DIREITO PROCESSUAL PENAL – PONTO 5
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DIREITO PROCESSUAL PENAL – PONTO 5


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o mérito do mandamus.
(RMS 31.362/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 17/08/2010, DJe 16/09/2010)
Local do crime: É o da sede ou agência, desde que lá tenham sido praticados os atos de gestão, as transações, empréstimos e demais verbos do tipo.
(...) 3. Os eventuais crimes previstos nos arts. 4º, 6º e 10 da Lei 7.492/86 consumam-se onde articuladas as possíveis operações fraudulentas praticadas nas Bolsas de Valores, independentemente do local onde as transações são realizadas, consoante o art. 70 do CPP. 4. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo Federal da 6ª Vara Criminal Especializada em Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e Lavagem de Valores da Seção Judiciária do Estado de São Paulo, o suscitante. CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 91.162 - SP (2007/0254165-2)
Segredo de justiça: nos processos em que houver quebra de sigilos, apenas as partes e seus procuradores terão acesso.
Arquivamento do processo administrativo: Não vincula o juízo criminal
HOMICÍDIO E LESÃO CORPORAL CULPOSOS;
Procedimentos nos crimes de Homicídio e lesão corporal CULPOSOS \u2013 Os referidos crimes não se submetem ao procedimento do Tribunal do Júri, processando-se pelo rito comum sumário (< 4 anos) ou ordinário (nas formas qualificadas), quando a pena cominada não for superior a 02 anos (lesão corporal culposa), aplica-se o procedimento do juizado especial criminal. 
O art. 88 da Lei n° 9099/95 passou a exigir a representação do ofendido para a procedibilidade do crime de lesão corporal culposa e de lesão corporal leve.
O homicídio culposo (que possui pena cominada de 1 a 3 anos de detenção) embora não se qualifique como crime de menor potencial ofensivo, pode beneficiar o acusado da suspensão condicional do processo na hipótese do art. 89 da Lei n° 9.099/95, desde que atendidos os requisitos lá previstos.
Nos crimes de trânsito, deve-se atentar para o impedimento à aplicação da transação penal nos seguintes casos:
Art. 291. Aos crimes cometidos na direção de veículos automotores, previstos neste Código, aplicam-se as normas gerais do Código Penal e do Código de Processo Penal, se este Capítulo não dispuser de modo diverso, bem como a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, no que couber.
 § 1o Aplica-se aos crimes de trânsito de lesão corporal culposa o disposto nos arts. 74, 76 e 88 da Lei no 9.099, de 26 de setembro de 1995, exceto se o agente estiver: (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.705, de 2008)
 I - sob a influência de álcool ou qualquer outra substância psicoativa que determine dependência; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
 II - participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente; (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
 III - transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 50 km/h (cinqüenta quilômetros por hora). (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)
No CTB, observar, ainda, as seguintes especificidades:
Art. 294. Em qualquer fase da investigação ou da ação penal, havendo necessidade para a garantia da ordem pública, poderá o juiz, como medida cautelar, de ofício, ou a requerimento do Ministério Público ou ainda mediante representação da autoridade policial, decretar, em decisão motivada, a suspensão da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor, ou a proibição de sua obtenção.
Art. 301. Ao condutor de veículo, nos casos de acidentes de trânsito de que resulte vítima, não se imporá a prisão em flagrante, nem se exigirá fiança, se prestar pronto e integral socorro àquela.
Crimes contra a honra: somente para crimes de ação penal privada, ou seja, não abrange os crimes contra a honra do Presidente da República e de funcionário público no exercício da função, além da injúria real.
Ajuizamento a ação penal e audiência de conciliação: a ausência de designação de audiência de conciliação constitui nulidade absoluta, pois tal solenidade é condição de precedibilidade da ação penal.
Recebimento da queixa-crime, citação e resposta à acusação.
Exceção da verdade: no mesmo momento em que apresentar resposta, poderá o querelado, em petição distinta, apresentar exceção da verdade (relativa ao crime de calúnia) ou exceção da notoriedade do fato (pertinente ao crime de difamação praticado contra funcionário público no exercício da função). Não se admite exceção da verdade ou da notoriedade do fato nos crimes de injúria, pois aqui é ferida a honra subjetiva da pessoa. Oferecida a exceção, o magistrado suspenderá o curso do processo, intimando o autor da ação penal para apresentar contestação no prazo de 2 dias.
Prosseguimento segundo o rito ordinário.
Questão: Cabe recurso da decisão que inadmite a exceção da verdade? Não. É irrecorrível, cabendo ao querelado, caso condenado, insurgir-se em preliminar de eventual apelação. Há posição contrária, admitindo a apelação.
Atos processuais: lugar, forma de realização, prazos e sanções.
Atos processuais: a vontade encontra-se presente. Fatos processuais: a constituição, modificação ou extinção de direitos decorrem de eventos nos quais não intervém a vontade. Classificação dos atos (Pacelli): 1) Postulatórios: requerimentos feitos pelas partes, em especial o autor; a defesa, a rigor, não postula, e sim contesta e refuta as imputações e alegações feitas na denúncia ou queixa; 2) Instrutórios: toda a atividade probatória desenvolvida pelas partes; 3) Decisórios: privativos do juiz, praticados após fase instrutória, de regra. Mas podem ser praticados na fase pré-processual e mesmo antes do início da fase instrutória (absolvição sumária). Para Pacelli e Fischer, o princípio tempus regit actum é aplicável no processo penal; todos os atos processuais realizados segundo as regras processuais vigentes durante sua validez e aplicabilidade devem permanecer hígidos. Vale também para jurisprudência \u2013 a mudança de entendimento sobre como deveria ser praticado um ato não pode retroagir. No processo penal, os atos processuais são públicos (exceto quando a intimidade ou o interesse social exigirem \u2013 CR 5º, LX ou quando possam colocar em risco a ordem \u2013 CPP 792), podendo ser realizados a qualquer tempo e hora, desde que previamente intimadas as partes, independentemente de férias ou feriados, à exceção das sessões de julgamento, cujo início não será designado para estas datas, podendo, porém, continuar as sessões iniciadas em dia útil (CPP 797). Local de realização: sede do juízo (CPP 792); o §2º ressalva a possibilidade de realização em outro lugar, em caso de necessidade (oitiva de testemunha doente). Atos processuais via videoconferência. Matéria de competência legislativa da União (STF HC 90900); vide Lei 11900/09. Pacelli e Fischer: a previsão não mitiga a ampla defesa; a única diferença é que o acusado não estará fisicamente diante do juiz, mas será a ele garantido atuar como se presente estivesse. Entendimento diverso incorre em maximização de valorização da forma. Lei 9800/99 (prática de atos processuais que dependam de petição escrita via fax): aplicável no processo penal (Pacelli); também meios similares, como transmissões eletrônicas via computador. Prazo: o intervalo de tempo estabelecido em lei ou pelo juiz (quando silente aquela) para prática de um ato processual, compreendido entre termos inicial e final. Segundo o CPP 798, todos são contínuos e peremptórios, salvo exceção legal. O prazo não corre em cartório, apesar da literalidade do CPP; defesa ampla e igualdade não podem realizar-se sem consulta direta aos autos do processo, pelo tempo efetivo e integral do prazo. É direito do advogado retirar os autos (Lei 8906/94, art. 7º, XV). Quando houver pluralidade de acusados e defensores, cada qual gozará, individualmente, do mesmo prazo reservado à acusação. Os prazos começam a correr, salvo ressalvas expressas, da