Aula 20 - Metabolismo do RNA (transcriç¦o)
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Aula 20 - Metabolismo do RNA (transcriç¦o)


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propriamente dita. A subunidade \u3c3 participa, assim, do reconhecimento do promotor, da formação do complexo fechado e da formação do complexo aberto, mas não participa da elongação da transcrição. Quando molécula de RNA estiver, de fato, sendo gerada, a subunidade \u3c3 já terá deixado a estrutura da holoenzima para, sendo o núcleo da RNA polimerase o responsável pela elongação. 
	2 \u2013 Elongação
	O processo de elongação catalisado pela RNA polimerase é muito parecido com o processo de elongação catalisado pela DNA polimerase: o núcleo da RNA polimerase vai ligar o fosfato 5\u2019 no OH 3\u2019. Com isso, a fita de RNA vai aumentar no sentido 5\u2019 \u2013 3\u2019. Não se sabe se a RNA polimerase possui atividade revisora, mas sabe-se que a RNA polimerase é capaz de corrigir nucleotídeos colocados na seqüência de uma maneira errada.
	3- Terminação
	Também é guiada por uma seqüência de nucleotídeos específica no DNA. Existem dois modos de fazer a terminação da transcrição do RNA: \u3c1-independente e \u3c1-dependente. No modo \u3c1-independente, acontece o aparecimento de uma seqüência no DNA rica em determinadas bases, como adenina por exemplo. Essas bases permitem que ocorra a formação de um loop no RNA que está sendo transcrito. Esse loop vai alterar a estrutura do complexo RNA \u2013 RNA polimerase \u2013 DNA, fazendo com que a RNA polimerase se solte do DNA e do RNA que está sendo sintetizado. Com isso, a transcrição foi feita (terminada). A terminação baseada na proteína \u3c1 (\u3c1-dependente) é diferente. Muitas vezes, enquanto a RNA polimerase vai transcrevendo o RNA, esse RNA já vai sendo traduzido por cromossomos dentro da célula. A proteína \u3c1 é capaz de ligar em sítios do RNA onde não há ribossomos traduzindo. Quando a proteína \u3c1 se liga nessa seqüência não-codificadora do RNA, chamada de RNA blue, ela se enrola nesse RNA e desloca esse RNA que está sendo transcrito pela RNA polimerase para fora da enzima, soltando-o desta e soltando a RNA polimerase do DNA também. 
	 
TRANSCRIÇÃO EM EUCARIOTOS
	Assim como a transcrição nos procariotos, a transcrição nos eucariotos também tem iniciação, elongação e terminação. A enzima responsável pela transcrição é, também, uma RNA polimerase, com várias características em comum com a RNA polimerase de procariotos. Porém, a RNA polimerase de eucariotos precisa de auxílio de outras proteínas (fatores de transcrição) que a RNA polimerase de procariotos não precisa. Outra diferença entre procariotos e eucariotos é a estrutura dos genes. Os genes eucarióticos também têm regiões promotoras, regiões de transcrição, regiões terminadoras e regiões nas extremidades que não codificam para proteínas. Porém, nas regiões codificadoras de proteínas, os eucariotos têm íntrons e éxons e a RNA polimerase de eucariotos não possui subunidades \u3c3 para reconhecimento da zona promotora dos genes!
	Substituindo a região central do gene dos procariotos que codifica para proteínas, os genes dos eucariotos possuem íntrons e éxons. Quando o gene procariótico é transcrito, a molécula de RNA gerada nessa transcrição já é considerada o RNA mensageiro, ou seja, produto final. Entretanto, em genes eucarióticos, a primeira molécula de RNA transcrita não é o produto final (RNA mensageiro), mas sim uma molécula de RNA transcrito-primário. Para que o RNA transcrito-primário seja transformado em RNA mensageiro, ele deve passar por um processo chamado de processamento do RNA. Durante o processamento do RNA, haverá revestimento da ponta 5\u2019, adenilação da ponta 3\u2019 e remoção dos íntrons. 
	Em eucariotos, são encontradas três RNA polimerase principais: a RNA polimerase I, envolvida na síntese de RNA ribossomal, a RNA polimerase II, envolvida na síntese de RNA mensageiro (transcrito-primário) e a RNA polimerase III, envolvida na síntese do RNA transportador e de RNAs ribossomais especiais. Essas RNA polimerase vão reconhecer promotores de genes da mesma forma, porém, a RNA polimerase de eucariotos necessita da presença de diversas proteínas acessórias. Essa característica é válida para todas as RNA polimerase supracitadas (I, II e III). Essas proteínas acessórias podem ser os fatores de transcrição. Os fatores de transcrição para a RNA polimerase I são os TF-I e os fatores de transcrição para a RNA polimerase III são os TF-III.
	A RNA polimerase de eucariotos mais estudada é a RNA polimerase II, pois ela é a responsável pela formação do transcrito primário. Conforme já dito, para funcionamento dessa proteína há necessidade de fatores de transcrição, os TF-II. Sem a presença dos TF-II, a RNA polimerase II não consegue se ligar ao DNA, não consegue formar o complexo fechado e não há formação do complexo aberto e transcrição do RNA. 
	O processo de transcrição catalisado pela RNA polimerase II começa pela proteína TDP. Logo depois dela vem a TFB. Ambas se ligam no DNA. Após essa ligação, a proteína TF-IIf traz consigo a RNA polimerase II para o sistema. Depois disso, ligam-se ao sistema TF-IIe e TF-IIh, formando o complexo fechado. Depois da formação do complexo aberto, a elongação só será possível se a RNA polimerase II for fosforilada. A fosforilação dessa enzima na porção C terminal vai fazer com que ocorra a liberação do complexo de elongação. Resumidamente: saem o TF-IIe e o TF-IIh e entram no complexo os fatores de elongação. Esses fatores de elongação, juntamente com o a RNA polimerase-II vão fazer com que haja início o processo de elongação. Quando ocorre a terminação do RNA transcrito-primário, ocorre também a desfosforilação da RNA polimerase-II. A desfosforilação dessa enzima vai fazer com que ela se solte do DNA e libere o transcrito primário. 
PROCESSAMENTO DO RNA EM EUCARIOTOS
PROCESSAMENTO DE RNA NÃO CAI NA PROVA! SÓ DESCOBRI DEPOIS DE OUVIR O ÁUDIO INTEIRO! -.-
Durante o processamento do RNA, a ponta 5\u2019 vai receber um revestimento chamado de cap e a ponta 3\u2019 vai receber uma cauda adenilada poli A (AAA)n. Depois, por uma série de processos, o RNA vai perder seus íntrons e, somente com os éxons e a cauda poli A, o RNA tornar-se-á maduro. A poliadenilação na ponta 3\u2019 e o cap na ponta 3\u2019 acontece para estabilização do RNA mensageiro, protegendo-o de degradação e tornando-o muito mais estável que o RNA dos procariotos, visto que a molécula de RNA em si, sem nenhum processamento, é muito instável. Além disso, o cap e a cauda poli A estão relacionados com o reconhecimento correto do RNA no momento da tradução e também estão relacionados com processos de regulação da expressão gênica. 
POLIADENILAÇÃO DA EXTREMIDADE 3\u2019
	A cauda poli A fica na porção 3\u2019 da molécula de RNA mensageiro. Além da importância fisiológica, essa cauda permite aos pesquisadores uma fácil separação do RNA mensageiro dos demais tipos de RNA, visto que a cauda poli A permite a ligação do RNA numa coluna T (que liga caudas poli A), separando o RNA mensageiro do transcrito-primário e do RNA ribossomal. 
A cauda poli A é colocada no RNA por uma enzima chamada de poliadenilato polimerase, que vai gastar ATP para realizar sua função. A enzima endonuclease vai se ligar em porções AAU e AAA do RNA e vai retirar porções de RNA que foram sintetizadas a mais pela RNA polimerase. 
REVESTIMENTO CAP DA EXTREMIDADE 5\u2019
O revestimento cap é uma base invertida do tipo metil-guanosina colocada na ponta 5\u2019 do RNA, que vai proteger essa ponta. Além disso, pode ocorrer uma metilação das bases próximas ao cap. Um complexo enzimático é quem coloca a cap metil-guanosina na ponta 5\u2019. Trata-se de um processo, como já dito, que deixa a molécula de RNA mais estável. 
Os processos de formação de cap, poliadenilação da cauda, retirada do RNA extra e, posteriormente, retirada dos íntrons, são esquematizados na figura abaixo:
RETIRADA DOS ÍNTRONS
A retirada dos íntrons vai completar o processamento do RNA. O processamento de íntrons pode ser dividido em vários tipos. Em cada um desses tipos podem ser utilizadas, para retirar os íntrons, somente moléculas de RNA ou moléculas de RNA com proteínas acessórias. No processamento