encaminhados os presos que praticarem fato previsto como crime doloso (note-se: fato previsto como crime e não crime, pois se esta fosse a previsão dever-se-ia aguardar o julgamento definitivo do Poder Judiciário, em razão da presunção de inocência, o que inviabilizaria a rapidez e a segurança que o regime exige) considerado falta grave, desde que ocasione a subversão da ordem ou disciplina internas, sem prejuízo da sanção penal cabível.
O regime é válido tanto para condenados como para presos provisórios.
Há doutrinador que diz que o RDD é inconstitucional (Roberto Delmanto) por ser pena cruel, desumana e degradante.
Os tribunais e a doutrina (Nucci) têm declarado constitucional o RDD, mormente se observada a necessidade de combate eficaz ao crime organizado, dentro e fora dos presídios. Para LFG, o RDD é o regime FECHADÍSSIMO.
Características (artigo 52):
duração máxima: 360 dias (até esse prazo), contado de acordo como artigo 10 do CP é PRAZO PENAL, sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave da mesma espécie, até o limite de 1/6 da pena APLICADA; 
não existe limite de número de internações, o habitante prisional poderá ser punido por quantas vezes ocorrem os motivos que ensejarem a aplicação do RDD;
recolhimento em cela individual, com acompanhamento psicológico; o que não significa cela insalubre, escura e inabitável;
visitas semanais de duas horas de duração, de 02 pessoas sem contar as crianças;
o preso poderá sair da cela para 02 horas diárias para banho de sol;
Hipóteses autorizadoras:
artigo 52, caput, REQUISITOS CUMULATIVOS: i. prática de fato previsto como crime doloso; ii. seja falta grave; iii. fato ocasione subversão da ordem ou disciplina internas. Punindo o PRESO PROVISÓRIO e o PRESO DEFINITIVO; e se o crime for PRETERDOLOSO cabe? SIM, é caso de crime doloso; o STJ entende que as agravantes não se aplicam no PRETERDOLO; THALES: acha que não se aplica. No crime tentado também é possível. É aplicável somente a quem cumpre pena em estabelecimento prisional não abrange o que cumpre pena restritiva de direito ou ao preso que praticou o crime na saída permitida não dará ensejo ao RDD, o crime deve ser cometido dentro do presídio. A internação no RDD não afasta a condenação por crime doloso;
artigo 52, § 1o. PRESOS DE ALTO RISCO: presos provisórios ou condenados, nacionais ou estrangeiros, que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade;
artigo 52, § 2o. FUNDADAS SUSPEITAS: de envolvimento ou participação, a qualquer título, em organizações criminosas, quadrilha ou bando do preso provisório ou condenado. ROGÉRIO: deve existir prova.
Judicialização: somente o juiz pode aplicar essa sanção disciplinar (RDD); o diretor do estabelecimento prisional não pode fazê-lo, nos termos do artigo 54, LEP. Somente por PRÉVIO e FUNDAMENTADO DESPACHO (DECISÃO) DO JUIZ competente. O juiz só pode fazer mediante PROVOCAÇÃO, não pode fazer de ofício (artigo 54, § 1o.), mediante requerimento administrativo do:
diretor do presídio ou
outra autoridade administrativa (secretário de segurança pública, secretário para assuntos penitenciários e outros): não está contemplando o MP, mas poderá requerer com o fundamento no artigo 68, II, a (cabe ao MP requerer todas as providências necessárias ou desenvolvimento do processo executivo).
Destaco que, com a edição da Lei 12.694, de 24 de julho de 2012, que dispõe sobre o processo e o julgamento colegiado em primeiro grau de jurisdição de crimes praticados por organizações criminosas, o juiz poderá decidir pela formação de colegiado para a prática de qualquer ato processual, notadamente inclusão do preso no regime disciplinar diferenciado (art. 1, VII e §1º).
Nos termos do § 2o., do artigo 54, a decisão que determina a internação no RDD deve obedecer aos princípios da ampla defesa e do contraditório. Se for o MP que requerer, já está incluída a sua manifestação.
O princípio da individualização da pena está respeitado no RDD porque o juiz deve fazer mediante a individualização de cada preso, nos termos do artigo 57, LEP. Não existe RDD coletivo.
É possível determinar um RDD preventivo, antes da realização do contraditório, nos termos do artigo 60, 2a parte. 
Somente o juiz pode colocar no RDD preventivo a pedido da autoridade administrativa, do diretor do presídio e do MP. Enquanto o juiz não decide, a autoridade pode utilizar-se da 1a. parte do artigo 60: ISOLAMENTO PREVENTIVO pelo prazo de 10 dias.
O tempo de RDD preventivo será computado no tempo de RDD definitivo, nos termos do parágrafo único do artigo 60, é caso de DETRAÇÃO.
LIVRAMENTO CONDICIONAL
CONCEITO
É um incidente de execução penal. É uma liberdade antecipada mediante certas condições, que cumpridas extinguem a pena privativa de liberdade. É um benefício cabível a preso que cumpriu parcela da pena.
DIFERENÇAS SURSIS E LIVRAMENTO CONDICIONAL
	
	SURSIS
	LIVRAMENTO