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APOSTILA Psicopatologia

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auditivas verbais (Ouvir vozes) – é a mais grave, é um sintoma da esquizofrenia. As vozes acusam ou xingam o paciente. Pode ser mais de uma voz. Podem ser vozes dialogadas. O paciente acredita que vem do meio e não dele.
Alucinações visuais – depois das verbais, são as mais comuns. Não são frequentes em pacientes psicóticos, são mais comuns em pacientes histéricos. O 
paciente pega algo da sua mente e projeta em alguma forma de percepção, criando algo que não existe, interpretando erroneamente algo ou dando importância desproporcional a uma percepção – são 3 formas de alucinações visuais.
Alucinações olfativas e gustativas – São raras. O paciente alucina cheiros e gosto ruins (estragados e pobres) ou perde o paladar.
Alucinações corporais –
 Táteis – sobre a superfície do corpo, ex: sentir bichos subindo o corpo.
 Cinestésicas – alucinações de movimento, não está realizando movimento mas diz que está.
Outras alucinações 
CONSCIÊNCIA DO EU
	Também classificado por Jasper no início do século. É o núcleo de muitas psicoses. É a percepção que meus processos psíquicos estão dentro de mim. Essa função 
é a mais importante pois explica as alterações graves de senso percepção e pensamento, subdividindo-se em 4:
Consciência da atividade do EU
A capacidade de saber que os processos estão dentro da minha cabeça e são criados lá dentro, o que pode ser pedido em psicóticos e esquizofrênicos. Formas de perda da consciência da atividade do EU: roubo, sonorização, leitura, bloqueio – do pensamento.
Unidade do eu
Percepção que o Eu é algo inteiro, sensação que meu EU é uma coisa una. Não pode ter dentro de mim dois EUs simultaneamente (ao mesmo tempo), caso isso ocorra chama-se de cissão do EU. Ex: Na esquizofrenia ocorre a cissão do EU, o paciente tem 2 EUs.
Identidade do eu 
Manutenção do Eu ao longo da vida. Quando o paciente ora é um, ora é outro – palavra chave sucessivamente. Ex: Crianças abusadas criam uma segunda personalidade, chamamos essa doença de Transtorno dissociativo de identidade.
Oposição eu/mundo externo
É a separação eu (corporal) e mundo lá fora. O que sinto dentro de mim está dentro de mim e deve ser controlado por mim. Ex: Não podem se mexer porque o mundo irá acabar.
HUMOR DE AFETIVIDADE
1)HUMOR- É um estado de fundo ou sub-fundo que costuma durar alguns dias ou a vida inteira. 
		Variações cercadianas:
Normotímicas - Afetividade normal.
Hipotímica - Diminuição da afetividade, humor deprimido.
Hipertímica - Aumento da afetividade
Distimia – Perda da regulação do humor. Oscilação súbita, o indivíduo muda repentinamente e tem ataque de agressividade. Só pode ser diagnosticado se ocorrer na hora da entrevista. Originalmente, a distimia era só um sintoma, hoje na DSMV ela entrou no lugar da neurose depressiva.
Ambitimia – Alteração psicótica, ambivalência afetiva muito grande.
2) AFETIVIDADE – É um termo genérico, que compreende várias modalidades de vivência afetiva, como o humor, as emoções e os sentimentos. É algo que vem da realidade externa. 
	Medo, ansiedade e angústia são termos erroneamente usados, seguem definições:
Ansiedade – ameaça de dentro e é impedida de sair por causa do super ego. Só tem valor como sinal. Nossa tendência é transformar a ansiedade em medo. 
Medo – é algo objetivo, assim, você tem que lutar ou fugir jogando adrenalina no sangue.
Angústia – é quando a ansiedade implica em manifestações motoras. É mais profundo.
Sintomas psicóticos: Ambitimia, Neotimia, Paratimia, Incontinência afetiva e Hipotimia.
	
3) EMBOTAMENTO AFETIVO – É a perda ou não existência da afetividade, ou se tem muito pouca afetividade. Diferente de depressão, pode ser consequência de uma psicose grave. O paciente vai se tornando frio, insensível.
NEXOS AFETIVO
	Afetividade é sempre um item separado ao examinar o paciente. Essa função é definida como as ligações afetivas com algo ou com alguém no meio ambiente, que é importante para ele. Os mais comuns são em relação à família e ao trabalho. O paciente fica muito ligado a uma coisa e ignora a outra. Pode estar: comprometido, muito comprometido ou pouco comprometido.
VONTADE (BULIA)
	Perda da vontade de fazer algo. Pode estar preservada ou mantida.
	Normobulica – vontade normal
	Hipobúlia – pouca vontade
	Disbúlica – perda do controle da vontade subitamente
	Abulia – ausência (perda) completa da vontade
	Hiperbolia – não é patológico, pode ter uma fronteira entre mania e hiperbulia
Obs: Compulsões não estão relacionadas com a vontade.
PRAGMATISMO
	É um departamento da vontade, porém é avaliado separadamente na hora da entrevista. É avaliado quando o paciente é questionado sobre o que faz concretamente para alcançar seu objetivo, isto é, os plano futuros do paciente em relação à vida, trabalho, família, etc. O aumento dessa função não é patológico. Pode estar preservado ou comprometido.
PSICOMOTRICIDADE
	São alterações da motricidade (movimentos) que são controladas pela córtex. É diferente de motricidade, que é neurológico e também não são alterações musculares. São puramente psíquicas, pela córtex.
ALTERAÇÕES QUANTITATIVAS – Podem estar nomal, diminuída ou aumentada.
ALTERAÇÕES QUALITATIVAS – 
Tiques – existem neurológicos, porém, a maioria é psicológico. são atos motores simples , como olhos e dedos.
Estereotipias e maneirismo – como se perdesse a espontaneidade. Movimentos esteriotipados 
Ecopraxia – pessoas que repetem os gestos, como se delegasse ao outro a vontade dele.
Obediência automática – obedece o que é ordenado verbalmente.
Pseudo flexibilidade cérea – Delega seu controle para o outro.
JUIZO CRÍTICO OU CONSCIÊNCIA DA DOENÇA ATUAL
	É a avaliação da resposta do paciente quando lhe é perguntado sobre o que ele acha dos problemas que o motivaram à consulta ou à busca de tratamento. 
Pode estar:
Mantido – quando está consciente, fala normalmente de seus problemas.
Morbidamente exagerado – comum em histéricos, hipocondríacos e neuróticos
Abolido ou ausente – Não tem noção do mal que faz, acha que a culpa é do outro.
Parcialmente ausente.- Esquizofrênicos, devido à cissão, busca tratamento mas diz que não tem nada.