O amor não é um jogo de criança - Krishnananda
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O amor não é um jogo de criança - Krishnananda

Disciplina:Psicologia, Psicanálise, Psicologia Humano698 materiais4.851 seguidores
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O AMOR NÃO É UM

JOGO DE CRIANÇA

Livre-se dos seus antigos medos e

veja quem você realmente é

KRISHNANANDA

Tradução:

VERA CAPUTO

Copyright © 1999 by homas Trobe
Título original: Stepping out of fear

Editora
Assistente editorial

 Capa
Projeto gráfico e diagramação

Revisão
Impressão e acabamento

 Rosely M. Boschini

 Rosângela Barbosa
 Marcelo Souza Almeida

 Marcelo Souza Almeida

 Maria Alayde Carvalho
 Paulus Gráfica

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Krishnananda
O amor não é um jogo de criança : livre-se dos seus antigos medos e veja quem você

realmente é / Krishnananda (Thomas Trobe); [tradução Vera Caputo]. -- São Paulo: Editora Gente,

2003.
Título original: Stepping out of fear.
ISBN 85-7312-384-2
1. Auto-conhecimento - Teoria 2. Emoções em crianças 3. Espiritualidade 4. Medo -

Aspectos psicológicos I. Título.

03-1533 CDD-152.46
índices para catálogo sistemático:

1. Medo: Superação da criança emocional interior: Psicologia 152.46

Todos os direitos desta
edição são reservados à Editora Gente.

Rua Pedro Soares do Almeida, 114. São Paulo, SP
CEP 05029-030. Telefax: (11) 3675-2505
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E-mail: gente@editoragente.com.br

A Osho, meu amado mestre.

A Kaveesha, minha mestra e

companheira querida.

Sumário

Prefácio 9
Introdução 11

PARTE 1: UMA VISÃO GERAL
Capítulo 1 - O estado mental da criança emocional 19
Capítulo 2 - A bolha 27
Capítulo 3 - O espelho 35

PARTE 2: A CRIANÇA EMOCIONAL EM AÇÃO

Capítulo 4 - Reações e controle 43

Capítulo 5 - Expectativas e direitos 51

Capítulo 6 - Concessão 61

Capítulo 7 - Dependência 69

Capítulo 8 - Pensamento mágico 75

PARTE 3: A EXPERIÊNCIA INTERIOR DA CRIANÇA EMOCIONAL

Capítulo 9 - Vazio e carência 81
Capítulo 10 - Medos 89
Capítulo 1 1 - A infecção 95
Capítulo 12- Vergonha e culpa 103
Capítulo 1 3 - O cobrador 113
Capítulo 14 - Choque 121
Capítulo 15 - Abandono e privação 129

O amor não é um jogo de criança

Capítulo 16 - Sufocamento 139
Capítulo 17 - Desconfiança e raiva 147

PARTE 4: AUTODOMÍNIO - SAIA DO
COMPORTAMENTO AUTOMÁTICO

Capítulo 18 - Ação por repetição compulsiva 157
Capítulo 19 - Os limites 167
Capítulo 20 - Repressão, expressão e controle 177
Capítulo 2 1 - O sexo e a criança emocional 189
Capítulo 22 - Os fossos 197
Capítulo 23 - Relacione-se com consciência 207
Capítulo 24 - Qualidades 217
Conclusão 223

9

Prefácio

Antes de chegar a mestre Osho, procuramos vertentes do autoconhecimento
na busca de nós mesmos. Após encontrar Osho demoramos alguns anos para

descobrir Krishnananda.

Osho criou uma comunidade terapêutica e atraiu para Poona, na Índia,

os melhores terapeutas do mundo e lhes ensinou meditação. Debateu cada

método, falou sobre todas as religiões, contou os segredos sagrados e os

perigos da espiritualidade e da iluminação.

Nesse privilegiado contexto Krishnananda criou o trabalho que trata e

cura a raiz das estruturas de relacionamentos. Perante uma comunidade

terapêutica crítica apresentou um dos trabalhos mais eficientes e procura-

dos, desde então, por pesquisadores de todo o mundo.

Para nós, que formamos um casal e também somos terapeutas, foi como

se nos contassem um segredo: como nos relacionar sem sobrecarregar o ou-

tro, como nos responsabilizar e curar as próprias feridas emocionais e como

amadurecer e continuar com a espontaneidade de uma criança feliz.

Poucos dos muitos trabalhos que fizemos chegaram tão ao ponto de cura

e de transformação quanto este, por isso merece atenção especial.

Podemos dizer isso baseados em nossa história, nossas dificuldades de

nos relacionar e no desespero de não saber o que fazer para o relacionamen-

to dar certo.

O amor não é um jogo de criança

10

Encontramos Krishnananda e Amana enquanto estávamos numa fase de

dor e decepção mútua e escolhemos procurar nossa cura. Sabíamos que por

trás daquela pessoa que nos machucava, que chamávamos de companheiro,

estava alguém tentando acertar com seus vícios de relacionamento que cau-

savam dor e frustração. Tínhamos duas opções: procurar outras pessoas e

carregar nossas mágoas e nossa opinião conosco ou aproveitar a oportunida-

de para trazer consciência àquilo que nos machucava e aprender como agir

de outro modo.

Nossos pais não aprenderam a se relacionar, os pais deles não sabiam,

Passamos nossas vidas sem saber o que é um relacionamento sadio e vamos

tentando com todas as nossas forças, com nossa criatividade, acertar na mosca e

encontrar alguém que nos ame como somos e nos complete. A verdade é que

todos nós estamos emocionalmente muito machucados e que, antes de encon-

trar alguém sadio, precisamos nos cuidar, nos responsabilizar e não depositar

sobre os outros as expectativas e os sonhos que moldamos cuidadosamente no

íntimo desde que éramos crianças. Assim poderemos descobrir que os relacio-

namentos nunca serão como em nossos sonhos, que precisamos amadurecer e

estar prontos para viver o que a vida nos traz e fazer com esses ingredientes o

doce mais gostoso possível.

Ninguém está interessado em feri-lo, ninguém está de fato esperando

para machucá-lo, todos estão ocupados em proteger os próprios ferimentos.

Quem teria tanta energia para ainda querer atingi-lo? Mas, ainda assim,

isso acontece porque você está demasiado pronto para ser atingido, dema-

siado pronto, apenas na expectativa de que alguma coisa ocorra. Tenha cons-

ciência da própria ferida.

Não deixe que piore: cure-a. Ela só será curada quando você se deslocar

para baixo, para as raízes.

Osho
Rodney Zanin (Sw. Anam Baghu)

Kássima Sathler Pereira (Ma. Dhyan

Shubhaa)

11

Introdução

Creio que uma das coisas mais difíceis que existem é abandonar os ve-
lhos padrões que nos impedem de amar e ser felizes. Isso é especialmente

válido para os nossos relacionamentos, mas também tem efeitos na nossa

criatividade, na sexualidade e em outros aspectos da vida. Esse é o tema que

abordo neste livro. O problema é como cada um vê a si mesmo. Um dos

filmes favoritos da minha infância era Hans Christian Andersen, com Danny

Kaye. Meus pais compraram o disco com as canções e eu aprendi a cantá-

las. Uma delas se chamava Era uma vez um patinho feio, que contava a

história de um patinho muito feio, “de penas marrons arrepiadas”, que vi-

via isolado dos outros patos por ser diferente. Expulso do bando, ele vagou

até encontrar os cisnes e descobrir que era, na verdade, um bonito cisne que

apenas nascera no lugar errado. Nós também estamos buscando o nosso

“cisne”, o nosso eu verdadeiro. É um engano achar que somos “patos”. Os

“patos” se sentem e são vistos como medrosos, feios, criaturas mal-amadas

e incapazes de amar que vivem num mundo estranho e inóspito onde nin-

guém gosta delas nem consegue vê-las como são. E disfarçam o medo e a

insegurança com compensações de todo tipo. São “patinhos” competitivos,

insistentes e nervosos. Os “cisnes”, por sua vez, são seres bem-dotados,

amáveis e capazes que vivem pacificamente num mundo
Janaina bv fez um comentário
  • Mana, vc pode me enviar o pdf "o amor não é jogo de criança"? Meu e-mail é janabvale gmail com Obrigada
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