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Julie Ivy Ambrosio Alvaro - Esquemas De Direito Civil - Parte Geral

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modo de atuação:
 
 
 
 
 
 
 
 • Termo inicial ou suspensivo: Denominado de “dies a quo”. - “O termo inicial suspende o exercício, mas não a aquisição do direito” (art. 131 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 Diferentemente da condição, em que há apenas expectativa de direitos, no termo há aquisição de direitos. Assim, se o devedor pagar antes do termo entende-se como renuncia ao termo, não havendo qualquer possibilidade de repetição do indébito como na condição.
 
 
 
 
 
 
 
 • Termo final, extintivo ou resolutivo: Denomina-se de “dies ad quem”. É aquele cuja ocorrência leva a extinção dos efeitos do negócio jurídico.
 
 
 
 
 
 
 
 • Prazos: É o período de tempo entre a declaração e o advento do termo.
 
 
 
 
 
 
 
 • “Salvo disposição legal ou convencional em contrário, computam-se os prazos, excluído o dia do começo, e incluído o do vencimento” (art. 132 do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • “Se o dia do vencimento cair em feriado, considerar-se-á prorrogado o prazo até o seguinte dia útil” (art. 132, §1º do CC).
 
 
 
 
 
 • “Meado considera-se, em qualquer mês, o seu décimo quinto dia” (art. 132, §2º do CC).
 
 
 
 
 
 • “Os prazos de meses e anos expiram no dia de igual número do de início, ou no imediato, se faltar exata correspondência” (art. 132, §3º do CC).
 
 
 
 
 
 • “Os prazos fixados por hora contar-se-ão de minuto a minuto” (art. 132, §4º do CC).
 
 
 
 
 
 • “Nos testamentos, presume-se o prazo em favor do herdeiro, e nos contratos, em proveito do devedor, salvo, quanto a esses, se do teor do instrumento, ou das circunstâncias, resultar que se estabeleceu a benefício do credor, ou de ambos os contratantes” (art. 133 do CC).
 
 
 
 
 
 Assim, se o devedor quiser pagar sua dívida antes do termo poderá fazê-lo, salvo se for verificado que o termo foi estabelecido a favor do credor ou de ambos os contratantes, caso em que o credor pode se opor ao pagamento antecipado.
 
 
 
 
 
 
 
 5. Encargo ou modo:
 
 
 
 
 É um ônus (limitação) imposto ao beneficiário do negócio jurídico. Em geral o encargo aparece nos negócios jurídicos gratuitos, mas nada impede que seja previsto nos negócios jurídicos onerosos.
 
 
 
 
 
 
 
 “O encargo não suspende a aquisição nem o exercício do direito, salvo quando expressamente imposto no negócio jurídico, pelo disponente, como condição suspensiva” (art. 136 do CC). O encargo não impede a aquisição de direitos e nem o seu exercício, mas o beneficiário deverá cumpri-lo ou caso contrário poderá até mesmo ser desfeita a liberalidade.
 
 
 
 
 
 
 
 “Considera-se não escrito o encargo ilícito ou impossível, salvo se constituir o motivo determinante da liberalidade, caso em que se invalida o negócio jurídico” (art. 137 do CC). O encargo ilícito ou impossível é considerado como não escrito, ou seja, o beneficiário não precisa cumpri-lo (Exemplo: Encargo que envolva a prática de um crime). Entretanto, se o encargo for o motivo determinante da liberalidade o negócio jurídico será inválido (Exemplo: Pai doa um carro ao filho menor com o encargo de este tirar a carteira de motorista).
 
 
 
 
 
 
 
 Defeitos do negócio jurídico
 
 
 Esquemas de Direito Civil: Parte Geral
 
 
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 5. Noções gerais:
 
 
 
 
 Já vimos anteriormente que para que o negócio jurídico seja válido a manifestação de vontade deve ser livre e consciente, ou seja, isenta dos vícios do consentimento e vício social.
 
 
 Esquemas de Direito Civil: Parte Geral
 
 
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 2. Defeitos do negócio jurídico:
 
 
 
 
 A ocorrência dos defeitos faz com que o negócio jurídico seja anulável (art. 171, II do CC) e o prazo decadencial para a propositura da ação é de 4 anos a contar da celebração do negócio, salvo na coação, em que conta-se do momento em que ela cessar (art. 178, I do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Vícios do consentimento: A vontade declarada não corresponde a vontade real (vontade querida) do agente. São eles: Erro, Dolo, Coação, Estado de Perigo e Lesão.
 
 
 
 
 
 
 
 • Vício social: A vontade declarada corresponde a vontade real do agente, mas há a intenção de fraudar a lei ou prejudicar terceiros. É a fraude contra credores.
 
 
 
 
 
 É relevante lembrar que a simulação não é mais causa de anulabilidade do negócio jurídico e sim causa de nulidade.
 
 
 
 
 
 3. Erro ou Ignorância:
 
 
 
 
 Primeiramente vale lembrar que o erro é um vício do consentimento, assim a vontade declarada não corresponde a vontade querida pelo agente.
 
 
 
 
 
 
 
 • Conceito: O Código Civil não traz diferença entre o erro e a ignorância, mas segundo o dicionário, o erro é a falsa idéia da realidade (engano sobre a realidade) e ignorância é o completo desconhecimento da realidade.
 
 
 
 
 
 
 
 Tendo em vista que o erro é subjetivo, podemos concluir que é muito difícil prová-lo. O dolo, diferentemente, não possui esta dificuldade, pois a pessoa é induzida a realizar um negócio e uma testemunha pode presenciar tal ato.
 
 
 
 
 
 
 
 • Anulação do negócio jurídico: “Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: II – por vício, resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores” (art. 171, II do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 “É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, contado: II – no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo, ou lesão, do dia em que se realizou o negócio jurídico” (art. 178, II do CC).
 
 
 
 
 
 
 
 • Requisitos para que o erro torne o negócio anulável: Que o erro seja substancial (essencial), escusável e real.
 
 
 
 
 
 • Erro substancial ou essencial: Aquele relacionado a aspectos relevantes do negócio, ou seja, a aspectos que se fossem conhecidos pelo agente, não realizaria o negócio.
 
 
 
 
 
 
 
 Assim, o erro acidental recai sobre coisas insignificantes e não é capaz de anular o negócio jurídico. Exemplo: “O erro de identificação da pessoa ou da coisa, a que se referir a declaração de vontade, não viciará o negócio quando, por seu contexto e pelas circunstâncias, se puder identificar a coisa ou pessoa cogitada” (art. 142 do CC). - “O erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade” (art. 143 do CC).
 
 
 
 
 
 • O erro é substancial quando (art. 139 do CC):
 
 
 
 
 
 • Quando diz respeito