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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ FACULDADE DE BIOTECNOLOGIA ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS TERMODINAMICA APLICADA 2 Prof.ª. DRª. SIMONE DE AVIZ CARDOSO ANDRE DA LUZ DE FREITAS RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: INTERAÇÕES MOLECULAES II: SOLVENTES POLARES E SOLVENTES APOLARES Belém 2018 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ FACULDADE DE BIOTECNOLOGIA ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS TERMODINAMICA APLICADA 2 Prof.ª. DRª. SIMONE DE AVIZ CARDOSO ANDRE DA LUZ DE FREITAS RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: INTERAÇÕES MOLECULAES II: SOLVENTES POLARES E SOLVENTES APOLARES Relatório apresentado à Universidade Federal do Pará com parte da segunda avaliação de Termodinâmica aplicada 2. Sob orientação da Prof.ª. DRª. Simone De Aviz Cardoso Em 29 de junho de 2018 Belém 2018 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................ 04 2. REFERENCIAL TEÓRICO .......................................................................... 05 3. OBJETIVOS ................................................................................................. 06 4. PARTE EXPERIMENTAL ............................................................................ 08 5. RESULTADOS ............................................................................................ 10 6. CONCLUSÃO .............................................................................................. 14 REFERÊNCIAS ................................................................................................ 14 4 1. INTRODUÇÃO A solubilidade é um dos temas mais relevantes da área da química, tanto pela sua importância intrínseca quanto pela variedade de fenômenos e propriedades químicas envolvidas no seu entendimento. Entretanto, os livros texto de Química geralmente abordam o tema de forma superficial ou incompleta, especialmente a solubilidade de compostos orgânicos (Martins et al., 2013). O processo de solubilização de uma substância química resulta da interação entre a espécie que se deseja solubilizar (soluto) e a substância que a dissolve (solvente), e pode ser definida como a quantidade de soluto que dissolve em uma determinada quantidade de solvente, em condições de equilíbrio. É uma propriedade física (molecular) importante que desempenha um papel fundamental no comportamento das substâncias químicas, especialmente dos compostos orgânicos. A energia “das moléculas” pode ser dividida em duas partes: energia cinética e energia potencial molecular. A energia cinética resulta do movimento translacional, rotacional e vibracional das moléculas; em consequência, a energia cinética se manifesta através das velocidades das moléculas. A energia potencial resulta da posição de um átomo, ou molécula, em relação aos outros átomos ou moléculas no sistema. Os solventes polares são aqueles cujas moléculas constituintes apresentam regiões eletronicamente densas (assim, com maiores momentos dipolares e maiores constantes dielétricas), e que por isso têm facilidade em solvatar (criar uma camada sobre o soluto) quaisquer substâncias de características também polares. Alguns dos solventes polares mais conhecidos são: a água (solvente universal), o etanol e o ácido acético. Entretanto, o etanol (álcool etílico) é muitas vezes considerado bipolar por dissolver com facilidade substâncias orgânicas apolares. Solventes apolares são caracterizados pela ausência, ou baixa ocorrência, de regiões eletricamente densas nas moléculas constituintes (assim, com menores momentos dipolares e menores constantes dielétricas). Logo, a naftalina (extremamente apolar) é solúvel em hexano ao ponto que flutua em água líquida. Novamente, o etanol pode ser considerado solvente apolar por conseguir dissolver o éter praticamente em qualquer proporção (enquanto a água dissolve menos de 70g por litro). 5 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Polaridade das moléculas Eletronegatividade é a medida da tendência mostrada por um átomo ligado em atrair os elétrons de valência. A eletronegatividade varia periodicamente com o número atômico devido a uma variação da carga nuclear efetiva e do raio atômico. A polaridade de ligação depende da diferença entre as eletronegatividades dos átomos ligados. Se dois átomos possuem a mesma eletronegatividade (porque são átomos do mesmo elemento), uma ligação covalente entre eles é neopolar, porque a distribuição da nuvem eletrônica do par compartilhado é simétrica entre os átomos ligados. Numa ligação entre átomos que possuem eletronegatividades diferentes, as diferentes forças de atração pelos pares compartilhados levam a um compartilhamento desigual. Assim, a nuvem de carga do par compartilhado é atraída para mais próximo do átomo mais eletronegativo, resultando numa ligação covalente polar. Quando as eletronegatividades dos átomos que se ligam são muito diferentes, não há compartilhamento de elétrons e a ligação é iônica. 2.1.2. Sacarose Popularmente conhecida como açúcar comum ou açúcar de mesa, a sacarose é um dissacarídeo composto por uma molécula de glicose e uma de frutose, unidas entre si por uma ligação glicosídica. Em condição ambiente, esse glicídio tem aparência de cristais brancos, sabor doce e é solúvel em água. 2.1.3. Água A água (H2O, HOH) é a molécula mais abundante na superfície da Terra, cobrindo, somente em sua forma líquida, cerca de 71% desta, além de estar presente em abundância na atmosfera terrestre, como vapor, e nos polos, como gelo. Está em equilíbrio dinâmico entre os estados líquido e gasoso nas condições ambientes de temperatura e pressão (21-23 °C, 1 atm). À temperatura ambiente, é um líquido fracamente azul, praticamente incolor, insípido e inodoro. 6 Muitas substâncias se dissolvem na água e ela é comumente chamada "solvente universal". Por isso, a água na natureza e em uso raramente é pura, e pode apresentar propriedades diferentes daquelas encontradas no laboratório. Entretanto, há muitos compostos que são essencialmente, se não completamente, insolúveis em água. 2.1.4. Naftalina Naftalina é o nome comercial do naftaleno, hidrocarboneto aromático formado pela união de dois anéis benzênicos, representado pela fórmula química C10H8. Trata-se de uma substância sólida cristalina a temperatura ambiente, de cor branca, odor muito forte, solúvel em água, inflamável e tóxica. 2.1.5. Hidróxido de sódio O hidróxido de sódio (NaOH), também conhecido como soda cáustica, é um hidróxido cáustico usado na indústria (principalmente como uma base química) na fabricação de papel, tecidos, detergentes, alimentos e biodiesel. Também usado para desobstruir encanamentos e sumidouros pelo fato de ser corrosivo. É produzido por eletrólise de uma solução aquosa de cloreto de sódio (salmoura). 2.1.6. Ácido clorídrico O ácido clorídrico (HCℓ) é uma solução aquosa, ácida e queimante, devendo ser manuseado apenas com as devidas precauções. Ele é normalmente utilizado como reagente químico, e é um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa. Em sua forma pura, HCℓ é um gás, conhecido como cloreto de hidrogênio. 2.1.7.óleo vegetal O óleo vegetal é uma gordura extraída de plantas formada por triglicerídeo. Geralmente extraído das sementes das plantas. Substância biocompatível. Apesar de, em princípio, outras partes da planta poderem ser utilizadas na extraçãode óleo, na prática este é extraído na sua maioria (quase exclusivamente) das sementes. Os óleos vegetais são utilizados como óleo de cozinha, pintura, lubrificante, cosméticos, farmacêutico, iluminação, combustível (biodiesel ou puro) e para usos industriais. Como todas as gorduras, os óleos vegetais são ésteres de glicerina e uma 7 mistura de ácidos gordos e são insolúveis em água, mas solúveis em solventes orgânicos. 2.1.8. Gasolina A gasolina é um combustível constituído basicamente por Hidrocarbonetos (compostos químicos constituídos apenas por átomos de carbono e hidrogênio) e, em menor quantidade, por produtos oxigenados. Esses hidrocarbonetos são, em geral, mais "leves" do que aqueles que compõem o óleo diesel, pois são formados por moléculas de menor cadeia carbônica (normalmente de 5 a 10 átomos de carbono). 2.1.9. Álcool O etanol é um composto leve, fácil de ser obtido e que se mistura facilmente com água e com a grande maioria dos líquidos de baixo peso molecular. Ele é altamente inflamável, podendo entrar em combustão, se submetido a uma fonte de calor, a partir de 13 ºC. Em seu estado puro, o álcool é altamente tóxico, já em misturas de baixo teor ele pode ser ingerido pelo ser humano de forma moderada. O etanol é representado pela fórmula C2H6O, ou, de forma mais detalhada, CH3CH2OH. Isso significa que o composto é formado por dois átomos de carbono (C) ligados à cinco átomos de hidrogênio (H) e a um átomo de oxigênio (O) ligado a outro hidrogênio. A presença do grupo OH, chamado de hidroxila, em sua composição, faz com que o etanol se torne uma substância polar, ou seja, que possua pólos eletrônicos distintos em sua cadeia, algo possível graças à presença do oxigênio. Por causa dessa característica, o álcool se mistura facilmente com a água e outros líquidos que também são polares. 2.2. Cloreto de sódio O cloreto de sódio (NaCl) consiste em uns dois mais importantes e conhecidos sais da química inorgânica, e apresenta em sua estrutura um cátion, derivado do elemento químico sódio, e um ânion, derivado do elemento químico cloro, monovalentes, que confere à molécula uma relativa hidrossolubilidade e solubilidade na maior parte dos solventes polares. Comumente é designado por sal de cozinha ou simplesmente por sal, e se apresenta em condições normais como um sólido cristalino branco. 8 3. OBJETIVOS Identificar a interação entre substancias polares e apolares; Verificar o uso das interações entre substâncias polares e apolares para separação de substancias; Observar a influência da diferença de intensidade na força de interação entre moléculas. 4. PARTE EXPERIMENTAL 4.1 Materiais utilizados 16 tubos de ensaio 8 béqueres 12 ligas de elástico Papel alumínio 12 pipepas Vidro relógio Balança semi-analítica; 4 espátulas; Agua deionizada; Solução de 1mol/L de HCl Álcool; Óleo mineral; Solução q mol/L de sal de cozinha, NaCl Naftalina; Solução 1 mol/L de soda caustica, NaOH; Gasolina; Foram usadas 2 ml de todas as amostras liquidas e 1 g para amostras solidas como naftalina e sacarose. Assim, nas combinações liquido-solido foram usados 2 mililitros para 1 grama respectivamente. 9 Tabela 1: Experimentos e combinações de substancias para verificação das interações Experimentos Substancia 1 Substancia 2 1 Naftalina Hidróxido de sódio (NaOH) 2 Sacarose Hidróxido de sódio (NaOH) 3 Água Hidróxido de sódio (NaOH) 4 Ácido clorídrico HCl Hidróxido de sódio (NaOH) 5 Sacarose Ácido clorídrico HCl 6 Óleo vegetal Sacarose 7 Óleo vegetal Naftalina 8 Óleo vegetal Álcool 9 Óleo vegetal Agua 10 Óleo vegetal Ácido clorídrico HCl 11 Óleo vegetal Cloreto de sódio NaCl 12 Gasolina Agua 13 Gasolina Sacarose 14 Gasolina Naftalina 15 Gasolina Álcool 5. RESULTADOS Os resultados das interações de acordo com cada experimento são mostrados na tabela abaixo. Interações Resultado 1 Não se solubilizaram 2 Demorou se solubilizar no óleo 3 Homogêneo/ alta solubilidade 4 Formou um sal 5 Demorou para solubilizar (porém, mais rápido que exp. 2) 6 Não solubilizam, formação de duas fazes 7 Não solubilizou 8 Solubilizou bastante (int. química) 10 9 Não solubilizou 10 Não solubilizou 11 Não solubilizou 12 Não solubilizou (duas fases) 13 Não solubilizou 14 Não solubilizou 15 Solubilizou bastante A partir dos resultados da tabela acima verifica-se que algumas substancias solubilizaram e outras não. Geralmente os solutos polares se dissolvem em solventes também polares e que substâncias apolares se dissolvem em solventes também apolares. Entretanto, isso não é uma regra que pode se aplicar a todos os casos de solubilidade. Imagem 1. Combinações 1 e 2 Verifica-se que no tubo 1 (Naftalina e hidróxido de sódio) as substancias não se solubilizaram. Nesse caso a diferença de eletronegatividade foi crucial para não solubilização das substancias, visto que, a naftalina apolar e o hidróxido de sódio polar ocorre interações de repulsão. Já no tubo 2 (Sacarose e hidróxido de sódio) demorou ocorrer a solubilização, porem depois de 10 minutos ocorreu maiores interações intermoleculares devido as substancias serem de mesma polaridade. 11 Imagem 2. Combinações 3 e 4 No tubo 3 (água e hidróxido de sódio) ocorreu maiores interações se comparar com o tubo 1. Visto que, no tubo 3 tinha duas substancias com mesma polaridade, ou seja, ambas polares. Logo verifia-se interações químicas do tipo solvatação. A solvatação é um mecanismo de dissolução em que íons negativos e positivos ficam envoltos por moléculas de solvente. Esse fenômeno acontece quando um composto iônico ou polar é dissolvido num composto polar, sem que haja a formação de uma nova substância, como ocorreu na situação acima. No experimento 4 (hidróxido de sódio e ácido clorídrico) onde se trata de uma base e um acido forte. As interações químicas entre substancias desse tipo forma sal como produto. As reações envolvendo ácidos e bases são denominadas reações de neutralização. Uma vez que tanto o ácido quanto a base são consumidos e novos produtos são formados (não necessariamente com caráter neutro). Imagem 3. Combinação 5 12 Verifica-se no tubo 5 (sacarose e ácido clorídrico) a ocorrência da reação, porem só é possível ver a olho nu depois de certo tempo (5 minutos). Como ambas as substancias são polares a solubilização vai ocorrer mesmo que demore um certo tempo. Nos experimentos 6 e 7 foram observadas interações do tipo repulsão. No tubo 6 formaram-se duas fases, visto que, ambas substancias são de eletronegatividade opostas. Mesmo no tubo 7 onde tinhas substancias de mesma polaridade não foi possível verificar interações químicas. A interação verificada foi do tipo física de repulsão.. Imagem 6. Combinações 6 e 7 Imagem 5. Combinações 8 e 9 No experimento 8 (óleo e álcool) ocorreram Instabilidades hidrodinâmicas configuradas pela velocidade e gradiente de densidade entre os líquidos. E pelo fato de o óleo ser mais denso que o álcool, ele consegue ficar junto por um período mais longo antes de se misturar com o álcool No experimento 9 (óleo e água) é possível verificar na imagem 5 a formação de duas fases. Isso se dar pelo fato das soluções possuírem polaridades opostas e densidades muito diferentes. Logo as interações de repulsão entre as moléculas são muito maiores. 13 Imagem 6. Combinações10 e 11 Imagem 7. Combinações 12 e 13 Nos experimentos 10, 11 e 12 é possível verificar na imagem 6 e 7 a formação de duas fases. No tubo 9 onde tem óleo e HCl, houve uma interação física do tipo repulsão. As substancias possuem polaridades opostas, o óleo é apolar e o HCl polar. Assim como na combinação 10, as substancias também apresentam polaridades diferentes, logo a interação formou uma mistura heterogênea. Na combinação 13 (gasolina e sacarose) a sacarose ficou insolúvel no fundo do tubo. A sacarose polar e a gasolina apolar (hidrocarboneto) não ocorre interações químicas entre as moléculas. Imagem 8. Combinações 14 e 15 No tubo 14 (gasolina e naftalina) novamente não ocorre interações químicas entre as moléculas. Experimento parecido com anterior, visto que, a naftalina tem seus anéis e é polar. Portanto, na combinação 15 (gasolina e álcool) as substancias se solubilizaram bastante, ocorreu interações químicas pois o álcool se comporta tanto como polar com 14 apolar. Nesse sentido as possuem polaridades semelhantes (apolares) irá formar uma mistura homogênea dentro do tubo de ensaio. 7. CONCLUSÕES A partir deste experimento, foi possível concluir que algumas substâncias são solúveis entre si, enquanto outras substâncias são insolúveis. A solubilidade entre as substâncias depende da polaridade das substâncias envolvidas, bem como da temperatura do sistema. Baseando-se em princípios de solubilidade, pode-se separar substâncias ou até mesmo criar novas tecnologias. REFERÊNCIAS Koretsky M. D. temodinamica para engenharia química, departamento of chemical engeineering 2007. Info Escola, compostos químicos disponível em https://www.infoescola.com/compostos-quimicos/cloreto-de-sodio, acessado em 20 de julho de 18. Keller B. Interações Intermoleculares e seus efeitos na Solubilidade entre as Substâncias VILA VELHA ABRIL – 2010