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IBGE   TECNICO   Conhecimentos Gerais

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energia solar e a 
eólica (obtida através dos ventos) fazem parte das fontes de energia ines-
gotáveis. Por outro lado, os combustíveis fósseis (derivados do petróleo e 
do carvão mineral) possuem uma quantidade limitada em nosso planeta, 
podendo acabar caso não haja um consumo racional. 
Fontes de energia 
Existe uma grande variedade de processos capazes de gerar energia 
em alguma de suas formas. No entanto, as fontes clássicas de energia 
utilizadas pela indústria têm sido de origem térmica, química ou elétrica, 
que são intercambiáveis e podem ser transformadas em energia mecânica. 
A energia térmica ou calorífica origina-se da combustão de diversos 
materiais, e pode converter-se em mecânica por meio de uma série de 
conhecidos mecanismos: as máquinas a vapor e os motores de combustão 
interna tiram partido do choque de moléculas gasosas, submetidas a altas 
temperaturas, para impulsionar êmbolos, pistões e cilindros; as turbinas a 
gás utilizam uma mistura de ar comprimido e combustível para mover suas 
pás; e os motores a reação se baseiam na emissão violenta de gases. O 
primeiro combustível, a madeira, foi substituído ao longo das sucessivas 
inovações industriais pelo carvão, pelos derivados de petróleo e pelo gás 
natural. 
Pode-se aproveitar a energia gerada por certas reações químicas, em 
consequência de interações moleculares. À parte as reações de 
combustão, classificáveis entre as fontes térmicas, e nas quais substâncias 
se queimam ao entrar em contato com o oxigênio, a energia presente em 
certos processos de soluções ácidas e básicas ou de sais pode ser captada 
em forma de corrente elétrica -- fundamento das pilhas e acumuladores. 
Dá-se também o processo inverso. 
A energia elétrica é produzida principalmente pela transformação de 
outras formas de energia, como a hidráulica, a térmica e a nuclear. O 
movimento da água ou a pressão do vapor acionam turbinas que fazem 
girar o rotor de dínamos ou alternadores para produzir corrente elétrica. 
Esse tipo de energia apresenta como principais vantagens seu fácil 
transporte e o baixo custo, e talvez seja a forma mais difundida no uso 
cotidiano. Os motores elétricos são os principais dispositivos de conversão 
dessa energia em sua manifestação mecânica. 
As crises de energia ocorridas na segunda metade do século XX 
suscitaram a busca de novas fontes. Registraram-se duas tendências, 
aparentemente opostas: os projetos e invenções destinados a dominar os 
processos de reação nuclear e os sistemas de aproveitamento de energias 
naturais não poluentes, como a hidráulica, a solar, a eólica e a geotérmica. 
Como resultado dessas pesquisas obteve-se um maior índice de 
aproveitamento dos recursos terrestres e marítimos em determinadas 
regiões do globo. 
A energia hidráulica, utilizada desde a antiguidade, oferece amplas 
possibilidades em rios e mares. As quedas d'água e a enorme força das 
marés constituem exemplos claros do potencial dessas fontes. No entanto, 
embora as represas e reservatórios representem meios para armazenar 
água e energia, facilmente transformável em corrente elétrica, ainda não 
foram encontrados meios eficazes para o aproveitamento das marés, 
devido à complexidade de seu mecanismo. 
Ao longo da história, os moinhos e os barcos a vela tiraram amplo 
proveito de um dos tipos primários de energia, a eólica, ou produzida pelo 
vento. Essa manifestação energética, diretamente cinética por ser 
provocada pelo movimento do ar, apresenta baixo nível de rendimento e 
sua utilização é insegura e pouco uniforme, ainda que de baixo custo. 
A energia solar representa o modelo mais característico de fonte 
renovável. Apesar de ser praticamente inesgotável, por provir diretamente 
da radiação solar, seu aproveitamento ainda não alcança rendimentos 
equiparáveis a outras fontes. A captação dessa energia tem como principal 
finalidade a produção de energia calorífica, sobretudo para calefação 
doméstica. Alguns dispositivos, como as células fotoelétricas, permitem 
transformar a energia solar em elétrica. 
As fontes térmicas naturais e as forças terrestres, como terremotos e 
vulcões, constituem formas de energia de difícil aproveitamento, e a 
pesquisa científica para utilização de tais fenômenos na indústria ainda está 
em fase inicial. 
A pesquisa sobre energia nuclear, cercada por intensa polêmica, 
devido ao perigo de sua utilização militar e ao risco de poluição e radiação, 
atingiu substancial progresso na segunda metade do século XX. 
Fenômeno natural na formação do universo, a reação nuclear, devido à 
magnitude das energias liberadas no curso do processo, pode ser 
altamente nociva para o organismo humano, exigindo rigorosos sistemas 
de segurança. Existem dois métodos de obtenção de energia nuclear: a 
fissão ou ruptura de átomos pesados e a fusão de elementos leves, que se 
transformam em átomos mais complexos. A enorme quantidade de energia 
resultante desse processo deve-se à transformação de massa em energia, 
como previu Einstein em sua teoria da relatividade. 
Nas usinas nucleares, a energia é produzida por um dispositivo 
denominado reator ou pilha atômica, assim chamado porque os recipientes 
de urânio e, às vezes, de tório, são empilhados dentro de um receptáculo 
de outro material, geralmente o carbono. A fissão atômica produz calor, que 
pode mover uma turbina e gerar eletricidade. A grande vantagem da 
energia elétrica assim produzida reside na pequena quantidade de matéria 
físsil necessária à produção de uma considerável quantidade de calor: com 
meio quilograma de urânio, por exemplo, uma pilha atômica pode produzir 
tanto calor quanto a queima de dez toneladas de carvão. 
Hidroeletricidade 
As matrizes renováveis de energia têm uma série de vantagens: a dis-
ponibilidade de recursos, a facilidade de aproveitamento e o fato de que 
continuam disponíveis na natureza com o passar do tempo. De todas as 
fontes deste tipo, a hidrelétrica representa uma parcela significativa da 
produção mundial, que representa cerca de 16% de toda a eletricidade 
gerada no planeta. 
No Brasil, além de ser um fator histórico de desenvolvimento da eco-
nomia, a energia hidrelétrica desempenha papel importante na integração e 
no desenvolvimento de regiões distantes dos grandes centros urbanos e 
industriais. 
O potencial técnico de aproveitamento da energia hidráulica do Brasil 
está entre os cinco maiores do mundo; o País tem 12% da água doce 
superficial do planeta e condições adequadas para exploração. O potencial 
hidrelétrico é estimado em cerca de 260 GW, dos quais 40,5% estão locali-
zados na Bacia Hidrográfica do Amazonas – para efeito de comparação, a 
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos 
Conhecimentos Gerais A Opção Certa Para a Sua Realização 36 
Bacia do Paraná responde por 23%, a do Tocantins, por 10,6% e a do São 
Francisco, por 10%. Contudo, apenas 63% do potencial foi inventariado. A 
Região Norte, em especial, tem um grande potencial ainda por explorar. 
Algumas das usinas em processo de licitação ou de obras na Amazô-
nia vão participar da lista das dez maiores do Brasil: Belo Monte (que terá 
potência instalada de 11.233 megawatts), São Luiz do Tapajós (8.381 MW), 
Jirau (3.750 MW) e Santo Antônio (3.150MW). Entre as maiores em funcio-
namento estão Itaipu (14 mil MW, ou 16,4% da energia consumida em todo 
o Brasil), Tucuruí (8.730 MW), Ilha Solteira (3.444 MW), Xingó (3.162 MW) 
e Paulo Afonso IV (2.462 MW). 
As novas usinas da região Norte apresentam um desafio logístico: a 
transmissão para os grandes centros, que ficam distantes milhares de 
quilômetros. Este problema vai ser solucionado pelo Sistema Integrado 
Nacional (SIN), uma rede composta por linhas de transmissão e usinas que 
operam de forma integrada e