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São Cristovão/SE 
2018 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE 
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA 
LABORATÓRIO DE GENÉTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINDROME DE ALAGILLE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristovão/SE 
2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÍNDROME DE ALAGILLE 
 
 
INTRODUÇÃO: 
O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma doença mendeliana na 
qual é afetado um gene no cromossomo 20 do grupo F do cariótipo humano; a 
síndrome também pode se apresentar por mutações em um gene do 
cromossomo 1. Esta síndrome causa danos no fígado, coração, olhos, face e 
esqueleto; mas principalmente no fígado, devido à escassez de ductos biliares 
intra-hepáticos levando assim ao acumulo de bile no fígado que o impede de 
trabalhar normalmente para eliminar os resíduos do sangue. 
 
 
 
 
São Cristovão/SE 
2018 
A síndrome de alagille/SA é uma doença autossômica dominante com 
expressividade variável, sem predomínio de sexo e incidência de 1: 70 000 
a 100 000 recém-nascidos. 
 
Fonte: socialstyrelsen 
As manifestações clinicas são os xantomas, a colestase (condição médica na 
qual a bile não pode fluir do fígado ao duodeno), a colestase é consequência da 
escassez de ductos biliares intra-hepáticos; alterações oftalmológicas 
(embriotoxon); defeitos vertebrais e cardíacos; há também a icterícia que afeta 
a maioria dos pacientes no período neonatal. 
A expectativa de vida é baixa os e pacientes diagnosticados, geralmente por 
volta dos quatros anos de idade, vivem até os 10 anos de idade. 
 
 
São Cristovão/SE 
2018 
A Síndrome de Alagille tem característica autossômica, ou seja, apenas uma 
cópia do gene afetado já é suficiente para a manifestação de tal síndrome. 
Nesse caso, é o gene JAG1 – localizado no braço curto do cromossomo 20, 
especificamente na região 1, banda 2, sub-banda 2 (20p12.2) – que sofre 
alterações para que a doença possa se manifestar; tal gene é responsável pela 
produção de uma proteína chamada Jagged-1 que está diretamente 
relacionada à sinalização celular que ocorre na fase embrionária e influencia o 
desenvolvimento das células que serão destinadas à formação do coração, 
fígado, olhos, orelhas e medula espinhal. Ainda sob a ótica da síndrome em 
questão: cerca de 90% dos casos de incidência da síndrome estão 
relacionados a alguma mutação no gene em questão (JAG-1). A síndrome 
também pode se manifestar por mutações no gene NOTCH-2 localizado no 
braço curto (p) do cromossomo 1. 
O gene JAG 1 fornece informações para produzir uma proteína chamada 
Jagged-1, esta por sua vez está envolvida no caminho pelo qual as células 
podem sinalizar umas as outras. A proteína Jagged-1 está inserida na membrana 
de certos tipos de células, e neste local elas se conectam com outras proteínas 
chamadas receptores Notch, que estão ligadas a membranas de células 
adjacentes. Quando acontece conexão entre as proteínas Jagged-1 e Notch, é 
iniciada uma serie de reações que afetam as funções celulares. A sinalização 
Notch controla como determinados tipos de células se desenvolvem em um 
embrião, especialmente células destinadas a fazer parte do coração, fígado, 
olhos, ouvidos e coluna vertebral. 
 A maioria das mutações no gene JAG-1 resulta em uma proteína jagged 
anormalmente curta que não possui o segmento transmembrana. Outras 
mutações interferem no transporte adequado da proteína dentro da célula, 
impedindo que ela atinja a membrana celular. A perda da proteína Jagged na 
membrana celular impede sua interação com as proteínas Notch e assim causa 
prejuízo na sinalização celular. A falta de sinalização Notch causa erros no 
desenvolvimento que resultam em ausência de ductos biliares ou ductos 
biliares estreitos no fígado, defeitos cardíacos e alterações em outras partes do 
corpo. 
Representação do cromossomo 20 
Localização Citogenética do gene Jag-1: 20p12.2, que é o braço curto (p) do cromossomo 
20 na posição 12.2 
 
Fonte: Genome Decoration Page/NCBI 
São Cristovão/SE 
2018 
 
Por sua vez o gene NOTCH-2 fornece instruções para produzir uma proteína 
chamada Notch-2, um membro da família Notch de receptores. Essas proteínas 
receptoras têm sítios específicos onde outras proteínas chamadas ligando se 
encaixam. Esta interação do ligante ao receptor Notch2 envia sinais que são 
importantes para o desenvolvimento normal e função de muitos tecidos e 
órgãos em todo o corpo. 
Mutações no gene NOTCH-2 parecem ser uma causa incomum da síndrome 
de alagille; essas mutações podem afetar o domínio extra ou intracelular do 
receptor Notch-2, essas mutações genéticas levam provavelmente a produção 
de um receptor dobrado na forma tridimensional errada ou anormalmente 
pequeno; essas modificações resultam em perda de função pois o receptor 
defeituoso é incapaz de se ligar aos seus ligantes e assim disparar a 
sinalização dentro da célula. 
 
 
 
 
Localização citogenética do gene NOTCH-2: 1p12, que é o braço curto (p) do cromossomo 
1 na posição 12 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristovão/SE 
2018 
 
 
Bibliografia consultada: 
 
ALAGILLE SYNDROME. Disponível em: 
https://rarediseas.info.nih.gov/diseases/804/allagile-syndrome. Acesso em: 12 de jul. 
2018. 
SILVA, Cláudia Márcia Resende; BAHIA, Magda; GONTIJO, João Renato Vianna. 
Você conhece esta síndrome? Anais Brasileiros de Dermatologia, [s.l.], v. 83, n. 3, 
p.265-268, jun. 2008. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/s0365-
05962008000300012 
ALAGILLE SYNDROME. Disponível em: <ghr.nlm.nih.gov/condition/alagille-
syndrome#>. Acesso em: 13 de jul. 2018. 
JAG1 GENE. Disponível em: <ghr.nlm.nih.gov/gene/JAG1>. Acesso em: 13 jul. 2018. 
JAG1 GENE (PROTEIN CODING). Disponível em: <www.genecards.org/cgi-
bin/carddisp.pl?gene=JAG1#expression>. Acesso em: 13 de jul. 2018. 
SINDROME DE ALAGILLE. Disponível em: < http://genoma.ib.usp.br/pt-
br/servicos/consultas-e-testes-geneticos/doencas-atendidas/sindrome-de-alagille>. 
Acesso em 12 de jul. 2018. 
ALAGILLE SYNDROME. Disponível em 
<http://www.socialstyrelsen.se/rarediseases/alagillesyndrome. Acesso em 21 
jul. 2018. 
GENE NOTCH_2. Disponível em: https://ghr.nlm.nih.gov/gene/NOTCH2#location. 
Acesso em: 21 de jul.2018. 
GENE JAG-1. Disponível em: < https://ghr.nlm.nih.gov/gene/JAG1#conditions>. 
Acesso em 21 de jul.2018. 
 
 
 
 
 
 
 
 
São Cristovão/SE 
2018

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