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avaliação e diagnóstico

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MATERIAL DIDÁTICO 
 
 
DIAGNÓSTICO E AVALIAÇÃO 
PSICOMOTORA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
U N I V E R S I DA D E
CANDIDO MENDES
 
CREDENCIADA JUNTO AO MEC PELA 
PORTARIA Nº 1.282 DO DIA 26/10/2010 
 
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e 
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SUMÁRIO 
 
 
UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO .......................................................................... 03 
 
UNIDADE 2 – EDUCAÇÃO, REEDUCAÇÃO E TERAPIA 
PSICOMOTORA .............................................................................................. 04 
 
UNIDADE 3 – PERTURBAÇÕES, DISTÚRBIOS E ALTERAÇÕES 
PSICOMOTORAS ............................................................................................ 08 
 
UNIDADE 4 – AS NECESSIDADES ESPECIAIS ........................................... 20 
 
UNIDADE 5 – OBSERVAÇÃO, MEDIÇÃO, DIAGNÓSTICO, AVALIAÇÃO 
E AÇÕES MOTRIZES ...................................................................................... 39 
 
UNIDADE 6 – BATERIA PSICOMOTORA DE VÍTOR DA FONSECA ............ 58 
 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 68 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE 1 – INTRODUÇÃO 
 
Para diagnosticar, avaliar e tratar problemas relacionados à 
psicomotricidade, o primeiro passo é justamente entender as diferenças entre 
educação, reeducação e terapia psicomotora, bem como ter bem definidas as 
perturbações, as alterações e os distúrbios psicomotores, portanto, estes assuntos 
abrem o módulo. 
Na sequência, lembraremos sem muito aprofundamento, as necessidades 
especiais, uma vez que o psicomotricista também irá trabalhar com os portadores de 
necessidades especiais ao longo de sua trajetória profissional. 
A teoria e as ações motrizes também fazem parte desse arcabouço, 
principalmente se pensarmos que os hábitos, as habilidades e as destrezas 
fundamentam a prática psicomotora. 
Observação e diagnóstico são apresentados e analisados na sequência e, 
por fim, como não poderia faltar, detalhamos a bateria psicomotora de Vítor da 
Fonseca, imprescindível para o trabalho do psicomotricista. 
Esperamos que apreciem o material e busquem nas referências anotadas ao 
final da apostila subsídios para sanar possíveis lacunas que venham surgir ao longo 
dos estudos. 
Ressaltamos que embora a escrita acadêmica tenha como premissa ser 
científica, baseada em normas e padrões da academia, fugiremos um pouco às 
regras para nos aproximarmos de vocês e para que os temas abordados cheguem 
de maneira clara e objetiva, mas não menos científicos. Em segundo lugar, 
deixamos claro que este módulo é uma compilação das ideias de vários autores, 
incluindo aqueles que consideramos clássicos, não se tratando, portanto, de uma 
redação original. 
 
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UNIDADE 2 – EDUCAÇÃO, REEDUCAÇÃO E TERAPIA 
PSICOMOTORA 
 
A Educação psicomotora é uma técnica que, através de exercícios e jogos 
adequados a cada faixa etária, leva a criança ao desenvolvimento global do ser 
humano. Ela deve estimular, de tal forma, toda uma atitude relacionada ao corpo, 
respeitando as diferenças individuais, uma vez que o ser humano é único, 
diferenciado e especial, e levando a autonomia do indivíduo como lugar de 
percepção, expressão e criação em todo seu potencial. 
Dentro da educação psicomotora deve-se alcançar três metas básicas, ou 
seja, seus objetivos: 
1. A aquisição do domínio corporal: definindo a lateralidade, a orientação 
espacial, desenvolvendo a coordenação motora, o equilíbrio e a flexibilidade. 
2. Controle da inibição voluntária: melhorando o nível de abstração, 
concentração e desenvolvendo as gnosias. 
3. Desenvolvimento socioafetivo: reforçando as atitudes de lealdade, 
companheirismo e solidariedade. 
Para se realizar uma atividade de educação psicomotora, é necessário que 
haja um local apropriado, onde existam vários materiais para serem utilizados 
(cordas, bolsa, colchão para saltos, jogos de montar, etc.), sendo que as atividades 
devem ser desenvolvidas em três momentos distintos: 
1. Iniciação (entrada) – tem como objetivo reunir a(s) criança(s) para que se 
descreva o que vai ocorrer durante a sessão. Este momento é importante 
porque permite que criança se identifique verbalmente e respeite o momento 
de início da atividade. 
2. Desenvolvimento do jogo – nesse momento a criança pode atuar livremente 
nos brinquedos (jogando, expressando-se, pulando, etc.). 
 
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3. Término ou saída – O grupo se reúne novamente para dizer o que fez, ou 
seja, fazer um resumo das atividades. 
A entrada ou início e o término podem acontecer de várias outras maneiras, 
por exemplo: contar histórias, rodas cantadas, jogos e etc. Desta forma, a criança 
será estimulada e ficará “acordada” para a atividade proposta. 
Para a criança interagir neste processo, é necessário que o professor saia 
de sua postura e assuma uma postura de observador, para que a partir daí possa 
interferir no processo de desenvolvimento (MACHADO, 2007). 
O trabalho da educação psicomotora com as crianças deve prever a 
formação de base indispensável em seu desenvolvimento motor, afetivo e 
psicológico, dando oportunidade para que por meio de jogos, de atividades lúdicas, 
se conscientizem sobre seu corpo. Através da recreação, a criança desenvolve suas 
aptidões perceptivas como meio de ajustamento do comportamento psicomotor. 
Para que a criança desenvolva o controle mental de sua expressão motora, 
a recreação deve realizar atividades considerando seus níveis de maturação 
biológica. A recreação dirigida proporciona a aprendizagem das crianças em várias 
atividades esportivas que ajudam na conservação da saúde física, mental e no 
equilíbrio socioafetivo. 
Segundo Barreto (2000), o desenvolvimento psicomotor é de suma 
importância na prevenção de problemas da aprendizagem e na reeducação do 
tônus, da postura, da direcionalidade, da lateralidade e do ritmo. A educação da 
criança deve evidenciar a relação através do movimento de seu próprio corpo, 
levando em consideração sua idade, a cultura corporal e os seus interesses. 
A educação psicomotora para ser trabalhada necessita que sejam utilizadas 
as funções motoras, perceptivas, afetivas e sociomotoras, pois assim, a criança 
explora o ambiente, passa por experiências concretas, indispensáveis ao seu 
desenvolvimento intelectual, e é capaz de tomar consciência de si mesma e do 
mundo que a