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 Relatório Carvão Mineral

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produzida no gerador é convertida para a tensão requerida e fornecida aos consumidores por meio das linhas de transmissão.
4 HISTÓRICO DO USO DO CARVÃO MINERAL
O carvão mineral foi uma das primeiras fontes de energia utilizadas em larga escala pelo homem. Foi a partir da Primeira Revolução Industrial (século XVIII) que o carvão passou a ser utilizado como fonte energética, substituindo, gradativamente, a lenha, que era a principal fonte de energia utilizada pelo homem. A intensificação do seu uso proporcionou subsídios para o desenvolvimento industrial, e as máquinas movidas a vapor passaram a ser comercializadas na Inglaterra durante a segunda metade de 1700.
Já no fim do século XIX, o vapor foi aproveitado na produção de energia elétrica. Ao longo do tempo, contudo, o carvão perdeu espaço na matriz energética mundial para o petróleo e o gás natural, com o desenvolvimento dos motores a explosão.
Até a primeira metade do século XX, ele foi a principal fonte energética primária, sendo utilizado pelas usinas termoelétricas na geração de eletricidade, entretanto, o petróleo o superou. O interesse reacendeu-se na década de 70, em consequência, sobretudo, do choque do petróleo, e se mantém em alta até hoje. Além da oferta farta e pulverizada, o comportamento dos preços é outra vantagem competitiva. As cotações do petróleo e derivados têm se caracterizado pela tendência de alta e extrema volatilidade. No caso da commodity carvão, no entanto, registraram movimentos suaves ao longo dos últimos dez anos, ingressando em um ciclo de baixa em 2005.
5 UTILIZAÇÃO DO CARVÃO MINERAL
5.1 VANTAGENS
	Além de o carvão mineral ser uma das fontes de energia não renovais mais abundantes no mundo, também apresenta um menor risco de variações de preço, ou seja, se torna mais baratos, tanto na geração de energia quanto no seu processo de extração. 
Somado a isso, suas usinas termelétricas são largamente empregadas em todo o mundo e apresentam características técnicas, como alto fator de capacidade, trazendo vários ganhos de confiabilidade ao sistema elétrico. E, por mais que a quantidade de eletricidade produzida a partir do carvão não seja grande, é considerada muito mais confiável do que as outras formas de energia. Destaca-se ainda que usinas termelétricas necessitam de áreas relativamente pequenas, esse fato está associado à flexibilidade locacional que evita conflitos pelo uso do solo e possibilita a seleção de locais com menor sensibilidade socioambiental para implantação
Outra grande vantagem do seu uso é que diferente das energias alternativas, como a solar e eólica, esta fonte não é de todo dependente das condições climáticas. E em relação a infra-estrutura, as exigências para seu processamento e transportes são bem menos rígidas quando se compara com as de outras fontes, como petróleo e gás natural.
Nas vantagens ambientais as que se destacam são: que tende a produzir uma série de subprodutos quando entra em combustão, podendo ser usado para outras atividades; a segunda é que ele visa diminuir a dependência do petróleo e do gás natural, pois, nos últimos anos, essas fontes estão se esgotando gradativamente. 
5.2 DESVANTAGENS E MEDIDAS PARA A SOLUÇÃO
	A implantação de usinas termelétricas gera, principalmente, alteração da paisagem, alteração do uso do solo e interferência na fauna e flora. No entanto, não é em um grau muito elevado, pois ocupa uma área bastante pequena. As medidas de mitigação adotadas para a solução desse problema são: (a) a procura por soluções arquitetônicas que diminuam o impacto visual, (b) o reflorestamento ou restauração ecológica e (c) o monitoramento do ambiente durante o processo de construção e funcionamento da usina. 
Outro grande problema nas usinas é o procedimento de resfriamento, pois é usado, na maioria das vezes, água, podendo haver um consumo excessivo deste recurso. Mas o meio da minimizar esse problema é bem simples: basta optar por uma tecnologia de resfriamento onde utilize um baixo consumo de água, diminuição do desperdício e reuso da água. 
Uma das principais preocupações é a emissão de gases poluentes. Nas usinas de carvão mineral entre os gases liberados os que mais se destacam são os óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e material particulado (MP) e também o dióxido de carbono (CO2). Esse último gás é um dos principais responsáveis pelo Aquecimento Global, além disso, essas emissões geram alteração da qualidade do ar, efeitos na saúde da população local e acidificação da água das chuvas. Para mitigar esses efeitos deve-se (a) realizar a escolha de um lugar que favoreça a dispersão atmosférica, (b) utilizar equipamentos que reduzam as emissões e (c), como medida de controle, monitorar as emissões. E para minimizar o CO2, deve-se privilegiar o uso de equipamentos mais eficientes, que proporcionam o menor uso de combustível, e também deve-se realizar o monitoramento dessas emissões e realizar o inventário de GEE. 
As usinas termelétricas de carvão também produzem resíduos sólidos (cinzas secas, leves, pesadas ou úmidas). Estes causam grandes alterações na qualidade do solo e também nos cursos das águas. Para mitigar esses efeitos é necessário que haja o gerenciamento dos resíduos, o tratamento e destinação adequados, e que também priorize o reaproveitamento.
6 CENÁRIO ENERGÉTICO 
6.1 CENÁRIO MUNDIAL 
O carvão é o combustível fóssil com a maior disponibilidade do mundo. As reservas totalizam 847,5 bilhões de toneladas, quantidade suficiente para atender a produção atual por 130 anos. Além disso, diferente das outras fontes fósseis, as reservas de carvão estão bem distribuídas pelo mundo. Ele ainda representa uma parcela considerável da oferta total de energia primária no mundo, cerca de 30%, fazendo com que ele seja a segunda mais importante fonte de energia. 
Na produção de energia elétrica, apesar de que as pressões ambientais, que explicam a contenção da expansão da geração a carvão em contrapartida ao aumento de outras fontes, principalmente o gás natural, observada nos últimos 30 anos, este energético continua liderando, dentro de uma perspectiva mundial, o ranking das fontes para geração elétrica.
A World Energy Outlook (IEA, 2014) aponta que o uso do carvão para geração elétrica crescerá 0,5% ao ano entre 2012 a 2040 indicando que a oferta de carvão mineral estará sensível à política energética e à evolução do mercado.
6.2 CENÁRIO NACIONAL
No Brasil, o carvão mineral participa com um pouco mais de 5% na matriz Energética e com apenas 1,3% na matriz elétrica. Seu principal uso ocorre na indústria siderúrgica, com mais de 98% sendo importado. Pois o carvão mineral brasileiro é considerado de baixa qualidade, com alto teor de cinzas e baixo conteúdo de carbono, o que inviabiliza a sua utilização fora das regiões das jazidas. 
Atualmente a maior concentração de mineração desse carvão no Brasil está situada na região sul. As principais reservas já identificadas integram os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Bahia e em demais estados que produzem o carvão em menor quantidade.
O estado do Rio Grande do Sul detém cerca de 90% de todo o carvão nacional. Em 2007, ano em que 435,68 TWh foram produzidos no País, o carvão foi responsável pela geração de 7,9 TWh, a partir da operação de usinas termelétricas que estão localizadas nessa região.
6.3 CENÁRIO NO RIO GRANDE DO NORTE
O Rio Grande do Norte ainda não é um produtor de energia elétrica oriunda do carvão mineral. Porém, existe um projeto para a construção de um terminal portuário no município de Porto do Mangue. O terminal seria construído a 12 quilômetros da costa do estado, permitindo a atracação de grandes navios de carga. Mas para haver uma viabilidade econômica, o terminal precisa ter uma complementação, pois o navio precisa trazer e levar algo. Então seria feita a construção de uma termelétrica para gerar energia através do carvão mineral. Segundo Paulo Roberto Cordeiro, titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico

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