Acao_-_Teoria_e_Procedimentos_(ALUNO)_2012-1
162 pág.

Acao_-_Teoria_e_Procedimentos_(ALUNO)_2012-1


DisciplinaTeoria Geral do Processo13.413 materiais237.970 seguidores
Pré-visualização50 páginas
liminares supervenientes, mediante simples aditamento do pedido original. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 2,180-35, de 2001)
§ 9o A suspensão deferida pelo Presidente do Tribunal vigorará até o trânsito 
em julgado da decisão de mérito na ação principal. (Incluído pela Medida Pro-
visória nº 2,180-35, de 2001)
Art. 5° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6° Revogam-se as disposições em contrário.
Brasília, 30 de junho de 1992; 171° da Independência e 104° da República.
FERNANDO COLLOR
Célio Borja
Marcílio Marques Moreira.
b) Lei 9.494/97:
Art. 1º Aplica-se à tutela antecipada prevista nos arts. 273 e 461 do Código 
de Processo Civil o disposto nos arts. 5º e seu parágrafo único e 7º da Lei nº 
4.348, de 26 de junho de 1964, no art. 1º e seu § 4º da Lei nº 5.021, de 9 de 
junho de 1966, e nos arts. 1º, 3º e 4º da Lei nº 8.437, de 30 de junho de 19922.
3 \u2014 A TUTELA CAUTELAR
O processo cautelar, regulado no Capítulo I, do Título Único, do Livro 
III, do Código de Processo Civil, possui uma estrutura básica de processo 
sincrético. Inicia-se com a apresentação da petição inicial nos moldes estabe-
lecidos pelo artigo 801, combinado com os artigos 282, 283 e 39, I, todos 
do CPC.
Tratando-se de ação cautelar preparatória, deve o demandante indicar a 
lide e seu fundamento a serem submetidos à cognição do juiz na ação princi-
AÇÃO: TEORIA E PROCEDIMENTOS
FGV DIREITO RIO 12
3 Nesse sentido: STJ \u2014 REsp 528525, 
Rel. Min. Denise Arruda, j. 06/12/2005; 
REsp 139587, Rel. Min. João Otávio 
de Noronha, j. 02/12/2004; Resp 
641806, Rel. Min. Nancy Andrighi, j. 
20/09/2004; REsp 88785, Rel. Min. An- 
selmo Santiago, j. 18/08/1998.
pal, a qual, de acordo com o artigo 806 do CPC, deverá ser proposta no pra-
zo decadencial de 30 (trinta) dias contados da data da efetivação da medida 
cautelar, sob pena de cessar a respectiva efi cácia.
Ajuizada a ação principal, os efeitos da medida cautelar perdurarão até que 
a mesma mostre-se desnecessária ou injusta, o mesmo ocorrendo se a medida 
for concedida no curso do processo principal.
Cessa também a efi cácia da medida cautelar se esta não for executada den-
tro de 30 (trinta dias) ou se o juiz declarar extinto o processo principal, com 
ou sem resolução do mérito (artigo 808 do CPC). Nestes casos, não poderá 
a parte repetir o pedido, salvo por novo fundamento.
Na petição inicial do processo cautelar preparatório, deve o demandante 
expor a lide e seu fundamento, demonstrando ao juiz o caráter instrumental 
da medida que, uma vez satisfeita, não é sufi ciente para garantir a tutela, já 
que sua efi cácia encontra-se subordinada à propositura da ação principal.
Não obstante, em situações excepcionais de cautelar com efi cácia satisfati-
va, a jurisprudência tem afastado a incidência da regra contida no artigo 806 
do CPC3, sendo o dispositivo aplicado apenas quando a medida cautelar re-
querida importar em restrição a direito do requerido, uma vez que o próprio 
Código prevê medidas cautelares com natureza de jurisdição voluntária, em 
relação às quais não há ação principal a ser proposta.
Desta forma, a petição inicial é submetida ao controle do órgão jurisdi-
cional a que se dirige, o qual, antes de ordenar a citação do réu, poderá, ao 
despachar a inicial ou mediante justifi cação prévia, conceder a medida em 
caráter liminar de ofício ou a requerimento da parte sempre que se mostrar 
necessária à preservação do suposto direito ameaçado.
Ao decretar a liminar, pode o juiz determinar a prestação de caução real ou 
fi dejussória pelo requerente, a qual responderá pelo eventual ressarcimento 
dos danos que o réu vier a sofrer (art. 804 do CPC). Nesse caso, não se exe-
cutará a medida a menos que seja prestada a caução.
Citado o requerido, este terá 5 (cinco) dias para contestar e indicar as 
provas que pretende produzir. De acordo com o artigo 802 do CPC, o prazo 
contará da juntada aos autos do mandado de citação devidamente cumpri-
do (quando feita pelo ofi cial de justiça), ou da execução da medida cautelar 
quando concedida liminarmente ou após justifi cação prévia.
Além da contestação, cujo não-oferecimento importará em revelia, poderá 
também o réu apresentar exceção (de impedimento, suspeição ou incompe-
tência relativa) nos casos do artigo 304 do CPC, a ser processada em apenso 
aos autos do processo cautelar, o qual fi cará suspenso até que seja defi nitiva-
mente julgada. Não pode, porém, o requerido apresentar reconvenção, a qual 
deverá ser oferecida, se for o caso, no processo principal.
Contestado o pedido tempestivamente e havendo necessidade de prova 
oral, designará o juiz Audiência de Instrução e Julgamento. Por outro lado, 
AÇÃO: TEORIA E PROCEDIMENTOS
FGV DIREITO RIO 13
4 Art. 803. Não sendo contestado o 
pedido, presumir-se-ão aceitos pelo 
requerido, como verdadeiros, os fatos 
alegados pelo requerente (arts. 285 e 
319); caso em que o juiz decidirá dentro 
em 5 (cinco) dias. (Redação dada pela 
Lei nº 5.925, de 1º.10.1973)
5 Art. 807 do CPC: As medidas cautela-
res conservam a sua efi cácia no prazo 
do artigo antecedente e na pendência 
do processo principal; mas podem, 
a qualquer tempo, ser revogadas ou 
modifi cadas.
6 Art. 805. A medida cautelar poderá 
ser substituída, de ofício ou a reque-
rimento de qualquer das partes, pela 
prestação de caução ou outra garantia 
menos gravosa para o requerido, sem-
pre que adequada e sufi ciente para evi-
tar a lesão ou repará-la integralmente. 
(Redação dada pela Lei nº 8.952, de 
13.12.1994)
7 Art. 811. Sem prejuízo do disposto no 
art. 16, o requerente do procedimento 
cautelar responde ao requerido pelo 
prejuízo que Ihe causar a execução da 
medida:
I - se a sentença no processo 
principal Ihe for desfavorável;
II - se, obtida liminarmente a me-
dida no caso do art. 804 deste Código, 
não promover a citação do requerido 
dentro em 5 (cinco) dias;
III - se ocorrer a cessação da efi cácia 
da medida, em qualquer dos casos 
previstos no art. 808, deste Código;
IV - se o juiz acolher, no procedimen-
to cautelar, a alegação de decadência 
ou de prescrição do direito do autor 
(art. 810).
Parágrafo único. A indenização será 
liquidada nos autos do procedimento 
cautelar.
caso não seja oferecida contestação tempestiva ou, oferecida a contestação, 
seja desnecessária a realização de audiência, a lide deduzida será antecipada-
mente julgada, devendo o juiz proferir sentença no prazo de 5 (cinco) dias, 
conforme artigo 803 do CPC4.
A sentença proferida em processo cautelar, por expressa determinação le-
gal (artigo 810 do CPC), não faz coisa julgada material, salvo se o juiz, no 
procedimento cautelar, acolher a alegação de decadência ou prescrição do 
direito do autor, hipótese em que a decisão do processo cautelar infl uenciará 
diretamente o processo principal.
Nessa linha de raciocínio, de acordo com o parágrafo único do artigo 
8075, a suspensão do processo principal não atinge a efi cácia da medida cau-
telar, a menos que o juiz assim o decida.
Contra esta sentença caberá apelação dotada, em regra, apenas de efeito 
devolutivo (CPC, arts. 520, IV, e 558, parágrafo único).
Há de se ressaltar a possibilidade prevista no artigo 805 do CPC6 de subs-
tituição da medida cautelar, de ofício ou a requerimento de qualquer das 
partes, pela prestação de caução ou outra garantia menos gravosa para o re-
querido quando adequada e sufi ciente para evitar a lesão ou assegurar sua 
integral reparação. Trata-se da regra da fungibilidade.
Além disso, consagra o artigo 807 do CPC a possibilidade de modifi cação 
ou revogação da providência cautelar, a qualquer tempo, que, se requerida 
por uma das partes, deve ser precedida de audiência da outra, já que, por 
força do princípio do contraditório, é garantido o direito de impugnar a pre-
tendida substituição,