Obriga├º├Áes divis├¡veis e indivis├¡veis

Obriga├º├Áes divis├¡veis e indivis├¡veis


DisciplinaTeoria Geral das Obrigações359 materiais7.948 seguidores
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Obrigações divisíveis e indivisíveis
Prof. Ms. 
Rosane Felhauer
UniRitter
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Obrigações divisíveis e indivisíveis
As obrigações divisíveis e indivisíveis são denominadas de compostas pela multiplicidade de SUJEITOS. 
Só interessa essa classificação quando há multiplicidade de credores ou de devedores, ou ainda de ambos.
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Havendo um só credor e um só devedor, a obrigação é indivisível, ou seja, a prestação deve ser cumprida por inteiro, seja divisível ou indivisível o seu objeto.
Art. 314: Ainda que a obrigação tenha por objeto prestação divisível, não pode o credor ser obrigado a receber, nem o devedor a pagar, por partes, se assim não se ajustou.
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Conceito de obrigação divisível
	\u201cA obrigação divisível é aquela cuja prestação é suscetível de cumprimento parcial, sem prejuízo de sua substância e de seu valor.\u201d
				Maria Helena Diniz
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Conceito de obrigação indivisível
\u201cA obrigação indivisível é aquela cuja prestação só pode ser cumprida por inteiro, não comportando sua cisão em várias obrigações parceladas distintas, pois, uma vez cumprida parcialmente a prestação, o credor não obtém nenhuma utilidade, ou obtém a que não representa a parte exata da que resultaria do adimplemento integral.\u201d
			Maria Helena Diniz
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Art. 258: \u201c A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.\u201d 
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Obrigação divisível é aquela cujo objeto pode ser dividido entre os sujeitos, o que não ocorre com as indivisíveis.
Na verdade, a obrigação é divisível quando pode o devedor executá-la por partes, indivisível, quando não pode.
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Espécies de indivisibilidade
	
Indivisibilidade física ou natural
Indivisibilidade legal
Indivisibilidade contratual
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Indivisibilidade física ou natural 
Na indivisibilidade física, a indivisibilidade da prestação, e, pois, da obrigação, resulta da indivisibilidade física material da coisa ou fato que constitui objeto da obrigação. Advém da natureza do próprio objeto. 
Exs:
 Um animal devido a dois credores.
Um documento devido a dois credores.
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Indivisibilidade legal
A indivisibilidade da prestação, e, portanto, da obrigação, decorre da lei, ainda que a prestação seja naturalmente divisível. Decorre da lei.
Ex: Há regras municipais que determinam que o módulo urbano mínimo seja de 250m2. Assim, um terreno não poderia ser partilhado em dois de 125m2. 
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Indivisibilidade contratual
A indivisibilidade da prestação, e, portanto, da obrigação, provém da vontade das partes, embora a prestação seja materialmente divisível. 
Ex: Na hipótese de serem dois os compradores (credores da obrigação de dar) e o objeto da prestação ser 100 sacas de café, não se permitindo o fracionamento, o devedor não se exime da obrigação entregando 50 sacas para um e 50 sacas para o outro (o contrato não o permite).
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Efeitos da divisibilidade
Regra geral: \u201cconcursus partes fiunt\u201d- art. 257
\u201cHavendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.\u201d
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Efeitos da divisibilidade
Pluralidade de devedores:
 Cada um dos devedores só deve a sua quota-parte. (A insolvência de um não aumenta a quota dos demais). Ex: Se A, B e C devem a D R$ 300,00, a dívida será partilhada por igual entre os três devedores, de forma que cada um deverá pagar ao credor a quantia de R$ 100,00.
Pluralidade de credores: 
Cada um dos credores só recebe a sua quota-parte. (Ex: Se A deve R$ 300,00 para B e C, cada um dos credores só poderá exigir R$ 150,00 do devedor).
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Efeitos da indivisibilidade
Pluralidade de devedores: 
Art. 259: \u201cSe, havendo dois ou mais devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.
Ex: três pessoas devem um cavalo a um credor. 
 Pode o credor exigir o animal de apenas um dos três devedores.
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Efeitos da indivisibilidade
Art. 259 parágrafo único : O devedor, que paga a dívida, sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros coobrigados.
 Sub-rogação: aquele que paga tem direito de regresso contra os devedores.
No momento em que cumpre a obrigação, surge para esse devedor que pagou , o mesmo direito de credor em relação aos seus co-devedores.
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Efeitos da indivisibilidade
Pluralidade de credores:
Art. 260. \u201cSe a pluralidade for de credores, poderá cada um destes exigir a dívida inteira; mas o devedor ou devedores se desobrigarão, pagando:
a todos conjuntamente;
a um, dando este caução de ratificação dos outros credores.
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Efeitos da indivisibilidade
	Ex: 	
A (credor)
B (credor) \uf0e0 D (devedor) de um carro
C (credor) 
D (devedor) libera-se da obrigação se entregar o carro...
A) a todos conjuntamente;
B) a 1 apenas, desde que dê caução de ratificação dos outros credores;
C) a 1 apenas, desde que apresente autorização dos demais;
	
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Efeitos da indivisibilidade
Art. 261: \u201cSe um só dos credores receber a prestação por inteiro, a cada um dos outros assistirá o direito de exigir dele em dinheiro a parte que lhe caiba no total.\u201d
Ex: Se B recebe o carro, passa a dever a A e C 1/3 do valor do carro a cada um deles.
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REMISSÃO DA DÍVIDA no caso de pluralidade de credores
Art. 262: \u201cSe um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.\u201d
Remissão = perdão (feito ao devedor por um dos credores)
Ex: Cavalo que vale 30.000,00, sendo 3 os credores, e um deles é remitente. Os outros 2 só poderão exigir a entrega do animal se pagarem 10.000 ao devedor.
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Perda da qualidade de indivisível
Art. 263: \u201cPerde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.\u201d
Como houve a transformação em perdas e danos (dinheiro), há possibilidade de divisão. Ver §§ 1º e 2º.