Acao_-_Teoria_e_Procedimentos_(ALUNO)_2012-1
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Acao_-_Teoria_e_Procedimentos_(ALUNO)_2012-1


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Graduação
 2012.1
AÇÃO: TEORIA 
E PROCEDIMENTOS
REVISÃO: LUIZ ROBERTO AYOUB
ATUALIZAÇÃO: JULIANO OLIVEIRA BRANDIS
Sumário
Ação: Teoria e Procedimentos
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................................... 3
AULAS 01, 02 E 03. AS TUTELAS DE URGÊNCIA \u2014 ANTECIPADA E CAUTELAR \u2014 E A TUTELA INIBITÓRIA ................................... 6
AULAS 04 E 05. PETIÇÃO INICIAL (ARTS. 282 E SEGUINTES DO CPC) 
E SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA LIMINAR (ART. 285-A DO CPC) ................................................................................... 21
AULA 06. ATOS DE COMUNICAÇÃO PROCESSUAL: CITAÇÃO, INTIMAÇÃO E CARTAS (PRECATÓRIA, ROGATÓRIA E DE ORDEM) ......... 45
AULAS 07, 08 E 09. RESPOSTA DO RÉU E REVELIA ...................................................................................................... 56
AULAS 10, 11 E 12. INTERVENÇÃO DE TERCEIRO E LITISCONSÓRCIO ............................................................................... 71
AULAS 13, 14 E 15. PROVIDÊNCIAS PRELIMINARES E JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO ................................ 90
AULA 16, 17 E 18. PROVAS: TEORIA GERAL E ESPÉCIES ............................................................................................. 101
AULA 19. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO ............................................................................................... 129
AULAS 20, 21 E 22. SENTENÇA ............................................................................................................................ 135
AULAS 23, 24 E 25. COISA JULGADA ...................................................................................................................... 146
AÇÃO: TEORIA E PROCEDIMENTOS
FGV DIREITO RIO 3
INTRODUÇÃO
1 \u2014 VISÃO GERAL DA DISCIPLINA:
O direito processual civil é um ramo da ciência jurídica e uma das áreas 
do direto público que estabelece as normas que disciplinam o exercício do 
poder estatal na prestação da jurisdição, que pode ser confl ituosa ou não. 
Esse conjunto de normas visa estabelecer a efetividade da tutela jurisdicio-
nal, discriminando as atuações das partes e do Estado-Juiz, desde a con-
cepção da ação e defi nindo vários elementos que deverão reger a prestação 
jurisdicional, visto que o exercício da jurisdição deve obedecer a regras 
que viabilizem a concretização das garantias dos indivíduos prescritas na 
Constituição.
O Código de Processo Civil é hábil a reger questões de direito privado 
(civil e empresarial), público (tributário, internacional, militar etc.), além 
do direito previdenciário e trabalhista, garantindo elementos formadores do 
devido processo legal.
Destaque-se que o estabelecimento de normas disciplinadoras do proces-
samento das ações decorre de tempos bem recuados. Desde o período colo-
nial no Brasil, já havia o exercício da jurisdição na solução de confl itos.
Naquela oportunidade, regiam o nosso sistema as leis processuais dos co-
lonizadores. Eram as Ordenações Filipinas, cujo processo civil era descrito no 
Livro V e que vigeram no Brasil até o advento do Código Civil em 1916, já 
que este código também cuidava de algumas questões processuais. Em 1939 
foi fi nalmente editado o Código Brasileiro de Processo Civil, seguido do ain-
da vigente Código de Ritos, introduzido na sistemática nacional em 1973, 
por meio da Lei nº. 5.869.
Apesar de o nosso Código em vigor ser o mesmo de 1973, muitas modi-
fi cações foram inseridas no texto normativo, em especial nos últimos anos, 
dando início ao chamado ciclo de reformas.
Aqui, versaremos inicialmente sobre questões básicas da cadeira direito 
processual civil, tais como a evolução histórica da ciência processual, ótima 
oportunidade para falarmos sobre a metodologia que prevalece atualmente 
em terras processuais, a metodologia instrumentalista, de resto metodologia 
fortemente infl uenciada pelo formidável movimento do acesso à justiça, que 
também será objeto de grande atenção em nosso curso.
Superada a fase introdutória do curso, deveremos compreender como o 
Estado é provocado a prestar jurisdição, o que se dá por meio da ação, um 
direito constitucionalmente garantido, mas que deve obedecer a critérios es-
tabelecidos para que a ação seja constituída de forma regular e válida. Para 
tanto haverá um estudo conceitual da teoria da ação.
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FGV DIREITO RIO 4
Depois da ação, será a vez do estudo do processo, outra categoria funda-
mental do direito processual. O processo é dividido em três categorias, o de 
conhecimento (ou cognitivo), o cautelar e o de execução. Dentro do ciclo de 
reformas do CPC destacado mais acima, o processo de execução sofreu im-
portantíssima modifi cação em razão das Leis 11.232/05 e 11.382/06, dando-
se maior efetividade à atividade executiva.
A seguir, partiremos para uma visão panorâmica dos procedimentos pre-
vistos em nosso ordenamento. Na aula seguinte, daremos destaque às tutelas 
de urgência, um tema de grande transcendência nos dias atuais.
Depois, cuidaremos de outro tema de indiscutível relevância prática, a 
petição inicial. Trata-se de instrumento que deve respeitar várias regras na 
sua elaboração, sob pena de ser rejeitada. Tão logo proposta a demanda, 
o juiz observará a petição inicial e se manifestará por meio do chamado 
despacho liminar, que poderá determinar a citação do réu, mandar o autor 
emendar a inicial, sanando algum vício, ou mesmo rejeitar liminarmente 
a petição. Teremos então a primeira manifestação judicial no processo, e 
novamente depararemos com o ciclo de reformas do CPC brasileiro, visto 
que, nesse momento, o Estado-Juiz poderá prolatar a chamada sentença 
liminar, autorizada pelo novel art. 285-A do CPC. Em seguida, trataremos 
das comunicações dos atos processuais, com ênfase na citação do réu. A ci-
tação é um momento crucial no processo, eis que qualquer vício na realiza-
ção da mesma acarretará a nulidade dos atos praticados posteriormente. O 
réu, chamado a se manifestar no processo, poderá apresentar várias moda-
lidades de resposta, as quais estudaremos com atenção, também merecendo 
análise o importante instituto da revelia, cuja sistemática, no processo civil 
brasileiro, é bastante criticada.
Acompanhando a trilha do procedimento ordinário, após os temas da 
resposta do réu e da revelia abordaremos as \u201cprovidências preliminares\u201d e o 
\u201cjulgamento conforme o estado do processo\u201d, capítulos igualmente impor-
tantes. Em seqüência, ingressaremos no direito probatório, matéria de grande 
interesse não só para o direito processual mas também para o direito consti-
tucional. Oportuna será a compreensão da inversão do ônus da prova, que é 
uma exceção à regra geral do Código de Processo Civil, e da teoria da carga 
dinâmica da prova, cada vez mais prestigiada entre nós.
Uma nova etapa processual inicia-se por meio da audiência de instrução 
e julgamento, a AIJ. Conheceremos os elementos que constituem a mesma, 
que engloba diversos atos processuais de forma quase simultânea. Nela ocor-
rerão a produção de prova oral e os debates, podendo até mesmo haver o 
proferimento da sentença.
Exatamente a sentença é o nosso próximo ponto. A sentença é composta 
de elementos obrigatórios, como o relatório, a fundamentação, a parte dispo-
sitiva e a assinatura. Conheceremos a razão da necessidade de cada um desses 
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elementos e as conseqüências do não atendimento a esses elementos inerentes 
a validade da sentença.
Na aula seguinte, a derradeira do semestre, será a vez da coisa julgada, 
oportunidade em que estudaremos a preclusão e a distinção entre esta e aque-
la. A coisa julgada pode ser material ou formal e tem limites objetivos e sub-
jetivos. Além da dogmática tradicional