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 Relatório Carvão Mineral

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(Sedec), os navios oriundos da China, por exemplo, trariam carvão mineral para a termoelétrica, garantindo produção de energia e um retorno financeiro. Essa proposta é discutida no estado desde 2010.
7 PERSPECTIVAS FUTURAS
De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA – International Energy Agency – World Energy Outlook 2007) a demanda energética mundial crescerá 55% entre os anos de 2005 e 2030. 84% dessa porcentagem serão responsáveis pelos combustíveis fósseis, permanecendo como os principais recursos de energia primária. O petróleo continuará liderando, porém sua participação irá reduzir de 35% para 32%, já em relação ao carvão mineral, ocorrerá um aumento de 25% para 28%.
Conforme os dados do IEA, a procura por carvão mineral aumentará mais de 70% entre esses anos. Além disso, no ano de 2005, o consumo de carvão mineral somente na China e na Índia foi de 45% da demanda total. Em 2030, estimase que esses dois países juntos responderão por 60% da procura mundial de carvão mineral. Neste mesmo ano, supõe que a participação da China no aumento da produção de carvão mineral equivalerá a 56% do total. 
Somado a isso, como atualmente há uma enorme pressão em relação à preservação ambiental, é de se esperar que o futuro da utilização do carvão esteja diretamente atrelado a investimentos em obras de mitigação. 
Portanto, a evolução do comércio de carvão mineral está diretamente relacionada aos investimentos em tecnologias de combustão limpa, pois assim o seu uso será eficiente, promovendo o crescimento econômico de forma sustentável.
8 ATUALIDADE
Foi assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no dia 28 de março de 2017 o decreto-executivo da Independência Energética. Esse decreto revê as medidas do governo do ex-presidente Barack Obama que tinham como objetivo diminuir as emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos para atender aos compromissos feitos no Acordo de Paris, de 2015. Trump pretende aumentar a extração do carvão mineral para produção de energia elétrica e, consequentemente, gerar empregos. Além disso, ele falou que sua administração está colocando um fim na “guerra contra o carvão”. Porém, ambientalistas afirmam que esse decreto é perigoso e que vão combatê-lo.
Já no dia 05 de outubro de 2017, foi inaugurado o novo prédio administrativo da Usina Termelétrica do Pecém (UTE Pecém), Ceará. A obra, além de aproveitar as características da região para seu funcionamento, como luminosidade e ventilação, faz também a reutilização da água. No entanto, o que mais surpreendeu foi a utilização das cinzas do carvão mineral. Essas cinzas foram colocadas na composição de blocos de vedação, blocos calha, meio fio, piso intertravados H6 e H8. A composição está sendo de 95% insumo tradicional e 5% de cinza. As peças de pré-moldado são feitas com adição de cimento e de uma série de outros componentes. Os agregados mais tradicionais são areia e pó de pedra, e uma parte desses agregados foi substituída pela cinza na proporção de 5%.O gerente de Sustentabilidade, Márcio Aguiar, explicou os benefícios da utilização de cinzas: “Além da transformação de resíduo em insumo, é possível a geração de receita com a comercialização de cinzas e ainda redução de impactos ambientais em decorrência da substituição de recursos naturais por resíduos na indústria de pré-moldados”.
9 EXEMPLO REAL
Uma das principais usinas termelétricas movidas a carvão mineral, atualmente no Brasil, é a Usina Termelétrica Presidente Médici, localizada em Candiota – RS. Sua história começa em 1950 com pesquisas sobre o aproveitamento do carvão mineral para a geração de energia elétrica. Em 1961 foi inaugurada a primeira usina, chamada de Candiota I. 
A Fase A da Usina, com duas unidades de 63MW cada, foi inaugurada em 1974 quando foi integrada no Sistema Interligado Brasileiro. Seu combustível primário é o carvão mineral. No final de 1986 entrou em operação a Fase B, com duas unidades de 160 MW cada, totalizando 446 MW instalados. E em janeiro de 2011 entrou em operação comercial a Usina deCandiota III (Fase C), instalando 350 MW, aumentando a capacidade do complexo para um total de 796 MW.
A construção dessa usina significou a retomada da utilização do carvão na produção de energia elétrica para atendimento do mercado brasileiro, duplicando o consumo deste combustível no estado do Rio Grande do Sul, além disso, proporcionou a geração de empregos e distribuição de renda na Metade Sul do estado, região cuja economia por um longo período esteve estagnada.
Os impactos ambientais mais relevantes se dão principalmente pelas emissões de gases poluentes liberados durante o período de operação da usina. Por esse motivo, espera-se que cuidados sejam tomados com a instalação de equipamentos para minimização e controle dessas emissões. Além disso, os impactos no meio solo e água são tidos como menos significativos, porém, mesmo assim, cuidados adicionais quanto ao consumo de água e lançamento de efluentes foram adotados. 
10 CONCLUSÃO
	O carvão mineral é um recurso bastante vantajoso em relação ao preço de sua extração. Além disso, é muito usado pelas indústrias termelétricas, pois produz uma quantia aceitável de energia. Mas, por ser não renovável e, principalmente, por liberar vários gases poluentes, este recurso traz sérios problemas para o meio ambiente, podendo ocasionar a alteração da qualidade do ar, efeitos na saúde da população local e acidificação da água das chuvas, além de contribuir para o Aquecimento Global.
No entanto, apesar dos problemas, o carvão mineral, continua em alta ainda hoje, pois, além de ser o combustível fóssil com maior disponibilidade, ele visa diminuir a dependência do petróleo e do gás natural, porque, nos últimos anos, essas fontes estão se esgotando gradativamente. 
Segundo dados, o carvão ainda consegue suprir a necessidade energética humana pelos próximos 130 anos.
11 REFERÊNCIAS
Atlas Aneel, Fontes não-renováveis: Carvão Mineral. Disponível em: <http://www2.aneel.gov.br/arquivos/pdf/atlas_par3_cap9.pdf>. Acessado em 27 de setembro de 2017.
Energia Termelétrica: Gás Natural, Biomassa, Carvão, Nuclear. Disponível em: <http://www.epe.gov.br/Documents/Energia%20Termel%C3%A9trica%20-%20Online%2013maio2016.pdf>. Acessado em 27 de setembro de 2017.
Brasil Escola: Carvão Mineral. Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/carvao-mineral-combustivel.htm>. Acessado em 29 de setembro de 2017.
Manutenção e Suprimentos: Vantagens e desvantagens do carvão. Disponível em: <http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/conteudo/4303-vantagens-e-desvantagens-do-carvao/>. Acessado em 03 de outubro de 2017.
Técnico e Mineração: Carvão mineral no Brasil e no mundo. Disponível em: <https://tecnicoemineracao.com.br/carvao-mineral-no-brasil-e-no-mundo/>. Acessado em 03 de outubro de 2017.
Carvão Mineral. Disponível em: <https://cdn.fbsbx.com/v/t59.2708-21/11408750_936956173032577_452692465_n.pdf/2-2-carvao.pdf?oh=9d3238b27457cdbeb67258a976cfdc3b&oe=59E0A572&dl=1>. Acessado em 05 de outubro de 2017.
Portugal Digital, EDP – Edifício da UTE Pecém, no Ceará, possui projeto sustentável e reutiliza cinzas de carvão mineral. Disponível em: <https://portugaldigital.com.br/ute-pecem-possui-projeto-sustentavel-e-reutiliza-cinzas-de-carvao-mineral/>. Acessado em 07 de outubro de 2017.
Agência Brasil, Trump assina decreto que revoga medidas ambientais de Obama. Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2017-03/trump-assina-decreto-qu-revoga-medidas-ambientais-de-obama>. Acessado em 07 de outubro de 2017.
Eletrobrás: Candiota. Disponível em: <http://cgtee.gov.br/UNIDADES/CANDIOTA/>. Acessado em 07 de outubro de 2017.

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