Entendendo PSICOLOGIA
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Entendendo PSICOLOGIA


DisciplinaPsicologia, Psicanálise, Psicologia Humano860 materiais7.885 seguidores
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termo "ps ico log ia" vem da 
associação de duas palavras 
gregas, que signif icam * 
conhecimento e espírito. 
Dessa forma, podemos definir 
a psicologia como o estudo 
c ient í f ico dos fa tos psíquicos 
e do comportannento do ser 
' umcmo. 
L.ste livro apresenta ao leitor 
as seis grandes abordagens 
ou perspectivas da psicologia. 
Sao elas: psicologia dinâmica, 
behaviorismo, psicologia 
cognit iva, psicologia humanista, 
neuropsicologia e psicologia 
ociocul tural . 
NH3EL C. BBNSON 
ENTENDENDO: 
TRADUÇÃO: MARLy N. PERES 
LeYa 
Tex t and i l lustrat ions copyr igh t © by Nigel C. Benson 
T o d o s os d i re i tos reservados. 
T r a d u ç ã o para a l íngua por tuguesa : 
copy r i gh t © 2013 , Tex to Edi tores L tda. 
Tí tu lo or ig ina l : In t roduc ing Psycho logy 
Diretor edi tor ia l : Pascoal So to 
Ed i tora execut iva : Ta inã B ispo 
Produ to ra edi tor ia l : Fernanda Sat ie 
Ass is ten te edi tor ia l : Renata A lves 
Preparação: Joac i Pereira Fur tado 
Revisão: Iraci Miyuk i Kishi 
C a p a e d iag ramação : A n a D o b ó n 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) 
Benson, Nigel C 
Entendendo: psicologia / Nigel C Benson; tradução de Marly 
N. Peres. - São Paulo: LeYa, 2012. 
176p.:il. 
Título original: Introducing : Psychology 
ISBN 978-85-8044-705-7 
1. Psicologia 2. Freud, Sigmund, 1856-1939 3. Jung, C G. 
1875-1961 I. Título II. Peres, Marly N. 
12-0461 CDD-150 
índices para catálogo sistemático: 
1. Psicologia 
2013 
T o d o s os d i re i tos des ta ed ição reservados à 
Tex to Edi tores L tda. 
[Uma ed i to ra d o G rupo Leya] 
Rua Desembargado r Paulo Passa láqua, 86 
01248 -010 - São Paulo - sp - Brasi l 
w w w . l e y a . c o m . b r 
Twi t ter : ©Ed i to raLeya 
O q u e épsicologia? 
O te rmo "ps i co log ia " v e m d a assoc iação de duas palavras g regas , 
p s y c h é e l o g o s . A pr imei ra , t rans l i te ração de naipxn» s igni f ica " s o p r o 
de vida", ou e s p í r i t o , que , pe la he rança d e p e n s a m e n t o cr is tão, 
p o d e m o s t raduz i r g rosse i ramen te c o m o "a lma" - l embrando que 
a n i m a foi j us tamen te a t r adução lat ina d o v o c á b u l o g rego "espír i to". 
A letra grega que se pronuncia psi, é o símbolo internacional da psicologia. 
O u seja, a ps ico log ia c o m e ç a s e n d o de f in ida c o m o o e s t u d o d o 
e s p í r i t o ( m e n t e ) 1 . 
Mas, hoje e m dia, não é essa a c o n c e p ç ã o que a maior ia dos ps icó logos 
t e m dela. 
1. Doravante, sempre que o termo "espírito" for empregado, terá inevitavelmente o sentido 
de "mente" (N. da T.). 
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T e n t a t i v a d e definição 
Mu i tos espec ia l i s tas t i veram d i f i cu ldade para es tabe lecer u m a 
s e p a r a ç ã o c la ra ent re o que diz respei to à ps ico log ia p rop r i amen te d i ta 
e o q u e não faz par te de la . 
E, apesar de não acei tar a def in ição de "es tudo da mente" , eles não 
c o n s e g u e m encont rar u m a def in ição que seja universalmente acei ta . E 
m e s m o q u e a maior ia deles conco rde e m af i rmar que o mais impor tan te 
é a a b o r d a g e m científica, para evitar t o d o t ipo de raciocínio con fuso , o 
s ign i f i cado d o t e rmo cont inua não sendo nada claro. 
Out ra d i f icu ldade central , que alguns cons ideram impossível de superar, 
está no aspec to prát ico pressuposto pelo es tudo direto da mente. Pois 
antes de t o d o o resto seria preciso expl icar o que se entende por "mente" . 
A lguns ps icó logos preferiram evitar a t odo custo esse obstáculo, e m 
especia l os behavior istas Burrhus Skinner (1904-1990) e John Broadus 
Watson (1878-1958). 
J . B. W a t s o n 
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Em consequênc ia disso, a prát ica aconselha privilegiar o que se pode 
o b s e r v a r e m e d i r e m um indivíduo, seja o compor tamen to dele, sejam 
as reações ps icológicas que resul tam desse compor tamento . Ora, 
apesar do que pensam os behavior istas mais convic tos, a mente - ou ao 
menos o ps iqu ismo - cont inua sendo o t ema central desse estudo. 
Isso nos permi te estabelecer a seguinte def in ição, t ida c o m o a mais 
adequada: 
A p s i c o l o g i a é o e s t u d o c i e n t í f i c o d o s f a t o s p s í q u i c o s 
e d o c o m p o r t a m e n t o d o s e r h u m a n o e d o s a n i m a i s . 
A ps ico log ia , ao cont rá r io , pr iv i legia o ind iv íduo o u , e m rigor, 
pequenos g r u p o s d e ind iv íduos, c o m o é o caso d a ps ico log ia soc ia l . 
Mais d o que o t e m a , o que é d i ferente é o je i to de agir, os m é t o d o s . 
A ps ico log ia recor re mais à experimentação, m é t o d o que e m geral 
não é apl icável e m soc io log ia , por razões prá t icas e d e o n t o l ó g i c a s 2 . 
O que a faz vo l tar -se mais para o b s e r v a ç õ e s empí r i cas e pesqu isas 
d o t i po enquete . 
2. Deontologia, ou teoria do dever, é uma teoria filosófica segundo a qual nossas 
escolhas são moralmente necessárias, permitidas ou proibidas (N. da T.). 
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O q u e a p s i c o l o g i a a g r u p a ? 
I nve rsamente às c iênc ias naturais, a ps ico log ia não se ar t icu la e m to rno 
d e u m a g r a n d e teor ia f u n d a d o r a e não desenvo lve u m a a b o r d a g e m 
espec í f i ca . 
Por isso, nós c o m e ç a r e m o s e s t u d a n d o as seis g randes a b o r d a g e n s 
ou pe rspec t i vas d a ps ico log ia . 
Ps ico log ia d inâm ica , behav io r i smo, ps ico log ia cogn i t i va (da qua l faz 
par te a Gestal t ) , ps i co log ia u human is ta , neuropsicrç logia (ou 
ps icof is io logia) , ps ico log ia soc iocu l tu ra l . J 
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O s domínios d a p s i c o l o g i a 
A l é m das d i ferentes perspec t i vas , p o d e m o s a inda div idir o t e m a e m 
vár ias esferas d i fe rentes de es tudo - c o m o acon tece , al iás, nas 
facu ldades . 
(1) Psicologia do desenvolvimento' 
(2) Psicologia social 
(3) Psicologia comparada 
(4) Psicologia diferencial 
(5) Psicologia cognitiva 
(6) Neuropsicologia 
(7) Psicologia da saúde 
(8) Psicologia do trabalho 
P S I C O L O G I A 
R E Ç E PÇ Ã Q 
Nota d a ed ição brasi le i ra: no Brasi l , a p ro f issão de ps i có logo é 
regu lamen tada d e s d e 1962, e n inguém p o d e usar esse t í tu lo se não 
t iver d i p l o m a de ps ico log ia . Depo is d a g raduação , o prof iss ional 
p o d e fazer m e s t r a d o e/ou dou to rado , m a s es tá au to r i zado a c l in icar 
desde a o b t e n ç ã o d o d i p l o m a de g raduação . Sua a t iv idade, p o r é m , 
é f isca l izada pe lo Conse lho Regional de Ps ico log ia (são 19 conse lhos 
no país, d is t r ibu ídos e m es tados ou regiões). 
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P s i q u i a t r a o u psicólogo? 
A c o n f u s ã o ent re esses do is t e r m o s é f requente , m a s eles não são 
s i nón imos : 
O ps iqu ia t ra t e m u m d i p l o m a de med ic ina . Só ele p o d e prescrever 
m e d i c a m e n t o s . No entanto , a lguns ps i có logos se espec ia l i zam (por 
me io d e u m a f o r m a ç ã o comp lemen ta r ) no e s t u d o d e pe r t u rbações 
ps íqu icas . São os c h a m a d o s ps i có logos c l ín icos. 
O ps i có logo cl ínico exerce suas funções e m hospi ta is , o rgan ismos 
púb l i cos ou no consul tór io , c o m o prof issional l iberal. A f unção dele é 
receber e ouvir o paciente, contr ibui r para a e laboração d o d iagnós t i co , 
par t ic ipar da ap l icação do t ra tamento e acompanha r os efei tos. Seu 
percu rso universi tár io c láss ico passa pela ob tenção d a g raduação , d o 
mes t rado e m ps ico log ia pa to lóg ica e cl ínica e d o cer t i f i cado de 
ps ico log ia pa to lóg ica e clínica. 
No ta d a ed i ção brasi le ira: no Brasi l , o Conse lho Federal de Ps ico log ia 
regu lamen tou d iversas espec ia l i dades na área d a ps ico log ia