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A segurança elétrica no dia a dia do profissional da área de saúde

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Para calcular o consumo de energia de um equipamento durante um mês, 
basta mult ipl icar a potência consumida pelo tempo que o equipamento permanece 
l igado (quantidade de horas), veja um exemplo: 
 
(Eq. 1) 
(Eq. 2) 
Qual o gasto de energia de um computador que consome 150 W, 
funcionando 10 horas por dia, durante um mês? 
 
Ao final de 30 dias o computador terá funcionado durante 300 horas e 
consumido um total de: 
 
300h x 150 W = 45.000 Wh ou 45 kWh 
 
Multiplicando-se este consumo pelo preço do kWh, saberemos o custo 
mensal corresponde à utilização deste computador. 
 
 6 
O conhecimento do consumo dos equipamentos é de grande importância, 
pois as tomadas da rede de distr ibuição de energia elétr ica têm limites, para o 
fornecimento da potência solicitada pelos equipamentos. Isto signif ica di zer que os 
equipamentos de consumo elevado exigem uma tomada específica. 
 
2 - NOÇÕES DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS 
Nos hospitais e clínicas as necessidades em relação à instalação elétr ica 
são diferenciadas, tanto em nível de projeto e execução, como de manuten ção. 
Uma vez que os equipamentos médico hospitalares estão diretamente relacionados 
à vida dos pacientes, assim como, sendo manipulados diariamente por 
prof issionais da área e rodeados, muitas vezes por visitantes, faz -se necessário a 
ut i l ização de um sistema elétr ico conf iável, seguro e ef icaz. 
 Existem algumas normas técnicas específicas para a área de instalações 
elétr icas no Brasi l, elaboradas e publ icadas pela Associação Brasileira de Normas 
Técnicas (ABNT), dentre elas destacamos a NBR 5410, que trat a de instalações 
elétr icas de baixa tensão. 
 
2.1 - Geração de Energia Elétrica 
A energia elétr ica, após a sua geração por diferentes fontes, como as usinas 
hidroelétr icas, termoelétricas, eólica, dentre outras, é distr ibuída aos diferentes 
locais de consumo através de uma rede de f ios condutores. 
Nas usinas hidroelétr icas, por exemplo, a energia elétr ica é produzida a 
part ir da água, que inic ialmente está armazenada em um reservatório. Parte desta 
água é conduzida através de um duto para a turbina, que junt amente com o 
gerador real izam um movimento de rotação. Desta forma, uma diferença de 
potencial (ddp) alternada e tr ifásica é obtida nos terminais do gerador. Essa 
denominação tr ifásica refere-se à presença de três “fases” ou três tensões 
senoidais geradas com uma pequena defasagem no tempo, como pode ser visto na 
Figura 4. No Brasil, como a f requência da rede elétr ica é de 60 Hz (60 
cic los/segundo), este intervalo de tempo entre as três ondas é de 5,55 ms (5,55 
milésimos de segundo). Estas três tensões ou f ases são então distr ibuídas aos 
diversos pontos de consumo. 
 
 
 
 
Figura 5: Representação de uma tensão tr ifásica. 
 
 7 
 
As tensões mencionadas são sempre referenciadas ao potencial da terra, 
através de um condutor chamado de “neutro”. Assim, a concessionár ia entrega a 
energia elétr ica ao consumidor f inal através de dois condutores, chamados de fase 
e neutro, este t ipo de instalação é denominada de monofásica. 
Se a potência consumida por uma determinada residência ou 
estabelecimento comercial for super ior a 15 kW, o fornecimento de energia pela 
distr ibuidora será feito através de um circuito bifásico (duas fase e o neutro). 
Acima de 30 kW, a l igação será tr ifásica (três fases e o neutro). 
A maior parte dos equipamentos eletromédicos, ut i l izam a rede monofásica. 
A tr ifásica é ut i l izada em casos de equipamentos que consomem potências mais 
elevadas, em ambientes hospitalares podemos citar como exemplo a ressonância 
magnética e o tomógrafo. 
2.2 - Tomadas Bipolares x Tripolares 
As tomadas bipolares são const ituídas p or uma fase e o neutro, enquanto as 
tomadas tr ipolares apresentam um terceiro pino, que realiza a l igação com o f io 
terra, proporcionando maior segurança tanto para o operador, quanto para os 
equipamentos. A Figura 5 e a Figura 6 exemplif icam o padrão atua l vigente no 
Brasil das tomadas bipolares e tr ipolares. 
 
 
 
 
Figura 6: Tomada bipolar, padrão brasileiro. 
 
 
 
 
Figura 7: Tomada tr ipolar, padrão brasileiro. 
 
 
Observe que nos dois t ipos de tomadas existem duas capacidades de 
corrente, ou seja, tomadas que suportam fornecer até 10 A e tomadas que 
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conseguem fornecer até 20 A, a diferença está no diâmetro dos pinos condutores 
ut i l izados. Correntes mais elevadas necessitam de um pino de maior cal ibre. 
 
3 - COMO OCORRE O CHOQUE ELÉTRICO 
O choque é causado pela circulação de uma corrente elétr ica, de forma 
indesejada, através do corpo humano. Para que haja a circulação da corrente, 
através do corpo, é necessário que ele seja submet ido a uma diferença de 
potencial e portanto duas partes do corpo devem entrar em c ontato com a fonte de 
tensão. 
Como descrito anter iormente, no sistema de distr ibuição de energia elétr ica 
um dos f ios (o neutro) está ligado à terra, isto signif ica que ao pisarmos no chão 
ou encostarmos a mão na parede estaremos já conectados a um dos f io s. Assim, 
ao encostarmos algum outro ponto do corpo em um ponto energizado se 
estabelece a circulação de uma corrente elétr ica através do mesmo. Este contato 
pode ocorrer de maneira direta, quando há o contato direto com condutores 
elétr icos sem a devida proteção de materiais isolantes, como f ios desencapados. 
Ou de maneira indireta, em partes condutoras de equipamentos que apresentem 
fuga de corrente. 
 
 
4 - EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA 
 
 A passagem da corrente elétr ica através do corpo humano pode provocar 
efeitos de importância e gravidade var iáveis, podendo produzir desde um leve 
aquecimento, uma estimulação nervosa ou muscular até queimaduras. Dependendo 
da intensidade da corrente e do seu percurso através do corpo. 
 De acordo com a Lei de Ohm (Eq. 1), a intensidade da corrente está 
diretamente relacionada com a tensão apl icada e inversamente relacionada com a 
resistência elétr ica oferecida pelo corpo do indivíduo. 
 No corpo humano, a principal resistência à passagem da corrente elétr ica é 
oferecida pela pele, visto que os tecidos e órgãos internos apresentam baixa 
resistência, por serem constituídos de uma grande quantidade de água e 
eletról itos, sendo portanto um bom condutor elétr ico. 
 Muitas vezes pergunta-se: o que é mais perigoso, um choque na tensão de 
220 V ou na tensão de 110 V ? Teoricamente o choque na tensão de 220 V é mais 
perigoso, pois nas mesmas condições de resistência irá gerar uma corrente duas 
vezes maior. Entretanto, na prática observa -se que nem sempre a tensão 
representa o fator determinante e sim a resistência que o corpo do indivíduo 
apresenta à passagem da corrente, ou seja, o fato de o indivíduo estar de pés 
descalços ou usando um sapato com solado isolante pode ser mais determinante. 
 A tabela abaixo apresenta valores típicos de c orrente para a ocorrência de 
determinados efeitos f isiológicos. 
 9 
 
 
VALOR DA 
CORRENTE 
 
POSSÍVEIS EFEITOS 
 
SIGNIFICADO FISIOLÓGICO E 
CONSEQUÊNCIAS 
 
0,5 a 7 mA 
 
Limiar de sensibil idade 
Representa a corrente mínima 
que consegue ser percebida 
(sentida) pelos d iversos 
indivíduos. Leve formigamento. 
 
7 a 90 mA 
 
Contração muscular 
involuntária, privação 
do ref lexo de ret irada 
Ativação de músculos 
extensores ou contratores. O 
indivíduo pode ser jogado longe 
ou o indivíduo pode f icar preso 
ao f io ou a um equipamento. 
 
A part ir de 20 mA 
 
Parada respiratór ia, dor